domingo, 28 de setembro de 2008

relatos de uma sexta-feira

Sexta-feira, festa do décimo da medicina marcada na agenda. O trio das solteiras mais fodásticas se prepara pra curtir todas nessa festinha com bohemia liberada. Eu, Lu e Pri. Filas quilométricas pra entrar, mas quando conseguimos vender na porta um ingresso que tínhamos sobrando pensamos “tá, a noite promete!”. Lá vamos nós pegar cerveja. E é aqui que começam minhas observações sobre a noite.
Observação número 1: apenas UMA tendinha pra distribuir cerveja pra centenas de pessoas. Mas, vamos lá, vamos nos meter nessa galera sedenta e pegar cerva.
Observação número 2: barro. Muito barro. Muito mas MUITO barro. Sandálias e botas afundando no barro! Desequilíbrio total nessa hora. Cinco minutos de festa e nós que fomos lindas e cheirosas já estávamos com os pés pretos. “Que bonito que alegria que beleza!” como diria Paulo Bonfá. Tudo bem, tudo bem, vamos curtir a festa, beber todas, dançar...
Observação número 3: a produção valeu a pena pelo jeito, ouvimos cada coisa que devíamos estar gostosas mesmo. Fala sério, levamos uma cantada em inglês! Essa foi foda! Observação número 4: realmente devíamos estar muuuuito gostosas ou muuuuito pavorosas porque um cara nos analisou e largou um “ixalá!” que eu não sei se ele tava tentando incorporar ou nos despachar. Ok ok, mas pensamos nós: embora estamos aqui pisando nesse barro e nessa grama molhada cheia de pinhas no chão que nos fazem tropeçar a cada dois passos, estamos nos divertindo com esses caras idiotas.
Vamos no banheiro? Vamos! Banheirinhos ecológicos pra todas nós. Chegamos na fila, e um segurança da festa gentilmente nos aborda e diz “o banheiro atrás daquele caminhão já tá liberado! Podem ir ali”. Detalhe: o caminhão era um trailler de lanches que tinha mais adiante. Deduzimos que o caminhão/trailler deveria ter um banheirinho ali, então fomos faceiras e ingênuas, e ainda pensando “pô! Gente boa esse segurança!”.
Observação número 5: não acreditem em seguranças de festas. O único banheiro que tinha lá era um banheiro mágico. Chegando atrás do caminhão e vimos que não tinha nada ali a não ser mais mato. Daí vem outro segurança e diz “é assim ó, o masculino é à direita e o feminino à esquerda! É o máximo que posso oferecer pra vocês.” E nós olhamos e só tinha mato! E uma escuridão! E um segurança no meio! Porra! Nos mandaram mijar no mato!!!!! Com platéia ainda por cima?! Indignadas voltamos pro banheirinho ecológico. Essa era inédita pra nós. Tudo bem, até já estamos acostumadas a cantadas toscas, barro nos pés, mas segurança de festa nos mandar pra um banheiro mágico?! E na fila do banheiro ainda pegamos uns pingos de chuva! E o vento que batia de vez em quando? Rá!
Observação número 6: quando acabou a cerveja na tendinha no meio do lamaçal, resolveram distribuir a cerva por outra tendinha. Pensamos e torcemos que a outra tendinha estivesse melhor localizada. E tava? Pss, que nada! Agora pra pegar cerveja tu tinhas que ter habilidades de escaladora! A puta tendinha ficava num morrinho ridículo que não sei como surgiu naquele campinho... Um morrinho alto! Combinação ridiculamente errada! Cerveja e escalada? Queda na certa. Ainda bem que esse trio é foda mesmo e nada nos aconteceu. Mas vimos mta gente com barro no corpo inteiro.
Observação número 7: realmente foi a noite das descobertas. Descobrimos que somos super gostosas e também descobrimos que temos imã pra retardados. Perdi as contas de quantos paspalhos vieram encher nosso saco. Mas ainda assim é engraçado porque sempre que nos negamos a papear com essas criaturas que se esforçam pra esbanjar macheza, mas tem é uma insegurança interna profunda – pinto pequeno, talvez? – eles se ofendem. E te xingam. Hilário! Fora este detalhe deu pra se divertir e no final resolvemos fazer um lanchinho. Tinha um espaço coberto pra comer sentadinho, uma beleza. Lá fomos nós.
Observação número 8: nós realmente atraímos retardamos e bêbados, porque foi só sentar que um bandinho idiota começou a falar bobagem. Trocamos de mesa. Sossêgo? Capaz! Primeiro uma criaturinha esquisita sentada na minha frente, com bolsas de gordura nos olhos, derruba um copo de cerveja em mim. E não fala nada, não pede desculpas, nada. O filhinho da puta e suas bolsas de gordura seguiram falando no celular bancando pose. Daí senta um retardado burro, burro dos burros, do meu lado e começa a me atazanar. E enche o saco. E só fala merda. Bêbado + chato + burro = combinação letal pra receber um “vai à merda!”. Como os outros retardados, depois de se sentirem ofendidos, ele me chama de “fazida”. Aham. Olha o naipe do garoto. Pérola do burrão: ele tenta desesperado chamar atenção e faz uma metáfora tosca ou uma analogia tosca, não sei por que não lembro mais, e nem lembro sobre o que era também. Mas era idiota. Gurias, vocês se recordam? Mas me lembro que foi tão idiota e nada a ver que eu comecei a rir e ele “não entendesse? O que eu falei é uma sinopse!” HUAUAHAHUAUHAHUAAHU SINOPSE!!!!!!!!!!!!!! Caraaaaaaalho puta cara burro!!!!!!!!!! E pior que falou com orgulho, como se o que ele tinha dito fosse a coisa mais genial do mundo. Devia ter pensado “nossa, nessa eu me dei muuuito!”. Deu muito mal isso sim. Péssimo.
Observação número 9: temos que nos benzer! Realmente os bêbados e sem noção se aproximam da gente como doidos, e na saída da festa mais bêbados nos parando pra falar merda. Muita merda.
Finalmente a minha observação número 10: eu, a lu e a pri formamos um trio de solteiras fodásticas que mesmo quando muita coisa besta acontece, sabe aproveitar ao máximo e rir muito com tudo isso! Porque se nos perguntarem se tava boa a festa a gente vai dizer que sim! Porque somos o Trio Ternura! Ixalá, meninas!!! Hauhuauahua

Nenhum comentário: