terça-feira, 18 de novembro de 2008

Entre uma bolinha rosa e milhares de sensações


O seu rosto me lembra coisas que eu não sei. Coisas que eu não conheço. Me lembra histórias das quais ouvi falar mas nunca vivi. E quando eu olho pra você eu quero viver. Eu quero viver todas as histórias que o seu rosto me inspira. Todas as coisas que eu nunca tive. E eu nem sei se você pode me dar tudo isso. Mas é só você sorrir que eu acredito. No que for que você disser, eu acredito. Nos seus olhos, eu brilho. Nos seus ouvidos eu quero suspirar “eu acredito”.

O seu rosto me diz coisas que eu nunca escutei. Palavras estranhas, soltas na minha cabeça, toda vez que eu olho pra você. E você não fala nada disso. E eu escuto tudo isso. E eu escuto baixinho, escuto longe. E quando você me beija eu escuto gritando. O grito mais lindo. E eu quero escutar tudo isso de novo, então eu te beijo de novo. E de novo. E eu me sinto uma boba que quer escutar palavras em beijos.

E eu fico surda-muda. Que nem a Shakira. E eu me sinto a mais idiota. E na minha idiotice eu dou risada sozinha. Porque quando eu penso em você eu sempre dou uma risadinha. Uma risadinha sem-vergonha, uma risadinha alegre. E eu adoro pensar em você. E eu não sei se eu gosto de pensar em você porque pensar em você me faz sorrir ou se eu gosto de pensar em você porque eu vejo o seu rosto. E o seu rosto me faz querer viver coisas novas e pintar de rosa minha janela. Aí eu lembro que eu justamente sorrio pensando em você porque eu sinto uma vontade louca de pintar de rosa a minha janela. E eu me sinto uma retardada.

Peguei uma canetinha da minha sobrinha e pintei de rosa o dia que a gente ficou pela primeira vez. E eu pinto uma bolinha. Nunca um coração. Porque corações são pra adolescentes. E eu pinto a bolinha com uma vontade doida de pintar um coração. Meu Deus, o que ta dando em mim, ein? E eu risco a bolinha rosa com uma caneta preta. E faço um sinal de interrogação.

Porque na verdade é tudo o que isso é. Uma interrogação. Não é vontade de viver, não é uma palavra sussurrada, não é uma janela rosa. Muito menos um coração. Então não me darei ao luxo nem de fazer uma bolinha. Fica a interrogação. Ficam as sensações flutuando no ar. E o que tiver que ser, será.
Pra ler escutando: Shakira - Ciega Sordomuda

6 comentários:

Pri Bartell disse...

"E o que tiver que ser, será." que seja o melhor, que sejas muito feliz e que eu seja a madrinha eeeeeeiiinnn! hehehe! Beijão ;)

Blog disse...

Ohh que fofo!!!
Já eu desenho corações mesmo...
O que é o amor, se não um sentimento que nos deixa como adolescentes?!
Beijoss =*

Jamila disse...

Era eu.. não sei pq ficou "blog" ¬¬

* TRUPE * disse...

E que se essas bolinhas rosas riscadas de preto continuarem te dando alegria, que continues desenhando elas ao invés de corações :D

Beijos querida.

* TRUPE * disse...

By Cássia.

Lu disse...

muito bom, Denny! e como já foi dito.. o que tiver que ser, será! bolinhas, corações..não farão tal diferença :) Beijos =*