sexta-feira, 27 de maio de 2011

Resumão

Janeiro, fevereiro, março e abril. Os meses finais da minha gravidez que passaram voando. Depois que descobri que na verdade era meu lindo Lucas que estava na minha barriga parece que as coisas fizeram mais sentido – sabe-se lá por que sempre me imaginei mãe de um guri. Fiz meu chá de bebê em fevereiro e fui levando a reta final bem tranqüila. Exibindo com orgulho uma senhora barriga. Realizada com o amor, com o filho e, embora tenha feito questão de relevar situações chatas em outros departamentos da minha vida, tive que aprender e abrir os olhos novamente: amizade verdadeira se conta nos dedos. É como escolher feijão, grão por grão, uma hora você tem que fazer isso.

Papo atualmente irrelevante de lado, Lucas nasceu dia 23 de abril, quando fechei exatamente 40 semanas. E foi aí que minha saga “mãe” começou. Estou há 1 mês aprendendo diariamente como NÃO é fácil, mas extremamente gratificante.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

CORREÇÃO: "É um menino!"

(thanks Lullys pela foto kkk)


Coragem, meu povo. Coragem!


Anotem este dia em seus calendários, circulem, sublinhem. Lembrem que foi neste: 22 de dezembro de 2010, o dia que aconteceu algo inusitado. Erro médico, equívoco, como me justificaram no hospital. Em novembro fiz uma ecografia pra descobrir o sexo. O médico olhou, olhou e a história toda está contada neste post.


Depois disso tudo teve: espalhar pra família, espalhar pros amigos, espalhar pra todo mundo, ganhar roupinhas de menina, e minha mãe comprar um cercadinho rosa Pink, kit de berço, tudo rosa. E o nome, pobre criança, sendo chamada de Bebel. Ainda bem que o bebê está começando a escutar faz pouco, abapha, meu filho.


Então hoje, lá vou eu para uma ecografia de rotina, a morfológica. Pra conferir os órgãos e pápápá. Leo vai comigo pela primeira vez. Lá estamos nós, vendo nosso bebê se mexendo nervoso, e o médico pergunta se eu já sei o sexo. Digo “menina”. Ele ainda faz um “uhum”. Daí olha mais, olha mais, olha mais, e... “Espera um pouquinho que eu vou chamar outro médico, ta? Só pra confirmar tudo”.


Ok. Fomos ali esperar. Chega o outro médico, ele refaz o exame. “Tu disse que era menina?” eu “Sim”. Ele “Mas é um menino, ali o pinto dele”. O_____________O


O Leo de repente se tornou a pessoa mais feliz desse universo. Eu comecei a rir sem parar porque eu também tinha um feeling de que seria menino. Lá no início. Daí quando me disseram que era menina, deixei pra lá. ONTEM disse pro Leo “Imagina se nos dizem que é um menino?”. Alguma coisa dentro de mim estava apitando.


Tai. Não sou louca. É um menino. Dessa vez, tudo confirmado, com fotinho e tudo. O médico tirou uma fotinho do pinto dele pra gente espalhar pelo Brasil. Kkkkkkkkkkkk

Gente, HEAIUHAUIHEIAEHUIAEHUIAHEUIAHEUIHEUEHUAHEAUHEUIHEI
Vou ficar dias rindo disso. Meu filho nem nasceu e já está sendo alvo de piadinhas das amigas. Vai nascer escutando que um dia foi menina. OH SHIT.
Estou in shock e apavorada com as coisas que compramos e precisamos trocar. De jeito nenhum filho meu vai dormir em coisas rosas. Ou eu troco tudo ou eu vendo. Já avisei minha mãe que ela dê jeito de trocar o que comprou. Dai ela diz que o pimpolho já começou a aprontar desde cedo. NÉ?! Se isso for um gostinho do quando esse meu filho vai me dar trabalho, ACODE essa pessoa que vos escreve.

Vamos de novo:
É UM MENINO!
Reformular tudo, repensar o quarto, repensar as cores, reavisar a família, as amigas...
AHEUAIHEUIEAHUEAIEHIAUEUIAEUIAEHIUH
Viva o Lucas! (acho que será esse o nome – ainda estou digerindo a situação)

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Queda livre


Vidas que a gente não escolhe. Não temos o direito de colocar o dedo na cara de ninguém, de dizer como as coisas deveriam ser, de querer tudo de certa maneira, estipulando certos e errados. Não temos direito a nada disso se formar parar para pensar. A gente não escolhe a vida que tem, a vida que vai ter, a gente só segue o barco torcendo pra que não tenha uma cachoeira no meio do caminho, ondas muitos fortes, rochar perigosas. A única coisa que a gente pode fazer realmente é torcer.

E a gente torce com mais vontade a cada curva, a cada bater de remos. A gente torce sabendo que podemos tentar mudar o rumo, mas mudar realmente ninguém nunca consegue. É um direito que temos de tentar, mas não é direito nosso conseguir. E a mega e enorme cachoeira vai te carregar montanha abaixo, você no seu barquinho surrado e gastado pelo tempo. Quem disse que você vai sair vivo dessa queda livre? Ninguém te diz nada. Porque ninguém sabe, ninguém nunca precisou saber de nada. É só deixar-se levar.

Todo mundo se deixa levar pela vida como se ela já soubesse seu próprio trajeto. Como se destino fosse realmente concreto, e nossos caminhos determinados na maternidade, já diria Cazuza. Quem disse? A não ser Cazuza, e os esperançosos/românticos de plantão? Ninguém te disse. Ninguém vai te dizer nada disso. Pelo contrário, vão dizer "lute" "corra atrás". Todo mundo atirando osso pra todo o resto ir pegar. Bando de animais adestrados. Quem disse que o osso que você me oferece é aquele que eu quero?

E se eu quiser alguma coisa extraordinariamente diferente? E se eu quiser outra coisa que não aquela que eu busquei a vida inteira? E se eu quiser correr atrás do osso do vizinho, qual o problema? Eu quero e vou. Nem que eu seja patética fazendo isso. Nem que todos riam da minha cara, me chamem de louca, de ingênua. Eu quero, eu vou tentar. Eu posso. Simples assim. Eu posso tentar pois ninguém está aí pra me impedir disso. Sim, talvez eu não consiga.

Talvez não seja mesmo pra mim. Mas ninguém, nunca, jamais, pode me impedir de tentar alguma coisa. De todos os direitos que nos são dados, nos são retirados, de todas as coisas que não são predeterminadas, não existem regras contra o tentar. Então danem-se os outros, eu, a menina que nunca fez nada diferente do que esperavam que ela fizesse, vai chutar o pé da barraca, vai mandar todo mundo à merda, e vai fazer pela primeira vez na vida alguma coisa que ela realmente quer. Vai se jogar de barquinho e tudo naquela maldita cachoeira e vai despencar. Vai arriscar tudo o que tem, ou pensa que tem, mas ela vai. Porque o que ela quer está lá embaixo. Ela vai tentar. O resto é puramente o resto.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

No 5º mês

As últimas três semanas foram de altas emoções. Bebel já vivendo aventuras na barriga da mãe. Semana passada eu peguei uma gripe forte, e da gripe veio a bronquite que me rendeu uma crise asmática nessa última segunda-feira. Acordei e não conseguia respirar, mesma coisa que já me aconteceu esse ano, em julho.

Mas vamos pelo começo. Já na sexta entrei em contato com minha GO, porque fiquei preocupada com a possibilidade da gripe piorar e eu não poder tomar medicação. A doutora me indicou um spray nasal fraquinho, nada de sorine. E dipirona. Tomei o remédio no final de semana com a maior culpa do mundo. Embora ela tenha dito que não iria afetar a Bebel, fiquei meio sentida de ter que engolir medicamento. Maaaas, melhor tomar do que piorar e eu precisar de algo mais forte ainda, não?

Bem, até aí tudo okay. Até começar a sentir falta de ar no domingo. Foda. Pra dormir? Mais foda ainda. Segunda-feira: eu sem ar. Lá fui eu pro pronto socorro fazer nebulização e tomar agulhada. O obstetra de plantão no hospital recomendou que eu passasse o dia repousando e ligasse pra minha GO. Não sem antes escutar o coraçãozinho da minha filha pra me tranqüilizar hehehehe

É forte minha guria, eu lá atirada na maca e ela dando cambalhota dentro de mim. Ainda bem =)

Liguei pra doutora quando cheguei em casa, e no mesmo dia ela me atendeu. Depois de um exame rápido na Bebel, ela foi bem direta: preciso e precisarei durante toda a gestação do acompanhamento de um pneumologista. De agora em diante, devo me considerar uma gestante asmática, o que pode reduzir minhas chances de ter um parto normal.

Fiquei bem chateada com essa informação =/ A médica disse que preciso me tratar, ou não terei capacidade respiratória pra aguentar um parto, podendo ter uma crise no meio. Imagina, que horror! O_O Maaaas, de novo, vamos com calma. Na terça mesmo consegui ser atendida por uma pneumologista – que foi super atenciosa comigo, aliás – e já estou me cuidando. Vamos enfrentar essa e quem sabe, eu terei condições daqui uns meses de ter minha filhinha de parto normal.

No momento, descanso em casa, pois a pneumologista me recomendou repouso o resto da semana. Além disso, comecei a usar bombinha três vezes ao dia, e a tomar dois remédios diferentes pros meus pulmões, um duas vezes ao dia, o outro de 6h em 6h. Mais o spray nasal fraquinho pra gripe que ainda persiste. Mais o ferro e ácido fólico que tomo duas vezes ao dia. Farmácia ambulante SOU EU. HEAHAHAE

Só rindo, viu? Preciso ajustar os horários dos diversos remédios no meu celular senão me perco nas contas. Em janeiro faço uma espirometria, ou teste do sopro, pra ver minha capacidade respiratória.

Quanta coisa, não? E não contei tudo. Não contei a melhor parte destas últimas semanas. ENCONTREI CEREJA MANOLOO!!!! EAHIUEHAIHAEHAIHEIAHIAUHIAUH Imagine a pessoa mais feliz do mundo: eu, quando encontrei cereja no supermercado. É época, coisa linda! Nem preciso dizer que Bebel não terá cara de cereja porque eu já devo ter comido 1kg da fruta, né? Pois é.

Amanhã vou pra Pelotinhas (colo de mãe, sabe como é). Tenho formatura da sobrinha linda e amigo secreto com as melhores amigas do universo. Só isso já vai dar uma boa melhorada na minha saúde, certeza.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Uma carta para minha filha




Não vejo a hora de te conhecer. De estudar o teu rosto, as tuas mãos. De saber qual é a cor dos teus olhos. Não vejo a hora de te ter ao meu lado, todos os dias, e escutar o som da tua respiração. Te ver ensaiar movimentos e gestos, nos imitando instintivamente. Não vejo a hora de conhecer o teu sorriso.

Eu vivo aguardando o momento que vamos ser apresentadas uma a outra. O dia em que tu entrares na minha vida definitivamente. Eu fico esperando e me preparando pra te receber. Pensando nas milhares de coisas que eu posso fazer pra te deixar confortável e feliz. Eu aguardo com amor, tanto amor, que eu já sinto por ti. E eu sonho contigo, e tudo o que eu faço, desde que descobri que você viria, é cuidadosamente pensado. Pensado em você.

Não vejo a hora de mostrar que sou merecedora de ti. De te cuidar como precisas. De te ajudar a crescer alegre e inteligente. Quero ser não apenas tua mãe, mas tua amiga, tua parceira. Você já é, pra mim, minha mais nova fiel escudeira. Minha mina de ouro. Um presente que eu nunca esperei ganhar da vida, mas ganhei.

Antes que eu comece a chorar feito uma pateta, só queria deixar registrado que eu estou te esperando com a maior felicidade do mundo. Pronta pra te ver nascer, crescer e se desenvolver como ser humano. Te ver ser criança, menina, e um dia mulher. Nunca se esqueça de ter caráter e juízo. Ser uma mulher interessante é muito mais do que maquiagem na cara. É sabedoria e bondade.

E eu vou estar lá, em todos os momentos da tua vida, pois eu sei que minha vida será eternamente ligada a tua daqui em diante. Tu és o meu pedacinho de céu estrelado, da noite de lua cheia mais linda e brilhante que já se viu. E ao mesmo tempo tu és o meu sol em um céu limpo e azul. Tu és o meu bebê. Minha filha, minha fortuna.
Te amo,
Mamãe.

Bicho Papão





Eu ainda tenho medo daquele monstro voltar. Tremo só de pensar na possibilidade dele me encontrar novamente. Preciso que ele continue a me perder de rumo, cada vez mais. Preciso que ele procure outras criancinhas indefesas para traumatizar. Eu ainda temo, em cada fibra do meu ser, que aquele monstro retorne por qualquer motivo que seja. Preciso que ele fique longe, sem meu endereço ou telefone.


O monstro pode voltar, é o que eu fico pensando mentalmente. Ele pode um dia voltar, como já fez antes, e querer me assustar de novo. Ele pode querer me aterrorizar novamente só pra saber se ainda consegue. A pergunta é: ele conseguiria? Eu não sei responder, pois não consigo pensar nem na possibilidade de enxergar o monstro de novo, que dirá enfrentá-lo.


Sou uma criancinha inocente que pensa que cresceu. Mas se eu cresci mesmo, não sei. Fico devendo a mim mesma a resposta. Ainda tenho medo. Ainda tremo e sinto calafrios. Ainda olho embaixo da cama todas as noites pra me certificar que o monstro não está ali para puxar o meu pé. Ainda sou pequena comparada a tanta monstruosidade.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Nas 18 semanas de gestação

Hoje foi mais um dia de pré-natal com a médica aqui de Lajeado, dra Ana Paula.


Eu fazia dieta pra engordar na adolescência, devido minha magreza, e aparentemente nem grávida consigo ganhar peso direito. Em uma gestação ideal a grávida deve engordar 9 ou 10 kg, no mínimo. Estava com 50kg quando descobri a gravidez. Passei pra 51kg em setembro, dai fui pros 52kg no início de outubro. No final do mês já estava com 50kg de novo. Apavorei! Preciso engordar não emagrecer, hello. Agora, em novembro estou com 53kg, graças a Inri e aos panelões de milho. Abapha. Mas eu deveria mesmo estar com 54kg U_U

A médica tinha me receitado o Conbiron Fólico pra tomar todos os dias, ferro puro pra anêmica aqui. Dai eu passava mal até não poder mais. Perigando desenvolver uma gastrite, como contei em outro post já, minha médica de Pelotas (sou chique, tenho duas) me receitou Natele. Só que como nesse remédio o ferro é em bem menor quantidade, dra Ana Paula me receitou outro ferro que não vai me deixar mal, e terei que tomar duas vezes ao dia: Neutrofer Fólico.

Gostei horrores quando ela mimicou o tamanho da pílula, -not. Quase do tamanho do meu dedo mindinho. Anyway... o que a gente não faz pelos filhos =P Fora isso, tudo perfeitamente normal e tranquilo. Coisa boa. O coração da Bebelzinha está batendo lindamente e ela não para quieta. Sinto todos os dias os cutucões dela agora.