domingo, 30 de novembro de 2008

As maravilhas do Quinteto Maravilha


Era uma vez cinco garotas. Cinco colegas e amigas. O colégio as uniu aos poucos, primeiro duas, depois três, depois quatro, até que as cinco garotas finalmente se encontraram. E elas compartilhavam momentos, fofocas, risadas, lágrimas. Compartilhavam histórias, músicas, gostos. Elas eram: Mandy, Pri, Carol, Carol Loka e Denny. Sim, eu mesma. Amigas que se conheciam desde crianças, mas que estreitaram laços mesmo lá pelos 12 anos.

E eu fico pensando o que falar sobre estas minhas amigas. Garotas simplesmente preciosas, cada uma com suas peculiaridades e características. Garotas maravilhosas, que junto comigo formam o Quinteto Maravilha. Primeiro fomos o Quarteto Maravilha, nome esse batizado por um ex-professor de educação física do colégio que, abismado com nossa incapacidade de praticar exercícios da disciplina com as outras alunas, se via obrigado a sempre levar uma bola extra para nós. Aí então, com a última adição ao grupinho, viramos um quinteto.

Sabe aquela alegria que dá na gente, meio do nada? Aquela vontade de rir sozinha, de sair sorrindo pras pessoas na rua, aquela felicidade transbordando? É sempre assim que me sinto quando revejo minhas lindas amigas do Quinteto Maravilha. Sempre que a gente se reúne eu fico olhando pra cada uma delas, admirando. E admiro mesmo. E amo! E sempre rola aquele flash com tudo o que a gente já viveu junto.

Daí a gente senta numa rodinha e fica relembrando histórias. E eu dou risada até a barriga doer e até a voz ficar rouca. E a gente se mata rindo das nossas histórias porque as nossas histórias são sempre as mais ridículas. As nossas paródias e peças de teatro. A impossibilidade de fazer educação física de uma sendo admirada pelas outras que odiavam ter que fazer. E nossa árvore. Sim, nós tínhamos uma árvore.

E a gente ri tanto não apenas das nossas histórias, mas também de umas das outras. Das nossas brigas – porque amigas também se desentendem de vez em quando -, das nossas manias, das peculiaridades de cada uma destas cinco garotas surpreendentemente incríveis. Eu com minha incapacidade de abrir a boca, a Amanda com seus cabelos coloridos, a Priscila com suas risadas intermináveis, a Caroline Wille com sua calma impressionante, e Caroline Loka, que sempre fez jus ao apelido, com seus deboches e musiquinhas censuradas.

E eu sinto uma saudade desgraçada da gente junto, reunida na volta da árvore, fazendo fofoca, trocando confissões, compartilhando pulseiras de amizade eterna, fazendo pactos e aprontando, sempre. E a saudade é tamanha que às vezes eu queria voltar no tempo, pros dias de colégio, onde a gente se via todo dia. No fundo eu queria vê-las sempre todo dia. Pra ter sempre histórias pra contar.

Mas a gente se contenta com nossas reuniões, nossos encontros. E a gente comemora como se fosse aniversário. E na verdade, é. É nosso aniversário. Da nossa amizade. É a gente mostrando pra vida que embora ela nos faça seguir direções opostas, a gente nunca, nunca vai deixar de se amar e de curtir a companhia umas das outras. Porque o que a gente já compartilhou é muito e é tudo. E quando a gente se junta a sala transborda felicidade igual ao nosso peito. E o meu coração transborda amor por elas, pelo Quinteto Maravilha que fez toda a diferença na minha vida, que não seria cheia de vida se não fossem por elas.

2 comentários:

Pri Bartell disse...

Lindo!
Emocionante!
"Eu com minha incapacidade de abrir a boca, a Amanda com seus cabelos coloridos, a Priscila com suas risadas intermináveis, a Caroline Wille com sua calma impressionante, e Caroline Loka, que sempre fez jus ao apelido, com seus deboches e musiquinhas censuradas."
A Carol Wille, a Carol Loka e eu continuamos assim, só tu e a Mandy mudaram. Eu mudei um pouco, ou muito, mas as risadas intermináveis continuam.
Eu amo todas. Amo muito mesmo o Quinteto Maravilha. Nossa amizade é verdadeira e eterna. Ainda vamos ter muitas reuniões do quinteto e vamos dar muitas risadas... AMO, AMO, AMO!

Amanda disse...

SHOW DE BOLA... Fala-se tudo Denny. Nos mudamos um poko mas acho que ao passar do tempo criamos "talvez" um pouco de juizo e amadurecemos também. Mas a bagunça, as atrapalhadas, as risadas do passando nunca vamos esquecer, pois nossa amizade é eterna e não tem preço ($$$).
Bjus amo vcs!