segunda-feira, 29 de setembro de 2008

"I fought the law, and the law lost!" [Jon Stewart]

Comentei em um post anterior que sou fã de Jon Stewart. O cara é genial! E pra ilustrar vou contar uma historinha, antiga, mas bárbara! Me racho rindo sempre que revejo o vídeo (link no final do post).
Em outubro de 2004, Jon Stewart apareceu como convidado em um programa chamado Crossfire, da CNN. Aliás, programa este que Jon já havia criticado muitas vezes - e era péssimo mesmo. Jon começou a argumentar o porque do programa ser tão ruim, criticando o formato e os argumentos políticos fúteis dos apresentadores Tucker Carlson e Paul Begala. Nas palavras de Stewart: "não é que seja ruim, mas está ferindo a America. Parem, parem, parem, parem de ferir a America".
A principal crítica de Stewart era de que o programa falhava com sua responsabilidade perante o público e era condescendente com picaretagens partidárias. Carlson tentou rebater as críticas, de que Crossfire era apenas parte do sistema político e não estava realmente levantando perguntas, disparando contra o programa de Jon, o Daily Show da Comedy Central, e especialmente contra a entrevista que Jon fez com o então candidado à presidência, senador John Kerry.
Carlson disse que Stewart não foi severo o bastante com Kerry. Surpreso, Stewart perguntou pra Carlson como ele podia comparar um programa de humor com os padrões jornalísticos de um canal de televisão tão profissional como a CNN, e comentou no absurdo de "buscar na Comedy Central padrões de integridade jornalística".
No decorrer da entrevista, as perguntas de Stewart sobre integridade jornalística foram ignoradas, e Carlson e Begala ficavam apenas criticando The Daily Show, incapazes de defender seu próprio programa. Stewart ainda ressaltou: "Vocês estão na CNN! O show que me antecede é de fantoches passando trotes!". Carlson então acusou Stewart de ser capacho de John Kerry.
Em determinado momento, Carlson cortou do nada para o comercial, se afastou do comediante e disse "Eu acho você mais divertido no seu programa, minha opinião". Stewart respondeu rápido "E você sabe o que é interessante? Você é tão idiota nesse programa como em qualquer outro!"
Depois da aparição de Jon Stewart no Crossfire, transcrições e vídeos foram colocados na internet, se tornando um dos mais vistos, com mais de 3,960,873 acessos.
Como resultado direto das críticas de Stewart, em janeiro de 2005 a CNN anunciou que não renovaria com Carlson, e cancelou o programa Crossfire.
Ao saber da cancelação de Crossfire, Jon Stewart disse, em seu próprio programa, o Daily Show: "Eu lutei contra a lei, e a lei perdeu!".
Quer ver a discussão toda?! Clica aqui, rapá!

Não minta para o Letterman!

Dia 24 de setembro no Late Show (AMO) me divirto com esse acontecimento.
Uma atitude simplesmente patética do senador McCain, candidato republiciano à presidência dos EUA. Eu sou brasileira mas adoro acompanhar a política americana, tá?! hahaha sou democrata de coração. Obama FTW.
Anyway, David Letterman é O cara - DL, Jerry Seinfeld e Jon Stewart, pra mim ninguém bate esses três quando o assunto é comédia inteligente e bom sarcasmo - e achei muita sacanagem o que o senador fez.
John McCain era pra aparecer no Late Show como um dos entrevistados da noite, mas cancelou em cima da hora dizendo que precisava voar pra capital e lidar com a crise econômica.
No meio do programa Letterman fica sabendo que McCain não estava em um avião pra Washington, mas em um estúdio não muito longe dali dando entrevista pra Katie Couric. Letterman, de cara, mostra no ar cenas ao vivo do senador conversando com a jornalista, e ainda solta uma "Precisa de uma carona pro aeroporto?!"
HAHAHA adoooroo!
Porra, quer mentir mente direito. DL levou uma curva bonita, trocado por uma jornalista chatinha pacas. Que feio!
Para ver a indignação do Dave, clique aqui.

domingo, 28 de setembro de 2008

happy trigger finger

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É difícil descrever cada pensamento que me ocorre. Mas seria inútil se nenhum deles me trouxesse uma única alegria sequer. Mas eles me trazem as maiores alegrias. As mais engraçadas. Piadas infames de dias ensolarados. Ironias da vida entre um seco sarcasmo.

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relatos de uma sexta-feira

Sexta-feira, festa do décimo da medicina marcada na agenda. O trio das solteiras mais fodásticas se prepara pra curtir todas nessa festinha com bohemia liberada. Eu, Lu e Pri. Filas quilométricas pra entrar, mas quando conseguimos vender na porta um ingresso que tínhamos sobrando pensamos “tá, a noite promete!”. Lá vamos nós pegar cerveja. E é aqui que começam minhas observações sobre a noite.
Observação número 1: apenas UMA tendinha pra distribuir cerveja pra centenas de pessoas. Mas, vamos lá, vamos nos meter nessa galera sedenta e pegar cerva.
Observação número 2: barro. Muito barro. Muito mas MUITO barro. Sandálias e botas afundando no barro! Desequilíbrio total nessa hora. Cinco minutos de festa e nós que fomos lindas e cheirosas já estávamos com os pés pretos. “Que bonito que alegria que beleza!” como diria Paulo Bonfá. Tudo bem, tudo bem, vamos curtir a festa, beber todas, dançar...
Observação número 3: a produção valeu a pena pelo jeito, ouvimos cada coisa que devíamos estar gostosas mesmo. Fala sério, levamos uma cantada em inglês! Essa foi foda! Observação número 4: realmente devíamos estar muuuuito gostosas ou muuuuito pavorosas porque um cara nos analisou e largou um “ixalá!” que eu não sei se ele tava tentando incorporar ou nos despachar. Ok ok, mas pensamos nós: embora estamos aqui pisando nesse barro e nessa grama molhada cheia de pinhas no chão que nos fazem tropeçar a cada dois passos, estamos nos divertindo com esses caras idiotas.
Vamos no banheiro? Vamos! Banheirinhos ecológicos pra todas nós. Chegamos na fila, e um segurança da festa gentilmente nos aborda e diz “o banheiro atrás daquele caminhão já tá liberado! Podem ir ali”. Detalhe: o caminhão era um trailler de lanches que tinha mais adiante. Deduzimos que o caminhão/trailler deveria ter um banheirinho ali, então fomos faceiras e ingênuas, e ainda pensando “pô! Gente boa esse segurança!”.
Observação número 5: não acreditem em seguranças de festas. O único banheiro que tinha lá era um banheiro mágico. Chegando atrás do caminhão e vimos que não tinha nada ali a não ser mais mato. Daí vem outro segurança e diz “é assim ó, o masculino é à direita e o feminino à esquerda! É o máximo que posso oferecer pra vocês.” E nós olhamos e só tinha mato! E uma escuridão! E um segurança no meio! Porra! Nos mandaram mijar no mato!!!!! Com platéia ainda por cima?! Indignadas voltamos pro banheirinho ecológico. Essa era inédita pra nós. Tudo bem, até já estamos acostumadas a cantadas toscas, barro nos pés, mas segurança de festa nos mandar pra um banheiro mágico?! E na fila do banheiro ainda pegamos uns pingos de chuva! E o vento que batia de vez em quando? Rá!
Observação número 6: quando acabou a cerveja na tendinha no meio do lamaçal, resolveram distribuir a cerva por outra tendinha. Pensamos e torcemos que a outra tendinha estivesse melhor localizada. E tava? Pss, que nada! Agora pra pegar cerveja tu tinhas que ter habilidades de escaladora! A puta tendinha ficava num morrinho ridículo que não sei como surgiu naquele campinho... Um morrinho alto! Combinação ridiculamente errada! Cerveja e escalada? Queda na certa. Ainda bem que esse trio é foda mesmo e nada nos aconteceu. Mas vimos mta gente com barro no corpo inteiro.
Observação número 7: realmente foi a noite das descobertas. Descobrimos que somos super gostosas e também descobrimos que temos imã pra retardados. Perdi as contas de quantos paspalhos vieram encher nosso saco. Mas ainda assim é engraçado porque sempre que nos negamos a papear com essas criaturas que se esforçam pra esbanjar macheza, mas tem é uma insegurança interna profunda – pinto pequeno, talvez? – eles se ofendem. E te xingam. Hilário! Fora este detalhe deu pra se divertir e no final resolvemos fazer um lanchinho. Tinha um espaço coberto pra comer sentadinho, uma beleza. Lá fomos nós.
Observação número 8: nós realmente atraímos retardamos e bêbados, porque foi só sentar que um bandinho idiota começou a falar bobagem. Trocamos de mesa. Sossêgo? Capaz! Primeiro uma criaturinha esquisita sentada na minha frente, com bolsas de gordura nos olhos, derruba um copo de cerveja em mim. E não fala nada, não pede desculpas, nada. O filhinho da puta e suas bolsas de gordura seguiram falando no celular bancando pose. Daí senta um retardado burro, burro dos burros, do meu lado e começa a me atazanar. E enche o saco. E só fala merda. Bêbado + chato + burro = combinação letal pra receber um “vai à merda!”. Como os outros retardados, depois de se sentirem ofendidos, ele me chama de “fazida”. Aham. Olha o naipe do garoto. Pérola do burrão: ele tenta desesperado chamar atenção e faz uma metáfora tosca ou uma analogia tosca, não sei por que não lembro mais, e nem lembro sobre o que era também. Mas era idiota. Gurias, vocês se recordam? Mas me lembro que foi tão idiota e nada a ver que eu comecei a rir e ele “não entendesse? O que eu falei é uma sinopse!” HUAUAHAHUAUHAHUAAHU SINOPSE!!!!!!!!!!!!!! Caraaaaaaalho puta cara burro!!!!!!!!!! E pior que falou com orgulho, como se o que ele tinha dito fosse a coisa mais genial do mundo. Devia ter pensado “nossa, nessa eu me dei muuuito!”. Deu muito mal isso sim. Péssimo.
Observação número 9: temos que nos benzer! Realmente os bêbados e sem noção se aproximam da gente como doidos, e na saída da festa mais bêbados nos parando pra falar merda. Muita merda.
Finalmente a minha observação número 10: eu, a lu e a pri formamos um trio de solteiras fodásticas que mesmo quando muita coisa besta acontece, sabe aproveitar ao máximo e rir muito com tudo isso! Porque se nos perguntarem se tava boa a festa a gente vai dizer que sim! Porque somos o Trio Ternura! Ixalá, meninas!!! Hauhuauahua

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Light On, amigas! -> "And when it’s late at night you can look inside / You won`t feel so alone" - Cafofo *-*

Lindaaaaaaaa.
É tudo o que tenho a dizer sobre a nova música de David Cook. Esse carinha aí de cima, enfeitando meu blog. Não é melação de fã não, tá só um pouquinho hehe
Postando o link por onde a música foi lançada hoje a tarde e também a letra.
E dedicando a música para as Cafofas, as irmãs mais MARA que ganhei esse ano. Tudo por causa *dele*.

LIGHT ON - pra escutar clique aqui
Never really said too much
Afraid it wouldn’t be enough
Just try to keep my spirits up
When there’s no point in grieving
Doesn’t matter anyway
Words could never make me stay
Words will never take my place
When you know I’m leaving

Try to leave a light on when I’m gone
Something I rely on to get home
One I can feel at night
A naked light, a fire to keep me warm
Try to leave a light on when I’m gone
Even in the daylight, shine on
And when it’s late at night you can look inside
You won’t feel so alone

You know we’ve been down that road
What seems a thousand times before
My back to a closing door and my eyes to the seasons
That roll out underneath my heels
And you don’t know how bad it feels
To leave the only one that I have ever believed in

Try to leave a light on when I’m gone
Something I rely on to get home
One I can feel at night
A naked light, a fire to keep me warm
Try to leave a light on when I’m gone
Even in the daylight, shine on
And when it’s late at night you can look inside
You won’t feel so alone

Sometimes it feels like we’ve run out of luck
When the signal keeps on breaking up
When the wires cross in my brain
You’ll start my heart again
When I come along

Try to leave a light on when I’m gone
Something I rely on to get home
One I can feel at night
A naked light, a fire to keep me warm
Try to leave a light on when I’m gone
Even in the daylight, shine on
And when it’s late at night you can look inside
You won’t feel so alone

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Flecha na Areia

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Um mundo à parte de tudo o que já vira antes. Uma fantasia regular que sonhava acordado todos os dias, desde criança. Uma possibilidade de um futuro melhor. Uma saída melhor. Furtiva e sem alardes. Sonhava com a possibilidade de poder ir-se embora quando bem entendesse. Sem precisar dar explicações ou motivos plausíveis. Ele sentia essa vontade recorrente dentro do seu âmago, latejando e pulsando como um coração ferido.
Quando se viu na possibilidade de fuga, ergueu-se com coragem e assim como imaginara tantas vezes, ele partiu. E foi feliz, rápido, não se permitindo olhar pra trás nem se arrepender. Falava sozinho na intenção de se convencer de que o que fazia era o que deveria fazer. Mas não deixava de pensar nas pessoas que ele não tinha a intenção de deixar para trás, mas inevitavelmente as deixava. Eram outros que lhe incomodavam. Que lhe afligiam. Mas sempre existem uns que nos preenchem em seus breves momentos conosco. E eram estes uns e outros que ele sentiria falta. E já no meio do caminho sentia as dores do abandono. E partes que ele nem sabia que existiam começavam a doer.
Quando finalmente chegou no final de sua viagem, encontrava-se em meio a estranhos e ainda mais estranhos lhes pareciam tão de perto. Cada rosto e cada gesto lhe denotavam pessoas de outra realidade e dimensão. O que fazia com que sentisse ainda mais a falta daqueles uns que deixaram pra trás sem intenção. De vez em quando ele recebia uma mensagem e tentava não pensar. Pois pensar o remetia a lembranças que tentava esquecer. Uma vida totalmente nova o esperava dessa vez. E ele não pretendia desistir da idéia tão facilmente.
Desenhando uma flecha naquela areia branca da praia ele sentia forças pra gritar. Forças pra transparecer o que tanto gostaria de refletir e ser. Deixando as arestas soltas ele podia sentir a emoção de ser outra pessoa. Aquela adormecida no seu íntimo. Aquele que ele sabia que era, mas que nunca tivera a chance de transparecer. Observando as ondas daquele mar translúcido ele sabia que tinha feito a escolha certa. Pois aqueles estranhos logo não seriam tão estranhos assim. E ele não seria tão estranho a si mesmo. Ele sabia. E ele sorria.
De vez em quando alguém perguntava se ele estava bem. Porque ele não pulava, não mostrava êxtase. Apenas sorria, parado. Ele estava em êxtase, mas estava paralisado por tantos pensamentos que lhe invadiam a mente. Pensava como pudera viver todo esse tempo sem nada daquilo. Inerte, rente ao piso, ele sabia que o seu destino sempre fora a aventura, mas fora ensinado que ela de nada serve. Agora, ele aprendia o contrário. Não há nada mais enriquecedor do que a aventura. Foi quando ele olhou para a casa onde ficaria hospedado, e ali, no balanço de uma das redes, ele viu a mais bela das aventuras.
Ela tinha os olhos brilhantes e cheios de vida. Um sorriso largo, como se soubesse de tudo, e uma mania encantadora de colocar o cabelo pra trás da orelha sempre que soltava alguma gargalhada. Ele soube logo ali que aquela seria a sua viagem mais reveladora de todos os tempos, e que se aquela mulher fosse tão incrível quanto transpirava ser, seriam estes os melhores dias da sua vida. Não que ele almejasse de cara um romance entre estranhos, mas ele sabia que seria possível se aproximar destes estranhos, pois no final do dia, eles são todos bem mais interessantes do que ele. Eles tinham histórias pra contar. Ele tinha muitas histórias para ouvir.
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terça-feira, 16 de setembro de 2008

Sejamos diretos

Sabe o que mais me perturba? Pessoas que não têm coragem de dizer na sua cara um “não” como resposta. Alguns têm problemas em receber um não, mas para mim é ainda pior quando a pessoa não diz nada. Pior ainda quando ela te evita e faz de tudo pra vocês não se cruzarem, tudo pra ela não ter que te responder. Ela não quer te dizer sim. Mas também não lhe dirá não.
Será que deixar as pessoas andando em círculos perseguindo o próprio rabo é melhor do que dizer não?
Eu não acredito. Pelo menos com o não ela pode seguir em frente, partir pra outra. Melhor do que ficar indo atrás do inatingível.
Você então espera que suas fugas transpareçam o seu “não”. E podem até transparecer. Mas a pessoa está lá ainda em busca de uma resposta direta. Porque aí sim ela vai precisar e querer escutar de você o “não” que ela acha que estás dando – e realmente estás. Ela vai querer escutar de você, da sua boca, e não deduzir a resposta nas suas escapulidas pela tangente.
Entre uma resposta vaga e uma direta, prefiro a direta, mesmo que esta seja um “não”. Porque nas respostas vagas eu sempre detecto uma dose de ridicularizarão. E cá entre nós, ninguém aqui é trouxa.

segunda-feira, 15 de setembro de 2008