quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

bye bye 2008


Adoro aquelas mensagens prontas de ano novo. “Te desejo um ano repleto de luz, esperança e sonhos realizados”. Bem brega, bem ctrl c + ctrl v. E o que é aquela campanha da Bradesco, 2000Inove? Brega ao cubo. Nada contra estas mensagens, veja bem, acho muito legal que as pessoas percam alguns minutinhos pra mandar um feliz ano novo pros amigos.

Poderia responder todas as mensagens com um “muito obrigado pelas palavras, faça dos teus votos os meus”. Bem ctrl c + ctrl v. Mas prefiro registrar aqui o que realmente desejo. Pra dar mais espaço de caber tudo, e numa tentativa de não parecer tão brega.

--

Eu desejo que 2009 seja um ano tão lindo quanto o ano de 2008 foi na minha vida. Um ano onde encontrei pessoas especiais, importantes, e com as quais já não me vejo sem. Eu desejo que seja um ano de descobertas, aventuras, recompensas. Um ano onde caminhadas se encerram e outras começam e recomeçam. Desejo, principalmente, que seja este o ano onde tudo se encaixe, e mesmo sendo número ímpar que tudo fique par.

Que tudo fique mais óbvio e menos embaçado. Que você aprenda a aceitar os tombos e os joelhos machucados, e se delicie com as belezas do caminho feito criança pulando faceira com seu algodão-doce. Desejo que você saiba desejar. Sem ser sufocante. Sem ser sufocado. Que você saiba amar um amor livre, sem algemas e sem limites. Desejo que você aprenda que às vezes é melhor deixar rolar do que ter tudo meticulosamente planejado. A vida adora mudar os seus planos. E quando eles mudarem, aceite os percalços e nunca se desespere. O desespero é o pior inimigo de quem quer ser saudável.

E eu te desejo saúde. De todos os tipos. Principalmente mental. Porque em um mundo tão louco pode parecer difícil manter-se são. Mas não enlouqueça. Pelo menos não completamente. Uma loucura lá de vez em quando pode até ser saudável. Mas não exagere. Seja um louco na sua e não um louco eu-durmo-fantasiado-de-homem-aranha.

Eu desejo que você se mantenha desejando, sentindo, amando. Que você se mantenha aberto aos sentimentos e às sensações. Que você viva intensamente cada momento, cada mínimo detalhe. Que você sinta cada choro e cada risada. E que depois você deixe o choro ir embora, agarrando-se aos risos soltos no ar.

Eu desejo que fios de esperança perdidos sejam recuperados. E que a fé adormecida acorde em peitos desolados.

Eu desejo que você aprenda a lição que eu aprendi de dois anos pra cá. Seja você mesmo. Não tenha vergonha de ser quem você é. E se pareceres louco aos olhos dos outros, lembre-se: loucos são eles que não se conhecem, e que se escondem entre um olhar estrábico e um riso torto cuidando a vida do que caminha ao lado, quando deveriam estar olhando pra frente e cuidando do seu próprio nariz.

Que 2009 seja maravilhoso. E que no próximo réveillon eu esteja aqui pra desejar somente isto: que o próximo ano seja ainda melhor!

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Meus presentes de Natal


Hoje não quero presentes. Porque os maiores e melhores presentes eu já ganhei. Ganhei amigas lindas, engraçadas, parceiras de madrugadas e viadas (com “i” mesmo, porque ninguém anda de quatro). Amigas que se aproximaram aos poucos e foram ganhando cada vez mais espaço no meu coração e nesse meu mundo insano. Amigas sem as quais nada mais teria graça.

E esse bando de viadas que eu ganhei de presente está espalhado por esse Brasil. Cada uma mora em um canto, mas todas se encontram em um mesmo lugar: Cafofo. Um lugar quase místico, quase sagrado. Um santuário e um priorado. Um lugar de confissões, fofocas, trocas, risos, lágrimas. Um lar. E elas, as Cafofas, são como se fossem as irmãs que ganhei.

Hoje, eu não quero pedir nada. Porque já ganhei muito. Ganhei na loteria da vida com essas gurias. Já não me vejo sem elas, já não nos vejo sem o Cafofo. Então, hoje eu quero mesmo é agradecer.

Agradecer estes sete meses que completaremos amanhã. Sete meses de amizade sincera, de companheirismo maluco. Agradecer por as ter encontrado. Agradecer até as diferenças, pois são elas que tornam essa amizade incrível. Tão diferentes em alguns aspectos, mas tão iguais em outros. No fundo, a gente se completa nas nossas maluquices. E eu quero agradecer por tudo isso.

Agradecer diretamente todas elas: Lucy, Mah, Loli, Mah*, Carolzinha, Clau, Liu, Juja, Kita, Cah, De, Lu, Luh, Lullys, Mi, Mali, Carol e Ari. E cada uma delas.

Lucy, por ser uma fofa, sempre querida, sempre a mil pelo Brasil! Mah, por nunca brigar comigo quando eu digo que Sandy é sonsa mesmo ela sendo baita fã. Loli, que me faz rir muito com seus comentários no Cafofo! Mah*, por essa veia cômica que ela possui. Até hoje imagino ela se jogando na parede ao som de Come Back To Me.

Carolzinha, grande Carolzinha! Obrigada pelo Carolão!! Clau, nossa expert em maquiagem que ta fazendo muita falta no Cafofo. Liu, que está sempre no Cafofo ali na moita que eu sei! Juja, por ser essa alcoólatra engraçadíssima e sem desodorante!

Kita, pelo seu sotaque indecifrável e sua espontaneidade cativante. Cah, que mesmo sumida do Cafofo nunca deixa de dar um oi por lá! De, por ser simplesmente quem ela é! Nunca mude, viu? Lu, outra querida, mas que também está sumidinha. Luh, por ser a idealizadora no nosso futuro blog que nos levará até o programa do Jo. Lullys, essa guria linda, maluca, e a partir de hoje eternamente Mini Eliana.

Mi, por ser a conselheira de plantão da gente, sempre carinhosa, sempre uma DIVA! Mali, que é outra sempre pronta pra ouvir, debater, fofocar... Carol, que está sumida mesmo, mas que é um poço de doçura, sem ironias. (Se fosse estaria falando de De) E Ari, por ser essa doida debochada que só ela, cativante, e simplesmente minha marida!

Agradeço todas. E hoje, agradecer é tudo o que tenho a fazer. Então, obrigado, obrigado! Obrigado Deus, obrigado mundo! Obrigado amigas, por esse ano que entrará pra história por causa de vocês.

Amo!! Amo!! Amo!!

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Tudo o que eu nunca vou perguntar e que você nunca vai responder


Quem você vê quando olha pro lado? Até onde teus olhos te levam e até que ponto eles te enganam? Quem você enxerga quando me olhas nos olhos? Quem você vê? Ou nem vê? O que acontece quando você pára pra prestar atenção no que se passa aí dentro? O que você sente e como você aceita o que sente? Se sente alguma coisa. O que você pensa de tudo isso? O que você não pensa? Ou nem pára pra pensar?

Quem você enxerga além de uma garota com um nome comum aí do seu lado? É alguém importante? Relevante? Ou é apenas alguém? Quem ela é? E quem é você quando ela está por perto? Que coisas ela te traz, te ensina, te irrita, te intriga? Que coisas ela te faz imaginar? Loucuras? Romance? Drama? Comédia? O que ela te lembra quando te olha? Ou você não se permite viajar?

Quem você vê quando olha pra cima, quando olha pra baixo? Quem te tira do chão? Quem te deixa cair? Quem você vê quando se olha no espelho? Ou você nem se olha? Ou se olha tão rápido que nem dá tempo de realmente se enxergar? Quem você quer ser nesse mundo? No seu, no dela. Ou você nunca pensou seu papel no mundo de outros? E o que você espera dos outros? Seja sincero e me diga se enxerga alguma coisa além do próprio umbigo. Ou nunca enxergou?

Afinal, quem você vê quando olha pro lado? Não esse, o outro. É, esse lado onde eu me encontro.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Para o garoto estranho,


Que me aterroriza com seus olhares indecifráveis e que me deixa sempre perguntando “e agora?”. Aquele que me desarma mesmo eu fazendo questão de bancar a durona e manter minha cara de Aquela Que Não Se Abala. E eu juro pra todo mundo que você não me abala em nada, mas é mentira, é mentira.

E eu largo meios-sorrisos e meias-verdades porque eu não gosto de ser transparente. Não gosto que você saiba exatamente o que eu estou pensando porque eu tenho medo que isso te faça fugir. E eu me prendo às minhas experiências anteriores onde todos eles fugiram de mim porque eu já fui abrindo as portas da minha vida e da minha alma logo de cara. E no fundo eu sei que você não é como esses outros caras, mas eu ainda prefiro manter pequenas facetas ocultas no meu peito esquisito.

Você que me impede de raciocinar direito toda vez que me olha sorrindo com aquela cara de safado. Que debocha das minhas bobagens e me deixa debochar das suas. Você com seu quarto de psicopata, seus cartazes de filmes e bilhetinhos de cinema, que só me deixa ainda mais intrigada. E eu não sei se saio correndo ou se fico. E eu fico, e eu fico.

E a minha cara de Aquela Que Não Se Abala às vezes sucumbe e se deixa sumir, entre um beijo e um carinho na mão. E eu sinto a minha cara lavada tão nítida que parece que você vai conseguir enxergar tudo aquilo que eu fico tentando esconder. E eu te olho nos olhos contando segundos e nunca me permito passar dos dez, porque eu tenho medo que se você me olhar muito vai saber. Você vai descobrir. Tudo aquilo que eu varri pra debaixo do tapete azul turquesa que enfeita o meu peito esquisito.

E você, garoto estranho, está quase descobrindo que basta levantar esse tapete. Bastar levantá-lo que verás tudo o que é necessário pra me decifrar. Pra decodificar minha mente maluca. E você está quase descobrindo que embaixo o tapete é cinza. É cinza de tanta poeira e sujeira que eu escondi ali. E eu queria poder dizer que eu não me importo com isso, mas é mentira, é mentira.

Ontem eu comentei o quanto eu erro pra escolher homens, e aquele nosso amigo em comum que está sempre debochando de tudo forjou uma cara séria nunca antes por mim vista e disse “agora acertou”. Acertei? E eu me pergunto “e agora?” e me pergunto “Será?”. E eu não sei se saio correndo ou se fico. Então olho para o garoto estranho e ele está me observando do outro lado da sala com aquela cara de safado que me impede de raciocinar. E eu fico, e eu fico.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Para: Fabiano. Ou Fafo, mesmo ele não gostando do apelido


Ele me conhece desde que nasci. Já me pegou no colo e me viu crescer. Me viu dar os primeiros passos e a balbuciar as primeiras palavras, mesmo que ele não lembre direito. Me viu chorar, espernear, ser chata e cabeça-dura. Já me viu ter ataques de criança mimada e bater a porta. Mas nem por isso, nestes momentos, ele me amou menos.

Ele já me fez muito cascudo, me apertou, me bateu, me fez cosquinha. Até musiquinha pra debochar de mim ele já fez. Ele já me tirou do sério. Me fez guampinhas em fotos. Disse que fui trazida por ETs e encontrada na lata de lixo. Ele não ia nas minhas apresentações de ballet e não foi na minha formatura. Mas nem por isso eu deixei de amar ele menos.

Ele era magrinho, desengonçado. Usava óculos fundo de garrafa. Adorava filmes de terror e me fazia assistir junto, o que me rendeu muitos pesadelos com Freddy Krueger. Usava roupinhas de nerd e vivia desenhando. Ele me ensinou a colorir sem borrar os desenhos, me lembro até hoje. E a não apertar tanto o lápis. E ele tentou me ensinar a escrever meu nome, mas eu escrevia “dense”. Ai ele dizia: “falta o ‘i’!”. E eu escrevia “densei”.

Depois de anos ele foi embora, fez a vida dele. Cresceu, amadureceu, foi ser quem ele nasceu pra ser. Hoje ele ta longe. Ta longe faz tempo. E a saudade mora no meu peito faz tempo. Parece que quando as pessoas estão longe a gente realmente reconhece o valor delas. Hoje eu dedico este post pra ele.

E ele é lindo, viu? Por fora e por dentro. Inteligente, engraçado e o cara mais educado que conheço. Sempre pronto pra ajudar, preocupado com todos. Um ótimo ouvinte. Um homem de fé e de Deus. E ele é meu irmão mais velho. Meu mano.

E pensar nessa distância sempre me faz recordar de uma musiquinha que eu inventei pra ele quando não conseguia encontrá-lo em lugar nenhum. “Estrelinha da sorte mais, eu quero ver o meu irmão”. Ele deve lembrar, porque ele estava escondido de mim e nunca riu tanto.

Dedico este post pra ele porque hoje é seu aniversário. 30 anos. E antes que chegue meia-noite eu quero celebrar que ele nasceu. Celebrar sua existência e seu papel na minha vida. Comemorar que eu tenho alguém que me ama incondicionalmente, não importa eu pegando estradas diferentes das dele, porque ele me apóia. Torce por mim. E dá pitacos, porque ele é uma das poucas pessoas que pode. E quero comemorar que eu sei que minhas vitórias são também as dele. E as dele as minhas. E que ele se tornou um homem que eu admiro e respeito sem igual.

Sabe aquelas pessoas imprescindíveis? É ele.
E ele é meu irmão. E eu amo, infinitamente.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

a garota dos teus sonhos.



Ela é a garota dos teus sonhos. Aquela com uma personalidade forte que irrita às vezes, mas que é impossível de ficar longe. Aquela que te fará rir sujando de sorvete o seu nariz. Que te deixará louco porque ela adora um bom drama. Aquela que te contará piadas – mesmo sendo péssima nisso – só pra colocar um sorriso no seu rosto quando estiveres tendo um dia ruim. E ela não faz porque você pede. Ela faz apenas porque pode.

Ela é a garota dos teus sonhos. Aquela que não pede nada em troca além do seu carinho e respeito. Que não te empaca, pelo contrário, te impulsiona a ser sempre melhor. Aquela que te ensina todo dia alguma coisa diferente e inusitada. Que nunca deixa de surpreender. Aquela que te arrepia a nuca quando te beija. Que te dá um friozinho na barriga quando vai embora. Aquela que não quer ir embora.

Ela é a garota dos seus sonhos. Aquela feita sob medida para você. Que te entende às vezes melhor do que você mesmo. Que te acalma nos teus exageros. Que se diverte com tuas manias. Aquela que compartilha teus gostos, mas não em tudo, porque senão seria monótono demais. E ela não é monótona. Ela é tormenta. Ela é fogo. Ela é tudo aquilo que te falta. Ela sou eu.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

"fica bem, te cuida" - homem adora dizer essa merda




Ele era um cara com quem eu ficava. Um cara por quem me apaixonei. Brevemente. E ele também foi um dos caras que me deixou. Sumiu. Evaporou. E depois ele se tornou um daqueles caras que somem, mas voltam depois pra assombrar, pra dizer “ei, eu ainda existo, mas pra você eu só existo quando quero”. E faz um ano que ele tenta me convencer que mudou. Mas eu não acredito, porque ninguém nunca muda. E ele vai ser eternamente aquele palhaço que sumiu depois de me dar um beijo de boa noite e dizer um “fica bem, te cuida”. E até hoje quando escuto essas palavras me embola uma raiva na garganta.

E ele me procurou hoje pra dizer o quanto estava diferente. “Não sou mais esse cara”, ele disse. Perguntou se eu estava com alguém. E embora eu tenha alguém, não sei o que me deu, eu respondi que não. E depois de responder me senti um pouco culpada. Mas, pense bem, talvez ele nem esteja apenas comigo, como posso saber? Então, foda-se. Agora já foi. Quem disse que ele precisa ficar sabendo?

Ele me convidou pra dar uma volta. E é só uma voltinha, não tem nada de mais. Uma voltinha na avenida, de repente um sorvete... Mas, espera. Será que eu deveria? Ele é um idiota e eu estou com alguém. Por outro lado, ele é um idiota carente e eu sou uma garota carente que acabou de se estressar com o respectivo porque quando ele se despediu me largou um “fica bem te cuida” que nem esse que diz que mudou. Ei, palhacinho de plantão, vamos dar uma voltinha.

Pensando melhor... Melhor não mesmo. Porque eu estou vulnerável, acabei de sentir aquela raiva na garganta, melhor não arriscar. Deixa assim. Mas, quem disse que ele precisa ficar sabendo mesmo? Se eu souber fazer direito, ele nunca ficará sabendo. E não posso fazer nada se ele nunca me convida pra dar voltinhas, e eu fico tentada a aceitar convites de terceiros. E lá estou eu tramando formas de ser infiel. É, isso não vai dar boa coisa. Eu não sei ser trouxa, vou me afundar no remorso e acabar estragando tudo.

Nego o convite de dar uma voltinha. Melhor assim. Melhor eu ser uma garota sem voltinhas na avenida, mas sincera. Ele ficou magoado, mas se realmente mudou como diz, vai entender. Então ele se faz de triste, mas se conforma, e antes de ir: “fica bem, te cuida”. Porra, duas vezes no mesmo dia. Fica bem, te cuida o cacete! E meu ódio por essas palavras evoluiu mais um grau na escala de coisas que eu odeio.

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

6:27 da manhã.


Impossível dormir. Impossível deitar a cabeça no travesseiro e sonhar quando a minha mente não consegue desligar-se de você. Quando meu peito aperta de leve ao lembrar-se das suas mãos nas minhas. E eu fico deitada na cama, olhando para o teto, lembrando você. Recordando seus trejeitos, suas manias. Contando dias. E é impossível descansar quando tudo o que consigo fazer é rabiscar numa folha o formato do seu olho, os traços da sua boca.

Dessa vez passei a noite toda em claro. Sonhando acordada. Criando diálogos que poderia ter com você se tivesse coragem de lhe dizer tudo o que quero. Se tivesse a coragem de te mostrar o que eu quero. Fiquei rindo sozinha pensando nas suas possíveis respostas e reações diante minhas loucuras, e torcendo para que você seja realmente assim como eu imagino, um cara que sabe apreciar insanidades.

Fiquei repassando mentalmente todos os detalhes de todas as vezes que te vi. Desde as músicas que tocavam até as cores das suas camisas. E confesso que colei no último item, revendo fotos guardadas no computador. Comecei a recitar músicas que tivessem a ver com a nossa história, mas não encontrei nenhuma. E aí me perguntei: mas qual é a nossa história? E eu percebi que não sei ainda.

Eu não sei como descrever nem expressar exatamente nada disso. Então foi ainda mais impossível dormir, pois precisei ao menos escrever alguma coisa que fosse remotamente perto disso que eu não sei o que é. E eu terminei ainda mais desperta de quando me deitei na cama horas antes.

E o dia amanheceu e eu continuo sem sono. É impossível dormir. É impossível fechar os olhos quando o que eu quero mesmo é manter-los bem abertos pra enxergar todos os movimentos de desabrochar disso tudo que eu não sei o que é.

domingo, 7 de dezembro de 2008

tio...


Se eu soubesse como melhorar tudo para você, eu faria. Se pudesse te curar para que nunca mais sofras, eu faria. E nunca mais nenhum de nós sofreria te vendo com dor, impossibilitados de te ajudar. E é essa impossibilidade que me machuca mais. Porque eu queria fazer alguma coisa, mas não tem nada que eu possa fazer. E o meu amor por você, que sempre existiu, parece agora pulsar mais forte, para que você saiba que ele sempre existiu. Nunca se esqueça disso. Nunca.

E eu rezo todas as noites para que esse mal vá embora. Para que você fique melhor, para sempre. E eu só queria que você soubesse que se eu pudesse tomar seu lugar, eu faria. E eu rezo a Deus para que ele te leve um pouco do paraíso, porque eu sei que o que você está enfrentando é um inferno, todos os dias. Tão rápido tudo mudou. Tão rápido essa notícia nos desmoronou. Mas você tem que ser forte. Seja forte, por favor.

Os meses passam e tudo parece igual. E eu continuo esperando aquela notícia boa. Que está fora de perigo. Mas o perigo não abandona, e a notícia nunca vem. E você continua lutando. Continue sempre lutando! Nunca é tarde demais para se brigar pela vida. E você não está sozinho nessa batalha. Com você estou eu, estamos todos nós. Juntos, por você. Por amor. Pela família.

Nós todos nos erguemos para mostrar que existe a esperança. Que tudo vai ficar bem. Ninguém vai deixar seu lado. Me perdoe se eu não consigo te olhar nos olhos. Mas eu não consigo. Porque eu sei que eu prometeria nunca chorar, e isso eu nunca poderia cumprir. Me perdoe se eu não consigo mostrar exatamente o que estou sentindo, mas saiba que eu te amo. E que embora eu saiba que só o que posso fazer é torcer por você, eu vou dormir todas as noites querendo magicamente acordar com o poder de cura.

para aquele que nunca me deixa


Adoro que ele acha que eu realmente me importo com o que ele pensa. Quando ele opina e se mete nos meus assuntos porque se preocupa comigo. E quando ele resolve me dar conselhos amorosos porque não quer me ver de coração partido sendo que ele mesmo já partiu meu coração uma vez.

Adoro que ele pensa que pode voltar assim pra minha vida no papel de amigo do peito. Adoro que ele se considera meu amigo, na maior moral. E quando ele liga pra minha casa pra saber das últimas fofocas, eu acho mais engraçado ainda. E por um momento eu não consigo xingar ele, mandar ele me deixar em paz. Porque no fundo eu adoro que ele ainda fica na volta mesmo sabendo que eu nunca daria outra chance.

Adoro saber que mesmo assim ele gosta de perder tempo me elogiando e dizendo o quanto eu sou a mulher que mexe com o coração dele, mesmo sabendo que esse papinho não funciona comigo. E depois que ele fala tudo isso ele larga aquela risada, porque ele também sabe que ta perdendo tempo. Mas ele nem parece se importar muito. E ele sempre surge pra saber em que pés as coisas estão.

Eu acho divertidíssimo. Então eu deixo ele se aproximar, e a gente debocha dos meus ex-namorados, analisamos o atual ficante, nos matamos de rir fazendo listas de prós e contras. E ele escuta tudo o que tenho a dizer, mesmo sendo um “vai à merda” direcionado a ele, então ele me chama de chata. Mesmo ele sendo o chato que fica insistindo pra me ver porque ta com saudades de conversar comigo a noite toda, mas sabe que eu aceito apenas encontros breves. Porque por mais divertido que possa ser, eu nunca agüento mais de duas horas.

Depois eu já começo a me irritar e a perder a paciência. E nossas conversas sempre terminam com eu mandando ele a merda e ele dizendo o quanto me adora. E bem lá no fundinho eu meio que adoro isso também.

Falta um mês pra eu te achar um imbecil.




Um mês já foi e aos poucos eu vou te achando mais chato, aos poucos você vai perdendo a graça. Quando completar dois meses eu vou te achar um idiota. E um pouco antes do nosso aniversário de três meses eu vou desaparecer. Eu vou sumir. Porque provavelmente depois de te achar um imbecil eu vou ficar de saco cheio e pegar nojo da tua cara.

Então falta um mês pra eu te achar um imbecil e mais algumas semanas pra eu enjoar da tua cara.

Não me entenda mal, você pode ser o cara mais legal do mundo, mas serei sincera: é exatamente isso que vai acontecer. Nesta mesma ordem.

E em nome da ordem cronológica dos fatos hoje é o dia que eu percebo o encantamento do início escapar. E vou sentindo aos poucos que daqui pra frente você está fadado a ser apenas mais um. Eu não posso evitar. É assim que vai ser, porque é assim sempre.

Eu vou cansar de você. E quando cansar eu vou chorar porque no fundo eu só queria alguém de quem eu nunca cansasse. No fundo eu só queria alguém que mudasse os fatos, virasse tudo do avesso.

Falta um mês pra eu te achar um imbecil. Um mês e algumas semanas. E você será só mais um idiota com o nome riscado na minha agenda velha.

sábado, 6 de dezembro de 2008

santinha do pau oco


Poderia ser tão fácil. Tão fácil arrancar essa máscara que cobre meu rosto, tão fácil se deixar ser, nua e exposta sem medo de ser julgada. Poderia ser tão fácil assim, e seria não fossem meus constantes pensamentos e mania de perseguição. Não fosse essa tua faca pronta pra me fazer sangrar, cortando meu peito só por cortar. Poderia ser tão fácil, mas quem disse que ser fácil não é complicado?

Quem determinou que as mulheres leves e saltitantes, aquelas que nunca têm bagagem, são as mulheres que deveríamos ser? Quem determinou lá na cartilha da vovó que nós temos que estar sempre sorrindo, fazendo pose, quando o que a gente quer é gritar e correr? Quem disse que devemos ser mulheres finas se nós queremos mais é mandar aquele idiota à merda? Vai à merda, fulaninho, e não me diga que eu tenho que ser leve. Eu não sou leve. Eu sou pesada. Mas eu não preciso de ninguém pra carregar meu peso. Eu mesmo o carrego nas costas. E eu o cuspo no mundo. E o puxo de volta. Sim, eu sou apenas uma garotinha porca.

Seria realmente fácil ser quem eu sou, não fosse o que eu sou para os outros. Não fosse essa mania chata das pessoas me acharam meiga, doce, uma santinha. Todo mundo me acha uma santa, e pelas costas eu estou armando minha próxima artimanha diabólica. Eu sou dois lados, eu sou maldosa, eu tenho faro pra idiotas e adoro vê-los caindo de bunda na própria merda. Eu dou risada, e dou risada na tua cara, porque eu gosto de deixar claro que você nunca seria bom o suficiente pra mim. Não tem ninguém bom o suficiente pra mim.

Eu vejo defeito em todo mundo. Eu primeiro começo a coluna dos “contras” pra só depois apontar os “prós”, que são sempre 20 contra 5. Eu não me dou de bandeja. Eu faço joguinhos eu bolo planos, eu mexo pininhos no tabuleiro invisível que é a minha vida e faço de tudo pra testar as pessoas. Eu testo todas. Até o limite. Eu testo não pra enlouquecê-las, mas pra saber se elas podem com a minha loucura. Eu preciso de alguém que saiba suportar tudo o que eu espalho por ai.

E eu preciso de alguém pra me catar depois. Catar os pedaços de mim que eu vou jogando nas esquinas imundas, tentando burlar e ocultar minha personalidade insana. Eu preciso de alguém que sinta prazer em juntar todos os esses pedacinhos e que não tenha medo do resultado. Eu preciso de alguém que não goste de mulheres leves e saltitantes. Preciso de alguém que goste de mim. Alguém que me permita ser aquela mulher sem máscaras, nua e exposta, sem me julgar depois. E que me convença que tudo pode, realmente, ser muito fácil.

domingo, 30 de novembro de 2008

As maravilhas do Quinteto Maravilha


Era uma vez cinco garotas. Cinco colegas e amigas. O colégio as uniu aos poucos, primeiro duas, depois três, depois quatro, até que as cinco garotas finalmente se encontraram. E elas compartilhavam momentos, fofocas, risadas, lágrimas. Compartilhavam histórias, músicas, gostos. Elas eram: Mandy, Pri, Carol, Carol Loka e Denny. Sim, eu mesma. Amigas que se conheciam desde crianças, mas que estreitaram laços mesmo lá pelos 12 anos.

E eu fico pensando o que falar sobre estas minhas amigas. Garotas simplesmente preciosas, cada uma com suas peculiaridades e características. Garotas maravilhosas, que junto comigo formam o Quinteto Maravilha. Primeiro fomos o Quarteto Maravilha, nome esse batizado por um ex-professor de educação física do colégio que, abismado com nossa incapacidade de praticar exercícios da disciplina com as outras alunas, se via obrigado a sempre levar uma bola extra para nós. Aí então, com a última adição ao grupinho, viramos um quinteto.

Sabe aquela alegria que dá na gente, meio do nada? Aquela vontade de rir sozinha, de sair sorrindo pras pessoas na rua, aquela felicidade transbordando? É sempre assim que me sinto quando revejo minhas lindas amigas do Quinteto Maravilha. Sempre que a gente se reúne eu fico olhando pra cada uma delas, admirando. E admiro mesmo. E amo! E sempre rola aquele flash com tudo o que a gente já viveu junto.

Daí a gente senta numa rodinha e fica relembrando histórias. E eu dou risada até a barriga doer e até a voz ficar rouca. E a gente se mata rindo das nossas histórias porque as nossas histórias são sempre as mais ridículas. As nossas paródias e peças de teatro. A impossibilidade de fazer educação física de uma sendo admirada pelas outras que odiavam ter que fazer. E nossa árvore. Sim, nós tínhamos uma árvore.

E a gente ri tanto não apenas das nossas histórias, mas também de umas das outras. Das nossas brigas – porque amigas também se desentendem de vez em quando -, das nossas manias, das peculiaridades de cada uma destas cinco garotas surpreendentemente incríveis. Eu com minha incapacidade de abrir a boca, a Amanda com seus cabelos coloridos, a Priscila com suas risadas intermináveis, a Caroline Wille com sua calma impressionante, e Caroline Loka, que sempre fez jus ao apelido, com seus deboches e musiquinhas censuradas.

E eu sinto uma saudade desgraçada da gente junto, reunida na volta da árvore, fazendo fofoca, trocando confissões, compartilhando pulseiras de amizade eterna, fazendo pactos e aprontando, sempre. E a saudade é tamanha que às vezes eu queria voltar no tempo, pros dias de colégio, onde a gente se via todo dia. No fundo eu queria vê-las sempre todo dia. Pra ter sempre histórias pra contar.

Mas a gente se contenta com nossas reuniões, nossos encontros. E a gente comemora como se fosse aniversário. E na verdade, é. É nosso aniversário. Da nossa amizade. É a gente mostrando pra vida que embora ela nos faça seguir direções opostas, a gente nunca, nunca vai deixar de se amar e de curtir a companhia umas das outras. Porque o que a gente já compartilhou é muito e é tudo. E quando a gente se junta a sala transborda felicidade igual ao nosso peito. E o meu coração transborda amor por elas, pelo Quinteto Maravilha que fez toda a diferença na minha vida, que não seria cheia de vida se não fossem por elas.

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

o texto que eu não escrevi

Eu não vou escrever esse texto. Não vou escrever estas linhas pra mais uma vez mencionar você. Eu não vou escrever sobre você. E eu não vou escrever sobre minha incapacidade de ser feliz no escuro. Não vou escrever sobre o escuro.

E eu não vou escrever sobre a luz e sobre como ela me cega quando resolve brilhar na minha cara. Não vou escrever sobre o seu sorriso brilhando na minha cara. Eu não vou escrever sobre amores passados, sobre amores presentes. Eu não vou escrever sobre o futuro. Vou escrever sobre o nada. Mas nem sobre o nada eu realmente quero escrever.

Eu não quero escrever sobre minhas manias e minhas neuroses. Não quero escrever sobre minha família, meus amigos, não quero escrever sobre nada que me comprometa. Como tudo sempre acaba me comprometendo de alguma forma ou de outra, eu vou escrever sobre o nada. Mesmo relutante.

Mas o nada não me rende histórias. O nada não me emociona não me alegra não me fere. O nada é inútil. O nada nunca seria interessante. E embora eu nunca escreva para parecer interessante, eu quero que pelo menos o ato de escrever me dê algum tipo de satisfação ao chegar naquele meu ponto final. E o nada é apenas nada.

Mas eu não vou escrever sobre o nada. E eu também não vou escrever sobre essa minha falta do que escrever. Minha falta do que falar, do que sentir, do que gritar. Eu não vou escrever isto. E não, isto não é sobre você. Nem você. Não é nem mesmo sobre mim. E na minha relutância por escrever coisa alguma eu escrevo exatamente sobre aquilo que também não quero escrever: o nada dentro de mim.

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

O Picadeiro


Eu lembro direitinho um diálogo que tive com um amigo meu, no início do ano passado. Estávamos conversando no MSN quando ele pergunta como andava minha vida amorosa (ironicamente, talvez?). Respondi que estava uma merda, como sempre, porque homens são todos palhaços. Amei a resposta dele:

Mateus – Não, Denny. Não são todos assim, mas são os que tu escolhe!

Eu só escolho palhaços? E essa foi a pergunta que me assombrou por um tempão. Será que deveria abrir um circo? Meu coração se tornou um picadeiro e a culpa é toda minha? É, pode ser. Talvez eu realmente seja péssima julgadora de caráter. Ingênua demais. Ou talvez Deus seja um sádico que aponta para mim e diz pros filhos-da-puta do mundo: “ó, aquela ali adora um cafa”. Como eu duvido que Deus seja assim, e duvido mais ainda que ele perderia seu tempo me mandando cavalos ao invés de príncipes, vai ver eu realmente só escolho os palhaços. Então eu mentalmente vou fazendo a listinha.

Teve aquele Palhaço Comprometido que depois de meses fui descobrir que tinha namorada. E até hoje ele jura de pés juntos que eu “sabia da situação”. Teve o Palhaço Eleitoral que se dizia isso e aquilo, prometia isso e aquilo, mas nunca cumpriu com nada. Me traiu, e depois me traiu de novo, e depois de novo, mas jura até hoje que foi “só uma vez” e que nunca mentiu pra mim (oi?). O mesmo que quis voltar depois, quando ele estava namorando outra garota, e largou um “o namoro com ela é só de fachada”. Que porra é um namoro de fachada? Palhaço mais palhaço que esse, minhas amigas, que acredita nas próprias mentiras, não é pra qualquer uma.

Teve aquele Palhaço Cara-de-Pau que começou a mandar mensagens dando em cima de uma das minhas amigas enquanto ainda estava ficando comigo. Teve aquele Palhaço Fantasminha que sumiu fazendo o clássico “Número do Desaparecimento”. E depois voltou só pra sumir de novo. Teve aquele Palhaço Infantil saído direto da creche de tão monga que ao ser contrariado dizia que iria beber todas e me ligava as 4 da manhã pra ser mais monga ainda. Teve o Palhaço Mundo Paralelo que pensa até hoje que me namorou, mas eu nunca namorei com ele. Tiveram aqueles que simplesmente foram palhaços.

E depois de fazer essa listinha eu chego à conclusão que deveria tirar PHD em Palhaços. Eu poderia passar horas escrevendo sobre cada um deles, esmiuçando palhaçadas. Cheguei à conclusão também de que meu amigo, naquela época, tinha razão. Meu coração era um circo. Uma piada. Mas hoje eu acho muito difícil eu voltar a abrir meu coração para trabalhos circenses. Dá pra dizer que eu aprendi minha lição.

Acho que depois de tanta palhaçada eu consegui perceber que não dá pra sair se jogando nas relações. Tem que ter cautela. E sempre um olho aberto pra possíveis narizes vermelhos. E largar fora na primeira merda proferida por bocas palhaças. Porque a primeira merda é sempre sinal de que muitas outras piores virão. Chega de ser boazinha e relevar idiotices. Quer saber? Se for impossível me livrar dos palhaços, bem que Deus podia me enviar um Palhaço Tira o Som e Deixa a Imagem: quanto mais tempo calado melhor.

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

O aniversário do nosso fim


Faz dois anos. E eu ainda me lembro de tudo. Vividamente. Dos momentos bons. Dos momentos ruins.

Faz dois anos. E eu ainda penso em você. Às vezes. Lembro para odiá-lo, lembro para perdoá-lo. Lembro pra lembrar que é melhor assim.

Faz dois anos que eu sou melhor sem você. Mais do que você poderia imaginar. Mais do que eu poderia imaginar.

Faz dois anos que eu vivi o maior amor da minha vida. E o pior.

Faz dois anos. E eu confesso que não foi fácil te esquecer. Não foi fácil deixar pra trás.

Faz dois anos que eu aprendi a não te amar. Primeiro eu aprendi a te amar pouco, bem pouquinho. Aprendi a te amar em silêncio. E depois ficou mais fácil não te amar. E eu não te amo faz exatamente dois anos.

E eu não te odeio. Embora tenha todos os motivos pra isso. E você sabe. E eu sei que você se lembra muito bem do que eu estou falando. Porque eu não te amo, mas eu também nunca esqueci os pedaços do meu coração que você arrancou quando eu te amava.

E eu não te perdôo. Não te perdôo por ter posto tudo no lixo tão estupidamente. Eu nunca perdoarei sua estupidez. Eu não te perdôo mesmo você tendo pedido meu perdão. Mesmo você mostrando arrependimento, eu não te perdôo. Porque não foi apenas nosso relacionamento que foi jogado fora. Foi junto com ele uma parte de mim. A parte romântica, a parte pura. E eu não te perdoarei porque eu não consigo perdoar a mim mesma por ter posto tanto em jogo e ter perdido tudo.

Faz dois anos. E as palavras ainda saem. As histórias ainda perambulam por aí.

E continua fazendo dois anos. E farão três. E farão quatro. E farão 50.

E eu continuarei contando.

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Hi, loser.


Tá chegando o dia. O melhor dia. Aquele que a gente circula no calendário. O dia que eu me libertei. O dia que eu finalmente te deixei pra trás.

E te deixei pra trás com um suspiro de alívio. Com satisfação estampada na cara. Eu te deixei! Eu te deixei! Eu finalmente posso ser apenas por ser, posso dizer o que quiser, posso gritar, posso surtar. Finalmente eu posso ser eu! Porque eu sou o que sou sem explicações, e inventá-las pra você estava ficando demais pra mim.

Eu já não fico imaginando como poderia ser, já não me pego mais relembrando o que éramos. Ficou pra trás teu fantasma, junto com todas as expectativas e promessas falhas. Ficou você com suas máscaras e pose de machão. Ficou pra trás também a garota boba que acreditava em você. Que um dia acreditou que era você.

Tá chegando o dia de comemorar o meu futuro sem você. Porque chorar o passado já ficou ultrapassado. Porque chorar por qualquer motivo relacionado a você tornou-se ridículo. Celebrar! Celebrar! Comemorar meus dias livres, leves, soltos, meus dias comigo, meus dias com os outros. Porque até os outros – aqueles que nunca ficam muito tempo -, até eles são mais libertadores do que você algum dia foi.

E eu não me importo em desperdiçar meu tempo com outros. Tantos outros. Porque ter desperdiçado meu tempo, tanto tempo, com você foi muito pior. Foi sufocador. E eu não me importo de experimentar bocas, desde que elas não me lembrem a sua. E elas nunca lembram. E eu continuo experimentando. E eu sigo meu caminho bem longe do seu. Sem conversas amigáveis, sem sorrisos forçados, sem falsidades. Totalmente sem você.

E tá chegando o dia de circular no calendário o nosso término. E eu sempre circulo feliz. Acabou! Foi nesse dia que acabou. Posso parecer louca, mas eu sempre comemoro. Acabou bem ali, naquele dia, toda a dor que eu mesmo me infligia em insistir que minha vida seria com você. Mas eu vejo agora que minha vida será muito melhor assim. Sem dor. Sem angústia. Só esse sentimento de liberdade. Liberdade de você.

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Entre uma bolinha rosa e milhares de sensações


O seu rosto me lembra coisas que eu não sei. Coisas que eu não conheço. Me lembra histórias das quais ouvi falar mas nunca vivi. E quando eu olho pra você eu quero viver. Eu quero viver todas as histórias que o seu rosto me inspira. Todas as coisas que eu nunca tive. E eu nem sei se você pode me dar tudo isso. Mas é só você sorrir que eu acredito. No que for que você disser, eu acredito. Nos seus olhos, eu brilho. Nos seus ouvidos eu quero suspirar “eu acredito”.

O seu rosto me diz coisas que eu nunca escutei. Palavras estranhas, soltas na minha cabeça, toda vez que eu olho pra você. E você não fala nada disso. E eu escuto tudo isso. E eu escuto baixinho, escuto longe. E quando você me beija eu escuto gritando. O grito mais lindo. E eu quero escutar tudo isso de novo, então eu te beijo de novo. E de novo. E eu me sinto uma boba que quer escutar palavras em beijos.

E eu fico surda-muda. Que nem a Shakira. E eu me sinto a mais idiota. E na minha idiotice eu dou risada sozinha. Porque quando eu penso em você eu sempre dou uma risadinha. Uma risadinha sem-vergonha, uma risadinha alegre. E eu adoro pensar em você. E eu não sei se eu gosto de pensar em você porque pensar em você me faz sorrir ou se eu gosto de pensar em você porque eu vejo o seu rosto. E o seu rosto me faz querer viver coisas novas e pintar de rosa minha janela. Aí eu lembro que eu justamente sorrio pensando em você porque eu sinto uma vontade louca de pintar de rosa a minha janela. E eu me sinto uma retardada.

Peguei uma canetinha da minha sobrinha e pintei de rosa o dia que a gente ficou pela primeira vez. E eu pinto uma bolinha. Nunca um coração. Porque corações são pra adolescentes. E eu pinto a bolinha com uma vontade doida de pintar um coração. Meu Deus, o que ta dando em mim, ein? E eu risco a bolinha rosa com uma caneta preta. E faço um sinal de interrogação.

Porque na verdade é tudo o que isso é. Uma interrogação. Não é vontade de viver, não é uma palavra sussurrada, não é uma janela rosa. Muito menos um coração. Então não me darei ao luxo nem de fazer uma bolinha. Fica a interrogação. Ficam as sensações flutuando no ar. E o que tiver que ser, será.
Pra ler escutando: Shakira - Ciega Sordomuda

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

As melhores...



Amor. É o que sinto por todas elas.

Amor de me fazer sorrir de orelha a orelha. Amor cultivado com carinho, com risos, com cumplicidade e muita paciência. Amor incondicional. Se fosse pra explicar com seis palavras o significado de “Amor Verdadeiro”, seriam estas: Cássia, Jamila, Laura, Luciana, Priscila, Tatiana.

Porque são elas as primeiras a surgir quando eu quero comemorar, quando eu quero desabafar. São elas as primeiras. E serão sempre elas. As amigas que abraçam minhas loucuras e agüentam minhas fúrias. Que se matam de rir das minhas histórias e pegam minhas gírias. Aquelas que escutam minhas piadas sem graça, mesmo cortando meu barato logo em seguida – né Lu?.

As melhores amigas. São elas. As que se prestam pra sessões de fotos ridículas. Aquelas que, quando estou de férias num lugar lindo, eu fico desejando que estivessem ali comigo. Aquelas com quem eu adoro compartilhar a minha vida. Aquelas que eu me orgulho de chamar de amigas. São elas. Cássia. Jamila. Laura. Luciana. Priscila. Tatiana. Cada uma com sua personalidade. Cada uma diferente. Cada uma tão igualmente amiga.

E eu amo todas. Não amo uma mais do que a outra. Amo-as igual. Na mesma igualdade com a qual a gente se uniu em primeiro lugar. E a gente se encontrou. Eu as encontrei. E falo pra todo mundo que eu sei o que é amizade. Porque foi com elas que eu aprendi.

Na minha própria imundice


E hoje eu chorei achando que isso resolveria alguma coisa. Achando que, talvez, de alguma forma insana eu conseguiria colocar todas as minhas imundices pra fora, lavar a alma. E eu tentei fazer faxina dentro de mim, mas nem eu consegui ficar muito tempo no meio da minha própria sujeira. E eu lembro que minha mãe sempre gostou de arrumação e eu queria ser como ela e conseguir arrumar toda a bagunça que eu fiz dentro de mim.

Mas toda vez que me olho no espelho ou eu não enxergo ou eu finjo que não vejo. E eu mesma me trapaceio. E eu chorei hoje achando que eu poderia consertar todas as burradas e todas as besteiras. Se conseguisse tirar de mim essa sensação de que tem algo faltando. Eu odeio a merda dessa sensação. E ela me persegue. É um maldito alarme que apita toda hora.

E eu não agüento mais chorar e ser a mesma garota de sempre. Eu queria que com as lágrimas eu mudasse. Crescesse. Virasse uma mulher tora, forte, inabalável. E eu choro achando que isso é possível e só depois que já estou inchada de tanto chorar eu percebo que porra nenhuma vai acontecer. Vou continuar sempre sendo essa garota estúpida que cai em situações estúpidas e nunca aprende. E o vazio dentro de mim é tão grande, mas tão grande que quando eu percebo que não consigo mais sentir nada, isso dói pra cacete.

Dói não sentir nada. Dói chorar e continuar não sentindo nada. Dói buscar nos outros algum sentimento que esteja sobrando e colocá-los em mim, mas eu nunca consigo fazer eles ficarem por muito tempo. Eu sou tanto, tanto que não sou nada. E eles vão embora. E eles sempre me deixam. Sempre tem alguém melhor no caminho onde eles preferem se abrigar. Nunca é comigo.
Nunca é aqui. Porque aqui não tem nada. Na verdade, aqui não tem abrigo. Aqui tem corredores escuros e imundos que nenhum sabão consegue limpar direito. Ta sempre encardido. E sempre, sempre vazio.

domingo, 16 de novembro de 2008

Um pouco do nada


Eu penso em todas as coisas que eu poderia ter sido se não fosse por você. Se não fosse pela sua presença na minha vida, que embora já não se faça mais presente foi tão forte que ainda me corrói por dentro. Eu me lembro de todas as besteiras que eu fiz achando que por amor valia tudo. Achando que aquilo era amor. Eu me lembro de um dia acreditar no amor.

E eu penso em todas as coisas que eu poderia estar vivendo se eu ainda acreditasse. Se eu ainda achasse possível existir tamanha entrega em nome de algo fenomenal. Eu penso como seria minha vida, se não fosse você. Pergunto-me se eu saberia ainda me entregar e ser feliz em nome do extraordinário, se não fosse você.

Não fosse você a aparecer e estragar tudo. A pisar nas minhas feridas semi-abertas e a ser o filho-da-puta que me fez desacreditar em tudo. Já faz tempo que nem falo com você, mas ainda sim me pego pensando. Relembrando a burra que fui, imaginando como tudo seria agora se não fosse você. Porque um dia eu quis que fosse você, mas não é. Graças a deus, não é.

E eu piso nas feridas semi-abertas dos outros, porque isso foi tudo o que aprendi. Eu aprendi a mentir. A dissimular. A ferir. Eu aprendi a ser calculista e fria porque eu não tenho mais coração pra dar. Meu coração já esfarelou. Virou pó. Aquele pó sujo e cinza que eu aspirei e joguei fora. Oca por dentro.

Então eu penso como eu seria se ainda tivesse coração. Se ainda soubesse ser delicada, meiga, doce. Se ainda soubesse como amar. Mas eu não sei. E ah, como eu queria saber. Mas eu admito que tenho um puta medo de voltar a sentir. Eu não quero sentir. E eu não sinto. Eu não sinto mais nada.

terça-feira, 4 de novembro de 2008

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Joe the plumber, o ícone!

Não, eu não ia dormir sem antes descobrir quem é Joe the Plumber. E descobri! \o/
huauhauha

Joe realmente existe!!!! E aparentemente ele é de Ohio.

O nome dele é Joe Wurzelbacher, um encanador que conheceu Obama quando o senador fazia campanha em Ohio. Quando Obama saiu as ruas junto com uma emissora de tv para encontrar o povo, Joe se aproximou e fez uma pergunta, querendo saber melhor sobre os planos de Obama para lidar com os impostos. Joe, nosso querido Joe, estava preocupado pois está crescendo com seu negócio e tem medo que Obama vá aumentar muito os impostos.

"I believe in the american dream", disse Joe. Okay, eu já virei fã de Joe the plumber

Para saber exatamente a história clica aqui, porque eu super não vou digitar tudo, beijos!
Texto em inglês.


Agora o grande momento. Momento histórico.
A revelação de Joe the plumber!!!!!

Aqui.

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Debate - Obama x McCain

Daqui a 1min começa o debate! O último!!! \o/
Dessa vez é com Barack Obama e John McCain.
[Obama '08]!!!
Muuito querendo ver esse debate, ficarei por aqui grudada na CNN e postando de vez em quando, liveblogging essa coisa toda que eu amo! hahaha

---

Eu sei que é maldade, mas toda vez que vejo o senador John McCain eu acho que ele vai cair morto a qualquer momento. É, eu sei, é muita maldade. Mas falo mesmo. =P
Okay, eles levaram muito tempo pra falar de um tal de Joe, the Plumber. Oi?! Primeiro McCain, depois Obama. Quem é John, the plumber? O encanador mais famoso. Eu racho.
Taxes, taxes, taxes. "This is the new great depression! We're being fucked with!", já disse Jon Stewart no The Daily Show de segunda-feira. uhauhauhahuauh
Okay, mais uma vez McCain me assusta engasgando assim. Relaxa, véio, ó o coração! (6)
"I am not President Bush. If you wanted to run against President Bush, you should have run four years ago." - Já to até vendo... McCain passou hoooooras ensaiando essa frase na frente do espelho, fatão!
Aliás, Obama fincou George Bush na testa do John McCain que nem alfinete.
Porra, McCain adoooora falar que "tem as cicatrizes pra provar", né??! PQP, viu? Já não basta ter que olhar pra cara dele de quase-defunto agora temos que imaginar seu corpo cheio de cicatrizes? Dijaiz!
Ai, super fiquei com pena do Obama, todo magoado reclamando das acusações doentias do McCain pra cima dele. Cara, McCain é maluco. Não tenho dúvidas. A guerra deixou ele piradão. Herói de guerra e todo complexado por isso. Que homem bem mentiroso! Pobre do Obama. Sério. Ele é negro e é mulçumano. Isso não faz dele um terrorista! Vai comer capim, McCain!
Obama fala sobre estar chateado com republicanos querendo matá-lo por causa das baboseiras que McCain está falando e McCain fala o quanto está chateado com camisetas que fizeram depreciando ele? Camisetas? Mesmo?! Poorra, eu me irrito.
Não sei nem o que dizer, Obama falou muito bem sobre Bill Ayers e ACORN. Se defendeu bem. Quem acha que McCain vai parar então de falar essa merda toda levanta a mão.




É. Nem eu. kkkk
Obama, dica? Olha pra câmera e diz: Estou na frente por 8 pontos. Se eleito vou mandar bater no Joe the plumber.
hahaahahah
Pergunta mentalmente instável: "Por que Joe Biden é mais qualificado que Sarah Palin?" Jesus, é o fim do mundo!
PQP!!!! Eu fico mto puta com o cinismo do McCain e dele tentando bancar o "paizão". tomano... é lá mesmo.
McCain acabou de dizer que vê união acontecendo no Iraque? O que?! Sim, ele disse isso. O próximo presidente dos EUA pode ser ainda mais sem noção em relação ao Iraque que o atual.
Música pro McCain: i'm a creep! i'm a weirdooo!! what the hell am i doing heree! i don't belong here!
Cara, ele tá misturando tuuudo. Patético. To ficando com pena dele. Bullshit, to porra nenhuma. uhahuahuauha
Ele diz que Obama é pior por ter viajado pro exterior menos que ele?! WTF?!?!?!?!?!
Eita, agora Joe the plumber voltou! Todo mundo mandando tchauzinho pro Joe! o/
Meu nome não é Joe e eu não sou encanadora. *medo*
Quem acha que J. McCain sente dores horríveis toda vez que sorri levanta a mão.

o/

Vá em frente, John McCain. Me explique por que uma mulher não merece os mesmos benefícios que os homens. ¬¬
Gente, de jeito nenhum conseguirei descrever o olhar na cara do John McCain quando Obama olhou com carinho para Joe, o dito cujo encanador, e disse que a multa de Joe seria zero. Totalmente chocado, surpreso, atingido na cabeça com uma prancha, eu acho que ninguém da equipe de McCain disse pra ele que essa resposta era possível.
Isso, McCain, coloque os professores ruins em outra profissão! kkk E porque não já aproveita e coloca vice-candidatas ruins em outra profissão também! kkk
Eu olho pra esses dois. E olho. Olhem pra esses dois!! Quem parece um presidente, e quem parece um tio bizarro que ninguém convida pras reuniões de família?!
E com o discurso final de Obama, eu super encerro meu caso. huhuauha


Debate já acabou mais eu to pensando no Joe the plumber. HUAHAAHUAUAUHUAHHUAHUA
Eu quero saber que é Joe! Meu Deus, não conseguirei dormir.
JOE THE PLUMBER FTW!

Joe the plumber é o cara!

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Debate - e meu pobre comentário sobre ele =P

Eu ia postar meus comentários sobre o debate só amanhã, mas super não resisti. Da próxima vez farei um liveblog, fato. Liveblogging é mais fácil de ir largando os comentários.
Bom, então. Debate mode ON:
A mediadora é bizarra. Medo dela.
Sarah Palin já chega tentando ser charmosinha "Hey, can I call you Joe?". Urgh.
Ela estava nervosa pra caramba, voz trêmula, deu até pena. Joe Biden mega confortável falando sobre valorizar a classe média e Palin com uma cara de "em que porra me meti?". E na sua primeira frase no debate ela fala sobre jogo de futebol de criança. Aparentemente, ela está concorrendo a vice mãe do ano.
"Nenhum de vocês realmente respondeu essa pergunta". Rachei com a moderadora!
A CNN tem um Audience Reaction Meter pra medir a aprovação de um grupo de telespectadores que eles escolheram. Telespectadores ainda indecisos. Adooroo! Rindo pacas que a linha das mulheres sobe quando Biden fala. Tá ganhando com as mulheres, ein? E quando Palin fala não acontece nada em ambas as linhas. Total sinal de cadáver. HAHAHA
Porra, ela fala muuuuuito "darn". Cheeega, mulher! Coisa chata. E ela puxa o erre. darrrrn. Ô sotaque do interiorrrr. ¬¬ Adoro que ela lança um sorriso falso bagarai sempre que vai responder pro Biden. O sorriso dela em determinado momento me deu nos nervos.
Aliás, Biden chamou a atenção de Palin por não ter respondido uma questão sobre deregulation. Aí a mediadora deu direito de resposta e ela imediatamente se esquivou de novo. Aí o tempo acabou. WTF?
"Unless you're pleased with the way the federal government is running anything these days..." Boa frase.
"I call that the ultimate Bridge to Nowhere". haha. Boa, Biden. Tadinho quase morreu engasgado pra falar a palavra characterize. huahuauahuahua rachei!
"It's a toxic mess on Main St. that's effecting Wall St." Que feio essas gananciosas pessoas de classe média roubando caviar das bocas dos CEO's!
Sarah Palin disse que ela pode não dar as respostas que Gwen - mediadora - está querendo ouvir. Ela vai falar diretamente para o povo. Isso me parece uma maneira educada de dizer "eu não vou responder perguntas, ao invés disso vou falar o que eu quiser". Sarah. Isso se chama DISCURSO. E isto é um DEBATE.
Aliás, o que será que ela tanto escrevia nas anotações dela?
"999 - eu sou qualificada pro cargo
1000 - eu sou qualificada pro cargo
Deu. Posso ir embora agora?"
A área de experties dela é energia. UI. E ela falou umas trezentas mil vezes da energy record dela. Cara, ela falou MUITO na energy record dela. Tudo pra ela era pretexto de listar o quanto ela é expert em energia. Enfia o dedo na tomada então, Palin. Que saco. ¬¬ Fico imaginando aqui. McCain cacareco do jeito que é morre e fica a Dona Miss Energia de presidente. Péra, vou ali bater na madeira rapidinho...
Gwen pergunta sobre os mitos e verdades das mudanças climáticas, o que causa estas mudanças, e Palin diz que não quer falar sobre as causas, mas sim o que ela pode fazer pra mudar isso. OI? Ela não se importa com as causas das mudanças climáticas mas ela quer resolver isso? E como ela vai fazer isso se ela não sabe as causas?! JÁ SEI! Ela vai resolver isso com suas energy experties hahah. Ai, Palin, morre.
Ela foi a primeira governadora a formar um sub-gabinete pra mudança climática? Okay, super duvidei.
Biden comenta algo interessante. Que enquanto Barack é totalmente pro alternative energy, McCain só se importa com petróleo, assim como Bush. Só querem saber de "drill, drill". Aí a louca da Palin ainda corrige Biden: "Um, the quote is 'Drill, Baby, Drill!'". Isso, Sarah! Que bonito. ¬¬
Gafe:
Palin - "senador O'Biden". HAHAHAHAHAH morri!
Então, ela insinuando que tem amigo gay é ótimo! "Eu não concordo que casais do mesmo sexo devem ter direitos, mas eu tenho amigo gay, tá?".
Mas o momento onde Palin viajoooou total e se perdeu completamente foi falando do Iraque. Não, eu não estava alucinando. Ela não sabia o nome do chefe da Al Qaeda. Ela disse "That al Qaeda leader guy?". Mesmo, Palin? "That al Queada leader guy?"???
"Ninguém é mais amigo de Israel do que Joe Biden". Uau. Joe Biden falando dele mesmo na terceira pessoa. Fato que ele estava ficando puto já.
"We've got to win in Iraq" / "(...) putting more troups in Afghanistan". Sarah Palin que expandir e aumentar o arsenal militar. A mulher tá louca! Que isso... E ela não respondeu a pergunta "quando se pode usar armas nucleares". Ela falou um monte de merda, de continuar com a guerra, do Afeganistão. Basicamente qual foi a resposta dela pra quando os USA podem usar armas nucleares? Foi que o Iraque não pode ter armas nucleares. Ah tá, tudo super a ver, assim.
E nesse momento Biden suspirou indignado que nem meu pai. HAHAHA
A não-resposta da Palin foi a maior não-resposta que eu já ouvi na vida, fatão! E a cara de falsa dela atinge seu ápice! E a piscadinha que ela deeeuu?!?! MOORRI!
"Say it ain't so, Joe!" "There you go again!" "Doggonit!" Porra! De que filme dos anos 30 essa mulher saiu?
E agora ela fala da família inteira? Ein?! hahah Só falta virar pra Gwen e largar um "beijo pro meu pai, pra minha mãe e outro pra você!"
E eu perdi a conta de quantas vezes ela falou a palavra "maverick". Será que alguém contou os "maverick"s? Ela realmente esgotou a palavra "maverick".
Biden quase chorou falando da mulher e filha falecidas. O_o Pobrezito!
Ok, encerrando aqui. Acho que Sarah Palin acertou em termos de postura e apresentação, mas ela me pareceu forçada, confusa e vazia. A inexperiência dela ficou evidente. Joe gaguejou, teve uns errinhos gramaticais que até eu percebi hehe, mas me pareceu mais real, honesto e aberto.
Não acho que esse debate tenha mudado a direção dessa eleição, não.

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

É hora de Debate!

Daqui um pouco, as 22h tem VMB na MTV. E tem também, no mesmo horário, o debate com os candidatos à vice-presidência dos EUA, o democrata Joe Biden e a republicana Sarah Palin. VMB? Dane-se! Minha TV vai sintonizar a CNN hoje à noite.
Me sinto politizada hoje, talvez inspirada pela espera do debate. Eu estou bem ansiosa pra escutar a opinião de Palin sobre política externa, já que ela não conseguiu formar um pensamento eloqüente sobre o assunto em uma entrevista que vi esses dias.
Eu sou má hehe Mas é verdade!
E eles insistem em mencionar a inexperiência do Obama. Porque Sarah Palin é muuuuito experiente com seus menos de dois anos como governadora do Alasca, e ex prefeita de uma cidade de.....7.000 habitantes. Ugh.
Se o senador John McCain ao menos trocasse ela por Tina Fey! Os republicanos não iam nem perceber a diferença – devido a similaridade da governadora com a atriz e escritora – e seria bem melhor. Se é pra colocar alguém que claramente não entende a coisa, então pelo menos coloquem alguém divertido!
Eu amo Tina Fey *-* Quero ser ela quando crescer hahahaha
Pensando bem.... Aproveitem e troquem McCain por Jon Stewart.
Jon Stewart e Tina Fey '08! Isso sim seria interessante. Viraria republicana em um piscar de olhos. Se bem que se eles fossem candidatos seriam liberais ou democratas...
Ok, voltando ao assunto... Não suporto McCain e sua vice. Republicanos me dão arrepios. Minhas fichas estão todas em Obama. Eu gosto do cara. Ele parece genuíno. Eu sei, não posso realmente confiar em políticos, mas quando eu vejo Obama discursar eu quero confiar. Eu quero acreditar no que ele diz. É uma pontinha de fé que se alimenta das outras merdas dentro de mim, até que tudo o que resta é fé.
Então, eu já estou grudada na CNN esperando pra ver o debate. Com meu caderninho e caneta na mão. Amanhã posto meus comentários! hehe

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

"I fought the law, and the law lost!" [Jon Stewart]

Comentei em um post anterior que sou fã de Jon Stewart. O cara é genial! E pra ilustrar vou contar uma historinha, antiga, mas bárbara! Me racho rindo sempre que revejo o vídeo (link no final do post).
Em outubro de 2004, Jon Stewart apareceu como convidado em um programa chamado Crossfire, da CNN. Aliás, programa este que Jon já havia criticado muitas vezes - e era péssimo mesmo. Jon começou a argumentar o porque do programa ser tão ruim, criticando o formato e os argumentos políticos fúteis dos apresentadores Tucker Carlson e Paul Begala. Nas palavras de Stewart: "não é que seja ruim, mas está ferindo a America. Parem, parem, parem, parem de ferir a America".
A principal crítica de Stewart era de que o programa falhava com sua responsabilidade perante o público e era condescendente com picaretagens partidárias. Carlson tentou rebater as críticas, de que Crossfire era apenas parte do sistema político e não estava realmente levantando perguntas, disparando contra o programa de Jon, o Daily Show da Comedy Central, e especialmente contra a entrevista que Jon fez com o então candidado à presidência, senador John Kerry.
Carlson disse que Stewart não foi severo o bastante com Kerry. Surpreso, Stewart perguntou pra Carlson como ele podia comparar um programa de humor com os padrões jornalísticos de um canal de televisão tão profissional como a CNN, e comentou no absurdo de "buscar na Comedy Central padrões de integridade jornalística".
No decorrer da entrevista, as perguntas de Stewart sobre integridade jornalística foram ignoradas, e Carlson e Begala ficavam apenas criticando The Daily Show, incapazes de defender seu próprio programa. Stewart ainda ressaltou: "Vocês estão na CNN! O show que me antecede é de fantoches passando trotes!". Carlson então acusou Stewart de ser capacho de John Kerry.
Em determinado momento, Carlson cortou do nada para o comercial, se afastou do comediante e disse "Eu acho você mais divertido no seu programa, minha opinião". Stewart respondeu rápido "E você sabe o que é interessante? Você é tão idiota nesse programa como em qualquer outro!"
Depois da aparição de Jon Stewart no Crossfire, transcrições e vídeos foram colocados na internet, se tornando um dos mais vistos, com mais de 3,960,873 acessos.
Como resultado direto das críticas de Stewart, em janeiro de 2005 a CNN anunciou que não renovaria com Carlson, e cancelou o programa Crossfire.
Ao saber da cancelação de Crossfire, Jon Stewart disse, em seu próprio programa, o Daily Show: "Eu lutei contra a lei, e a lei perdeu!".
Quer ver a discussão toda?! Clica aqui, rapá!

Não minta para o Letterman!

Dia 24 de setembro no Late Show (AMO) me divirto com esse acontecimento.
Uma atitude simplesmente patética do senador McCain, candidato republiciano à presidência dos EUA. Eu sou brasileira mas adoro acompanhar a política americana, tá?! hahaha sou democrata de coração. Obama FTW.
Anyway, David Letterman é O cara - DL, Jerry Seinfeld e Jon Stewart, pra mim ninguém bate esses três quando o assunto é comédia inteligente e bom sarcasmo - e achei muita sacanagem o que o senador fez.
John McCain era pra aparecer no Late Show como um dos entrevistados da noite, mas cancelou em cima da hora dizendo que precisava voar pra capital e lidar com a crise econômica.
No meio do programa Letterman fica sabendo que McCain não estava em um avião pra Washington, mas em um estúdio não muito longe dali dando entrevista pra Katie Couric. Letterman, de cara, mostra no ar cenas ao vivo do senador conversando com a jornalista, e ainda solta uma "Precisa de uma carona pro aeroporto?!"
HAHAHA adoooroo!
Porra, quer mentir mente direito. DL levou uma curva bonita, trocado por uma jornalista chatinha pacas. Que feio!
Para ver a indignação do Dave, clique aqui.

domingo, 28 de setembro de 2008

happy trigger finger

~~~

É difícil descrever cada pensamento que me ocorre. Mas seria inútil se nenhum deles me trouxesse uma única alegria sequer. Mas eles me trazem as maiores alegrias. As mais engraçadas. Piadas infames de dias ensolarados. Ironias da vida entre um seco sarcasmo.

~~~

relatos de uma sexta-feira

Sexta-feira, festa do décimo da medicina marcada na agenda. O trio das solteiras mais fodásticas se prepara pra curtir todas nessa festinha com bohemia liberada. Eu, Lu e Pri. Filas quilométricas pra entrar, mas quando conseguimos vender na porta um ingresso que tínhamos sobrando pensamos “tá, a noite promete!”. Lá vamos nós pegar cerveja. E é aqui que começam minhas observações sobre a noite.
Observação número 1: apenas UMA tendinha pra distribuir cerveja pra centenas de pessoas. Mas, vamos lá, vamos nos meter nessa galera sedenta e pegar cerva.
Observação número 2: barro. Muito barro. Muito mas MUITO barro. Sandálias e botas afundando no barro! Desequilíbrio total nessa hora. Cinco minutos de festa e nós que fomos lindas e cheirosas já estávamos com os pés pretos. “Que bonito que alegria que beleza!” como diria Paulo Bonfá. Tudo bem, tudo bem, vamos curtir a festa, beber todas, dançar...
Observação número 3: a produção valeu a pena pelo jeito, ouvimos cada coisa que devíamos estar gostosas mesmo. Fala sério, levamos uma cantada em inglês! Essa foi foda! Observação número 4: realmente devíamos estar muuuuito gostosas ou muuuuito pavorosas porque um cara nos analisou e largou um “ixalá!” que eu não sei se ele tava tentando incorporar ou nos despachar. Ok ok, mas pensamos nós: embora estamos aqui pisando nesse barro e nessa grama molhada cheia de pinhas no chão que nos fazem tropeçar a cada dois passos, estamos nos divertindo com esses caras idiotas.
Vamos no banheiro? Vamos! Banheirinhos ecológicos pra todas nós. Chegamos na fila, e um segurança da festa gentilmente nos aborda e diz “o banheiro atrás daquele caminhão já tá liberado! Podem ir ali”. Detalhe: o caminhão era um trailler de lanches que tinha mais adiante. Deduzimos que o caminhão/trailler deveria ter um banheirinho ali, então fomos faceiras e ingênuas, e ainda pensando “pô! Gente boa esse segurança!”.
Observação número 5: não acreditem em seguranças de festas. O único banheiro que tinha lá era um banheiro mágico. Chegando atrás do caminhão e vimos que não tinha nada ali a não ser mais mato. Daí vem outro segurança e diz “é assim ó, o masculino é à direita e o feminino à esquerda! É o máximo que posso oferecer pra vocês.” E nós olhamos e só tinha mato! E uma escuridão! E um segurança no meio! Porra! Nos mandaram mijar no mato!!!!! Com platéia ainda por cima?! Indignadas voltamos pro banheirinho ecológico. Essa era inédita pra nós. Tudo bem, até já estamos acostumadas a cantadas toscas, barro nos pés, mas segurança de festa nos mandar pra um banheiro mágico?! E na fila do banheiro ainda pegamos uns pingos de chuva! E o vento que batia de vez em quando? Rá!
Observação número 6: quando acabou a cerveja na tendinha no meio do lamaçal, resolveram distribuir a cerva por outra tendinha. Pensamos e torcemos que a outra tendinha estivesse melhor localizada. E tava? Pss, que nada! Agora pra pegar cerveja tu tinhas que ter habilidades de escaladora! A puta tendinha ficava num morrinho ridículo que não sei como surgiu naquele campinho... Um morrinho alto! Combinação ridiculamente errada! Cerveja e escalada? Queda na certa. Ainda bem que esse trio é foda mesmo e nada nos aconteceu. Mas vimos mta gente com barro no corpo inteiro.
Observação número 7: realmente foi a noite das descobertas. Descobrimos que somos super gostosas e também descobrimos que temos imã pra retardados. Perdi as contas de quantos paspalhos vieram encher nosso saco. Mas ainda assim é engraçado porque sempre que nos negamos a papear com essas criaturas que se esforçam pra esbanjar macheza, mas tem é uma insegurança interna profunda – pinto pequeno, talvez? – eles se ofendem. E te xingam. Hilário! Fora este detalhe deu pra se divertir e no final resolvemos fazer um lanchinho. Tinha um espaço coberto pra comer sentadinho, uma beleza. Lá fomos nós.
Observação número 8: nós realmente atraímos retardamos e bêbados, porque foi só sentar que um bandinho idiota começou a falar bobagem. Trocamos de mesa. Sossêgo? Capaz! Primeiro uma criaturinha esquisita sentada na minha frente, com bolsas de gordura nos olhos, derruba um copo de cerveja em mim. E não fala nada, não pede desculpas, nada. O filhinho da puta e suas bolsas de gordura seguiram falando no celular bancando pose. Daí senta um retardado burro, burro dos burros, do meu lado e começa a me atazanar. E enche o saco. E só fala merda. Bêbado + chato + burro = combinação letal pra receber um “vai à merda!”. Como os outros retardados, depois de se sentirem ofendidos, ele me chama de “fazida”. Aham. Olha o naipe do garoto. Pérola do burrão: ele tenta desesperado chamar atenção e faz uma metáfora tosca ou uma analogia tosca, não sei por que não lembro mais, e nem lembro sobre o que era também. Mas era idiota. Gurias, vocês se recordam? Mas me lembro que foi tão idiota e nada a ver que eu comecei a rir e ele “não entendesse? O que eu falei é uma sinopse!” HUAUAHAHUAUHAHUAAHU SINOPSE!!!!!!!!!!!!!! Caraaaaaaalho puta cara burro!!!!!!!!!! E pior que falou com orgulho, como se o que ele tinha dito fosse a coisa mais genial do mundo. Devia ter pensado “nossa, nessa eu me dei muuuito!”. Deu muito mal isso sim. Péssimo.
Observação número 9: temos que nos benzer! Realmente os bêbados e sem noção se aproximam da gente como doidos, e na saída da festa mais bêbados nos parando pra falar merda. Muita merda.
Finalmente a minha observação número 10: eu, a lu e a pri formamos um trio de solteiras fodásticas que mesmo quando muita coisa besta acontece, sabe aproveitar ao máximo e rir muito com tudo isso! Porque se nos perguntarem se tava boa a festa a gente vai dizer que sim! Porque somos o Trio Ternura! Ixalá, meninas!!! Hauhuauahua

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Light On, amigas! -> "And when it’s late at night you can look inside / You won`t feel so alone" - Cafofo *-*

Lindaaaaaaaa.
É tudo o que tenho a dizer sobre a nova música de David Cook. Esse carinha aí de cima, enfeitando meu blog. Não é melação de fã não, tá só um pouquinho hehe
Postando o link por onde a música foi lançada hoje a tarde e também a letra.
E dedicando a música para as Cafofas, as irmãs mais MARA que ganhei esse ano. Tudo por causa *dele*.

LIGHT ON - pra escutar clique aqui
Never really said too much
Afraid it wouldn’t be enough
Just try to keep my spirits up
When there’s no point in grieving
Doesn’t matter anyway
Words could never make me stay
Words will never take my place
When you know I’m leaving

Try to leave a light on when I’m gone
Something I rely on to get home
One I can feel at night
A naked light, a fire to keep me warm
Try to leave a light on when I’m gone
Even in the daylight, shine on
And when it’s late at night you can look inside
You won’t feel so alone

You know we’ve been down that road
What seems a thousand times before
My back to a closing door and my eyes to the seasons
That roll out underneath my heels
And you don’t know how bad it feels
To leave the only one that I have ever believed in

Try to leave a light on when I’m gone
Something I rely on to get home
One I can feel at night
A naked light, a fire to keep me warm
Try to leave a light on when I’m gone
Even in the daylight, shine on
And when it’s late at night you can look inside
You won’t feel so alone

Sometimes it feels like we’ve run out of luck
When the signal keeps on breaking up
When the wires cross in my brain
You’ll start my heart again
When I come along

Try to leave a light on when I’m gone
Something I rely on to get home
One I can feel at night
A naked light, a fire to keep me warm
Try to leave a light on when I’m gone
Even in the daylight, shine on
And when it’s late at night you can look inside
You won’t feel so alone

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Flecha na Areia

~~~~

Um mundo à parte de tudo o que já vira antes. Uma fantasia regular que sonhava acordado todos os dias, desde criança. Uma possibilidade de um futuro melhor. Uma saída melhor. Furtiva e sem alardes. Sonhava com a possibilidade de poder ir-se embora quando bem entendesse. Sem precisar dar explicações ou motivos plausíveis. Ele sentia essa vontade recorrente dentro do seu âmago, latejando e pulsando como um coração ferido.
Quando se viu na possibilidade de fuga, ergueu-se com coragem e assim como imaginara tantas vezes, ele partiu. E foi feliz, rápido, não se permitindo olhar pra trás nem se arrepender. Falava sozinho na intenção de se convencer de que o que fazia era o que deveria fazer. Mas não deixava de pensar nas pessoas que ele não tinha a intenção de deixar para trás, mas inevitavelmente as deixava. Eram outros que lhe incomodavam. Que lhe afligiam. Mas sempre existem uns que nos preenchem em seus breves momentos conosco. E eram estes uns e outros que ele sentiria falta. E já no meio do caminho sentia as dores do abandono. E partes que ele nem sabia que existiam começavam a doer.
Quando finalmente chegou no final de sua viagem, encontrava-se em meio a estranhos e ainda mais estranhos lhes pareciam tão de perto. Cada rosto e cada gesto lhe denotavam pessoas de outra realidade e dimensão. O que fazia com que sentisse ainda mais a falta daqueles uns que deixaram pra trás sem intenção. De vez em quando ele recebia uma mensagem e tentava não pensar. Pois pensar o remetia a lembranças que tentava esquecer. Uma vida totalmente nova o esperava dessa vez. E ele não pretendia desistir da idéia tão facilmente.
Desenhando uma flecha naquela areia branca da praia ele sentia forças pra gritar. Forças pra transparecer o que tanto gostaria de refletir e ser. Deixando as arestas soltas ele podia sentir a emoção de ser outra pessoa. Aquela adormecida no seu íntimo. Aquele que ele sabia que era, mas que nunca tivera a chance de transparecer. Observando as ondas daquele mar translúcido ele sabia que tinha feito a escolha certa. Pois aqueles estranhos logo não seriam tão estranhos assim. E ele não seria tão estranho a si mesmo. Ele sabia. E ele sorria.
De vez em quando alguém perguntava se ele estava bem. Porque ele não pulava, não mostrava êxtase. Apenas sorria, parado. Ele estava em êxtase, mas estava paralisado por tantos pensamentos que lhe invadiam a mente. Pensava como pudera viver todo esse tempo sem nada daquilo. Inerte, rente ao piso, ele sabia que o seu destino sempre fora a aventura, mas fora ensinado que ela de nada serve. Agora, ele aprendia o contrário. Não há nada mais enriquecedor do que a aventura. Foi quando ele olhou para a casa onde ficaria hospedado, e ali, no balanço de uma das redes, ele viu a mais bela das aventuras.
Ela tinha os olhos brilhantes e cheios de vida. Um sorriso largo, como se soubesse de tudo, e uma mania encantadora de colocar o cabelo pra trás da orelha sempre que soltava alguma gargalhada. Ele soube logo ali que aquela seria a sua viagem mais reveladora de todos os tempos, e que se aquela mulher fosse tão incrível quanto transpirava ser, seriam estes os melhores dias da sua vida. Não que ele almejasse de cara um romance entre estranhos, mas ele sabia que seria possível se aproximar destes estranhos, pois no final do dia, eles são todos bem mais interessantes do que ele. Eles tinham histórias pra contar. Ele tinha muitas histórias para ouvir.
~~~~

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Sejamos diretos

Sabe o que mais me perturba? Pessoas que não têm coragem de dizer na sua cara um “não” como resposta. Alguns têm problemas em receber um não, mas para mim é ainda pior quando a pessoa não diz nada. Pior ainda quando ela te evita e faz de tudo pra vocês não se cruzarem, tudo pra ela não ter que te responder. Ela não quer te dizer sim. Mas também não lhe dirá não.
Será que deixar as pessoas andando em círculos perseguindo o próprio rabo é melhor do que dizer não?
Eu não acredito. Pelo menos com o não ela pode seguir em frente, partir pra outra. Melhor do que ficar indo atrás do inatingível.
Você então espera que suas fugas transpareçam o seu “não”. E podem até transparecer. Mas a pessoa está lá ainda em busca de uma resposta direta. Porque aí sim ela vai precisar e querer escutar de você o “não” que ela acha que estás dando – e realmente estás. Ela vai querer escutar de você, da sua boca, e não deduzir a resposta nas suas escapulidas pela tangente.
Entre uma resposta vaga e uma direta, prefiro a direta, mesmo que esta seja um “não”. Porque nas respostas vagas eu sempre detecto uma dose de ridicularizarão. E cá entre nós, ninguém aqui é trouxa.

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Eu queria só um pouco mais...

Então. Eu gostaria de confessar apenas uma coisa: eu gostaria de ter mais coragem.
Mais coragem de te dizer o quanto eu ainda penso em você.
De dizer pra ele o quanto eu adoraria que essa distância o trouxesse para mim.
Mais coragem de gritar meus medos e vomitar minha raiva, sem ter que pedir desculpas.
Eu gostaria de ter mais coragem pra poder escrever estas linhas sem rabiscá-las depois.
Então. Eu gostaria de ser mais corajosa.
Corajosa pra saber que nem sempre o certo é o que nos satisfaz.
Para ter consciência de que às vezes meu peito arde não por tristeza, mas por uma vontade desgraçada de voar.
Corajosa pra entender que minha vida não tem destino certo, e isso não é o fim do mundo.
Eu gostaria de ser mais corajosa pra falar o que eu penso sem desistir na metade, derrotada pela burra timidez.
Então. Eu gostaria de ter mais coragem de ser corajosa.

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Fragmentos

Lulu:
- Tia, porque tu é assim?

Denny:
- Assim como, Lulu?

Lulu:
- Assim furiosa.

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Pedra por Pérola

Ele caminha só, com suas lágrimas contidas. Não há luz no fim do túnel, então ele apenas ajoelha e ora. E reza por encantamento. Ele reza por uma redenção de sua alma. Reza para que Deus cure suas feridas embora nunca tenha acreditado em orações.
Ele deseja ser mais esperto e sábio. Deseja parar de se enfeitiçar por jóias falsas e de comprar pedras por pérolas. Então ele olha para ela, e sua alma é negra. Ele não conseguia acreditar em seus olhos. Uma mulher tão falsa. Uma linda mentira. Sua maquiagem esconde suas intenções cruéis. Ele jurava sentir o cheiro de amor em seus cabelos, mas nunca existiu amor. Seu sorriso maléfico parecia honesto, e agora ele olha para uma estranha arrancando seu coração sem misericórdia.
Ela o esfaqueou.
Ele a carregou com ele, em seu bolso, em sua vida. Ele pensou ter ganhado na loteria e a exibia – satisfeito. Ele a carregava como uma pérola. Um preciso diamante. Mas não demorou muito para que ele enxergasse que ela não era nada mais do que uma pedra. Uma pedra buscando algum tolo aparecer em seu caminho. Alguém que não reparasse em sua falsidade. Que aceitasse suas mentiras e sua futilidade.
Ele se ajoelha e pede por salvação. Ele carrega seu coração na manga, sangrando e ferido. Ele está machucado. E seu rosto fica cada vez mais pálido. Ele está fraco. Espera o sol aparecer e confortá-lo, iluminando suas sombras com feixes de luz.
Ele a amou.

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Eca!

Eu acordei com um gosto amargo na boca hoje: sonhei com um ex-namorado. Isso mesmo. Eu desenterrei o passado em meu próprio pesadelo. Juro que não sou como certas garotas que não superam relacionamentos. Esse ex em especial, meus amigos, eu fiz questão de esquecer rápido. Ele era mais como uma doença que se espalhou pelo meu corpo inteiro me deixando completamente paralisada e letárgica. Hoje não faço idéia como pude namorá-lo, pois não tínhamos absolutamente nada em comum e ele era profundo como uma pedra. Como uma tartaruga. Bem, como alguma coisa incrivelmente besta e lenta.
Não, eu não odeio o cara. Ele apenas não me afeta em nada. Então, realmente não sei por que sonhei com a criatura. Ele não era o personagem principal do meu estranho enredo, mas ele estava lá. Não lembro exatamente sobre o que era o sonho, deixe-me ver se consigo colocar aqui alguns dos detalhes...
Bem, eu estava na sala de estar da minha casa, que em determinado momento se transformou em um campo... Vai entender. Alguns amigos me acompanhavam, mas não lembro exatamente de todos. Minha família também estava lá. Ou seja, era um sonho totalmente tumultuado! Então, um amigo apareceu e enquanto estávamos conversando o sempre inconveniente ex surgiu do nada, e disse:
- Oi. Eu só vim pra pegar os casacos dos meus pais.
Pára tudo!
Primeiro: os casacos dos pais? Meu Deus, até nos meus sonhos ele larga desculpas esfarrapadas! Desde quando minha sala de estar virou chapelaria?
Segundo: os pais dele nunca deixariam alguma coisa deles para trás, acreditem, aqueles levam tudo o que der pra carregar. Eles pegariam o seu se não fosse cuidadoso. E o filho aprendeu direitinho.
Terceiro: tá bom, eu exagerei um pouquinho o número dois, mas a cena no meu sonho era idiota demais pra perder a piada.
Ok, então ele pegou os casacos de um cabide (não sei como o cabide surgiu na história também), mas continuou a olhar intrigado para o meu amigo. Saiu da sala e meu amigo se virou pra mim e disse:
- PQP! Tu realmente namoraste esse cara? Ele é muito metido e está totalmente com ciúmes agora.
Eu respondi o que sempre respondo, “Sim, também não sei como consegui...”. Mas conhecendo o safado como sempre conheci fui procurar por ele, pois se estivesse com ciúmes ficaria rondando o lugar e lançaria para meu amigo mais olhares “mortais”.
E, bingo! O encontrei na minha cozinha tomando um copo de água (oi?). Perguntei se ele queria mais alguma coisa, se não já estava mais do que na hora dele ir embora. Bem assim, bem blasé. Ele concordou que tinha que ir, mas antes perguntou se poderia tomar um banho.
OI?! PQP!!!
Porque o cara não ia embora de uma vez, me perguntava. Disse que óbvio que ele NÃO podia que poderia usar o banheiro para fins número 1 apenas. Ele foi ao banheiro e eu voltei para os meus amigos na sala. Então minha mãe apareceu p da vida porque viu meu ex saindo do banheiro de banho tomado! MEU.... DEUS.... DO.... CÉU... O desgraçado me desrespeitou até no meu próprio sonho. Meu amigo ficou de cara e gritou que se ele não fosse embora ia cagar ele a pau.
O já cagão se assustou e partiu. Ou pelo menos tentou. A porta da grade estava trancada e voltou pedindo que eu a destrancasse para ele. Enquanto abria a porta ele falava algo sobre estar feliz por mim, blá blá whiskas sache... Feliz por mim e meu “namorado”. Respondi que ele não era meu namorado e sim um amigo apenas. Neste momento pude jurar que detectei um leve sorriso de satisfação no seu rosto.
O ex então se despediu e foi embora, finalmente. E enquanto dobrava a esquina me acenou levemente, e eu correspondi. Estava extremamente aliviada.
O sonho não acabou aí, muita água rolou depois na sala que virou campo. Mas quando acordei fiquei com estas partes na cabeça. E agora quando penso neste enredo bizarro enxergo um significado por trás de tudo. É fácil de compreender meu sonho, não apenas pra mim mas também para aqueles amigos e família que estavam comigo e presenciaram de perto o relacionamento.
Ele era um cara ciumento até o osso que nunca escutava o que eu tinha pra dizer. O que ele dizia era o que valia. E quando acabou, quando ele dobrou a esquina que dava para fora do meu coração, eu estava não triste, mas aliviada. Eu estava feliz novamente.
E eu me pergunto: se eu tive este sonho com ele, será que ele sonhou também comigo? Será que ele sentiu-se igualmente aliviado?
Eu aposto que sim.
Porque ele era meu pior pesadelo. Mas eu era o dele.