segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Para: Fabiano. Ou Fafo, mesmo ele não gostando do apelido


Ele me conhece desde que nasci. Já me pegou no colo e me viu crescer. Me viu dar os primeiros passos e a balbuciar as primeiras palavras, mesmo que ele não lembre direito. Me viu chorar, espernear, ser chata e cabeça-dura. Já me viu ter ataques de criança mimada e bater a porta. Mas nem por isso, nestes momentos, ele me amou menos.

Ele já me fez muito cascudo, me apertou, me bateu, me fez cosquinha. Até musiquinha pra debochar de mim ele já fez. Ele já me tirou do sério. Me fez guampinhas em fotos. Disse que fui trazida por ETs e encontrada na lata de lixo. Ele não ia nas minhas apresentações de ballet e não foi na minha formatura. Mas nem por isso eu deixei de amar ele menos.

Ele era magrinho, desengonçado. Usava óculos fundo de garrafa. Adorava filmes de terror e me fazia assistir junto, o que me rendeu muitos pesadelos com Freddy Krueger. Usava roupinhas de nerd e vivia desenhando. Ele me ensinou a colorir sem borrar os desenhos, me lembro até hoje. E a não apertar tanto o lápis. E ele tentou me ensinar a escrever meu nome, mas eu escrevia “dense”. Ai ele dizia: “falta o ‘i’!”. E eu escrevia “densei”.

Depois de anos ele foi embora, fez a vida dele. Cresceu, amadureceu, foi ser quem ele nasceu pra ser. Hoje ele ta longe. Ta longe faz tempo. E a saudade mora no meu peito faz tempo. Parece que quando as pessoas estão longe a gente realmente reconhece o valor delas. Hoje eu dedico este post pra ele.

E ele é lindo, viu? Por fora e por dentro. Inteligente, engraçado e o cara mais educado que conheço. Sempre pronto pra ajudar, preocupado com todos. Um ótimo ouvinte. Um homem de fé e de Deus. E ele é meu irmão mais velho. Meu mano.

E pensar nessa distância sempre me faz recordar de uma musiquinha que eu inventei pra ele quando não conseguia encontrá-lo em lugar nenhum. “Estrelinha da sorte mais, eu quero ver o meu irmão”. Ele deve lembrar, porque ele estava escondido de mim e nunca riu tanto.

Dedico este post pra ele porque hoje é seu aniversário. 30 anos. E antes que chegue meia-noite eu quero celebrar que ele nasceu. Celebrar sua existência e seu papel na minha vida. Comemorar que eu tenho alguém que me ama incondicionalmente, não importa eu pegando estradas diferentes das dele, porque ele me apóia. Torce por mim. E dá pitacos, porque ele é uma das poucas pessoas que pode. E quero comemorar que eu sei que minhas vitórias são também as dele. E as dele as minhas. E que ele se tornou um homem que eu admiro e respeito sem igual.

Sabe aquelas pessoas imprescindíveis? É ele.
E ele é meu irmão. E eu amo, infinitamente.

6 comentários:

Cássia Barbosa disse...

Que lindo seu post...
Adorei!

Jamila disse...

Lembrei de um desenho feito pela tua prima, que queria escrever "Deni" mas escreveu "Dein".
Hehehehe!
Mas essa linda homenagem cheia de elogios ao teu velho irmão não foi só por causa do aniversário dele, né!? ^^

Beijos, flor
Te amo!

Jamila disse...

Ahh esqueceu de dizer que ele toca violão... e aprendeu SOZINHO!!!!!

=D

Malabarista de Palavras disse...

"Disse que fui trazida por ETs e encontrada na lata de lixo." do malz!kkkkkkk

Parabéns cunha!!!!
UHAUHAUHA

Anônimo disse...

Coisa lindaaaaa!!!!!!!
Parabéns ao mano!!!

-sempre achei que tu tinha sido trazida por ETs, mas nunca quis dizer... hahahahahahahha

Tati disse...

by tati o comentário anterior!!!