terça-feira, 16 de setembro de 2008

Sejamos diretos

Sabe o que mais me perturba? Pessoas que não têm coragem de dizer na sua cara um “não” como resposta. Alguns têm problemas em receber um não, mas para mim é ainda pior quando a pessoa não diz nada. Pior ainda quando ela te evita e faz de tudo pra vocês não se cruzarem, tudo pra ela não ter que te responder. Ela não quer te dizer sim. Mas também não lhe dirá não.
Será que deixar as pessoas andando em círculos perseguindo o próprio rabo é melhor do que dizer não?
Eu não acredito. Pelo menos com o não ela pode seguir em frente, partir pra outra. Melhor do que ficar indo atrás do inatingível.
Você então espera que suas fugas transpareçam o seu “não”. E podem até transparecer. Mas a pessoa está lá ainda em busca de uma resposta direta. Porque aí sim ela vai precisar e querer escutar de você o “não” que ela acha que estás dando – e realmente estás. Ela vai querer escutar de você, da sua boca, e não deduzir a resposta nas suas escapulidas pela tangente.
Entre uma resposta vaga e uma direta, prefiro a direta, mesmo que esta seja um “não”. Porque nas respostas vagas eu sempre detecto uma dose de ridicularizarão. E cá entre nós, ninguém aqui é trouxa.

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