domingo, 7 de dezembro de 2008

para aquele que nunca me deixa


Adoro que ele acha que eu realmente me importo com o que ele pensa. Quando ele opina e se mete nos meus assuntos porque se preocupa comigo. E quando ele resolve me dar conselhos amorosos porque não quer me ver de coração partido sendo que ele mesmo já partiu meu coração uma vez.

Adoro que ele pensa que pode voltar assim pra minha vida no papel de amigo do peito. Adoro que ele se considera meu amigo, na maior moral. E quando ele liga pra minha casa pra saber das últimas fofocas, eu acho mais engraçado ainda. E por um momento eu não consigo xingar ele, mandar ele me deixar em paz. Porque no fundo eu adoro que ele ainda fica na volta mesmo sabendo que eu nunca daria outra chance.

Adoro saber que mesmo assim ele gosta de perder tempo me elogiando e dizendo o quanto eu sou a mulher que mexe com o coração dele, mesmo sabendo que esse papinho não funciona comigo. E depois que ele fala tudo isso ele larga aquela risada, porque ele também sabe que ta perdendo tempo. Mas ele nem parece se importar muito. E ele sempre surge pra saber em que pés as coisas estão.

Eu acho divertidíssimo. Então eu deixo ele se aproximar, e a gente debocha dos meus ex-namorados, analisamos o atual ficante, nos matamos de rir fazendo listas de prós e contras. E ele escuta tudo o que tenho a dizer, mesmo sendo um “vai à merda” direcionado a ele, então ele me chama de chata. Mesmo ele sendo o chato que fica insistindo pra me ver porque ta com saudades de conversar comigo a noite toda, mas sabe que eu aceito apenas encontros breves. Porque por mais divertido que possa ser, eu nunca agüento mais de duas horas.

Depois eu já começo a me irritar e a perder a paciência. E nossas conversas sempre terminam com eu mandando ele a merda e ele dizendo o quanto me adora. E bem lá no fundinho eu meio que adoro isso também.

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