sexta-feira, 20 de junho de 2008

Carpe Diem - Para Cacá...

Ontem eu lembrei como eu adorava aparecer de surpresa no seu apartamento. Eu saía de casa sem rumo e aparecia na tua porta. Tinha dias em que tudo o que eu queria era sair de casa e escapar por um momento. Respirar fundo. E era contigo que encontrava meu refúgio, meu fôlego. Eram as tuas palavras que me serviam de conforto. Às vezes bastava-me um olhar seu, e tudo se normalizada no meio peito.
Dia desses saí sem rumo outra vez, e fui parar na sua porta - instintivamente. Mas dessa vez você não estava lá pra me atender. Você não está mais lá... Até escrever isso dói. Eu fiquei lembrando tudo o que já compartilhamos. Tantos momentos importantes da minha vida que passei junto de ti, que você presenciou sempre me dando força. Tanta história pra contar. E por um momento - parada ali na frente do teu apartamento - eu quis acreditar que se eu fechasse os olhos e me concentrasse você estaria lá me esperando quando os abrisse de novo. Você e seu chimarrão.
Saudades dos mates, aliás. Dos estudos. Das risadas. Dos desabafos. Dos trabalhos. Das folhinhas emprestadas. Dos conselhos. Do silêncio. Das risadas. Até de fazer tua rematrícula na faculdade dá saudade. Quando vou fazer a minha parece que estou sempre esquecendo alguma coisa. Saudade disso tudo, bem aqui apertadinho no peito. E naquele dia eu tinha tanta coisa pra contar. Tanta coisa entalada na garganta. Mas eu não queria contar pra ninguém. Queria contar pra você. E era você que queria agora. Alguém que realmente pudesse entender. E eu nunca pensei que alguém pudesse fazer tanta falta na vida da gente. Você e esse um metro e meio deixaram um rombo aqui de quilômetros.
E o tempo me dói porque ele passa rápido demais. E porque ele não volta jamais. E tudo o que eu queria durante os dez minutos que fiquei ali parada naquela rua tão familiar, era que não doesse tanto...

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