terça-feira, 30 de junho de 2009

Namorinho



Nós trocávamos presentes nos Dias dos Namorados, embora nosso amor baseava-se apenas em olhares e mãos dadas. Ele desenhava nossa família fictícia em uma folha de papel, eu inventava nomes pros nossos filhos fictícios – os dois que ele desenhava. Um trato silencioso de namoro platônico.

Eu era aquele tipo mais comum de garota: a bobona apaixonada que, ao invés de prestar atenção na aula, fica observando o menino inatingível do outro lado da sala interagindo com os amigos, mexendo no cabelo e rindo. Ele era o garoto mais popular da turma. Aquele que todas as meninas secretamente amam. Eu, a menininha sem graça e tímida que abaixa a cabeça quando ele olhava em minha direção.

Tudo isso um típico caso de primeiro amor. Aquele que a gente sempre acha que é pra sempre. Ele surge na escola ou na vizinhança. Tem primeiro amor que aponta logo cedo. Outros que surgem mais tarde. Pode passar rápido, ou se demorar um pouco mais.

O primeiro amor é sempre mais inocente, romanceado e irracional. Nem sabemos ainda o que é amor, na verdade. Aliás, mesmo adultos, ficamos às vezes sem saber. Tem gente que nem se lembra dele, coitado. Tem primeiro amor que passa mais turbulento só pra gente nunca esquecer.

E então teve o dia em que eu cheguei em casa e chorei atirada no sofá da sala até meus olhos incharem feito bolas de gude e a minha cara combinar com o que eu estava me sentindo por dentro: uma menininha feia que não serve pra nada. E eu chorei o resto do dia e o resto da noite para o desespero da minha mãe que não sabia o que fazia. Não sabia se me consolava ou se dizia que aquilo tudo era a coisa mais imbecil do mundo para uma garota de 10 anos de idade.

quarta-feira, 10 de junho de 2009

O que rola no messenger...



Eu, gaúcha de Pelotas.
Andrezza, paraibana de João Pessoa.
Um diálogo sobre minha ida até JP, pra visitar essa rapariga.
Uma troca de gírias regionais pra descontrair. Ou confundir?
Pena que não dá pra postar a conversa inteira, mas eis um trechinho.



Denny | i'm not looking back. diz:
quero ver. será que vamos saber nos comunicar? fala uma coisa, a outra "qqqqq", fala outra coisa, a outra "qqqqqqqqqq"

andrezza. diz:
AUIEHUIAEEAUAU vai ser foda
Escacela - pasta (de guardar papéis).
conhece? /hm

Denny | i'm not looking back. diz:
QQQQQQQQQQQQQQQQQQQQQQQQQQQQQQQQQQQQQQQQQQQQQQ
HEAIUEHA

andrezza. diz:
qq

Denny | i'm not looking back. diz:
nunca ouvi na life

andrezza. diz:
/corre
AUEHUIAHEAUIEHAUEA

Denny | i'm not looking back. diz:
pasta é pasta, pow
ehaihea

andrezza. diz:
comofaaaaaaaaaaaaaaaaaas
Pergolado – Jardim de inverno.
aqui em casa tem um pergolado /hm
é tipo um jardim dentro de casa /hm
conhece? o.o

Denny | i'm not looking back. diz:
qiso Q ISSO DELS

andrezza. diz:
WTF
AUEIHAEUHEIAUAEHUIEAHIUAAE
tu tais mentindo /nath
/torindo

Denny | i'm not looking back. diz:
jardim dentro de casa é jardim dentro de casa /natcry
EAHIUEAEHUHEIUAEHUAEAHEUHEUAHIEUHAEHA

andrezza. diz:
HAEUIEHAUIAEHUIAEUIEHUIAHIUAEHEUIAHAUIHAEUAE
QQQQQQQQQQQQQQQQQQQQQQQQQQQQQQQQQQQQQQQQQQQQQQ
AHUEAIAHAEHOEIAOEIIHOIEEIEHIOEIOEHOIA
/rimto

terça-feira, 2 de junho de 2009

Duas colheres (de chá) de esperança


Vou pensar alto agora.

Não existem coincidências. Acho que de alguma maneira sinistra a vida tem sempre um motivo pra nos levar por este ou aquele caminho. Mas acho também que às vezes nós alteramos os trajetos, pegamos atalhos, e não dá pra por a culpa na vida, em Deus, ou outros terceiros. Aí a culpa é nossa mesmo, seja adulto e aceite os fatos.

Se não existem coincidências, acaso ou meros esbarrões, é digno pensar que todas as pessoas que já passaram pela sua vida deveriam ter passado pela sua vida. E todas as que ainda passarão, é pela sua vida mesmo que elas devem passar. Sendo assim, seria contraditório xingar o mundo quando trastes, idiotas, e babacas de demais gêneros e degraus te encontram por ai. Mais fácil aceitar a existência dessas pessoas e abstraí-las de qualquer parte digna de você.

Se babacas entrarão na sua vida mesmo que você não queira e fuja deles, alguma lição tem aí. Já que a vida não te manda eles por acaso, alguma coisa de boa tem que surgir disso tudo. Confere? Ok, só que aí chega a parte mais difícil: entender a lição. Captar a mensagem.

Você tem duas alternativas pra aceitar os fatos e aprender com estas coisas: ou você abraça a babaquice alheia e se torna tão canalha quanto, ou você espera que um dia Deus enxergue o quanto você se mantém firme e forte na convicção que alguém que preste ainda surgirá e te recompense no futuro, de preferência uma recompensa com 1,80 de altura, forte, inteligente, engraçado e decente.

Se existe realmente uma moral por trás, a moral da primeira alternativa citada acima seria que ser interessante e exigente não compensa e não traz frutos, simbora criar um mundo de filhos-da-puta que só sabem sugar os outros para seus próprios benefícios. Cada um por si, o mundo do homem sem tempo pros outros. A moral da segunda alternativa seria que se você espera alguma coisa boa tem que provar que merece, tem que provar seu valor, provar pra quem? Deus? Pra você mesma? Ninguém sabe, mas aí é problema seu, eis o mundo de provações onde nada é free, my friend. Simbora pagar com seu restinho de esperança por um pouco de romance.

Eu encontrei um restinho de esperança, guardadinho pra emergências. Eu quero romance, por favor.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Negativo, capitão.


Não.

É a palavra do dia.

Não pra essa burrice generalizada do mundo, essa cegueira coletiva. Não pra todos esses babacas que não tem mais o que fazer e ficam bisbilhotando a vida alheia. Nessas horas é legal olhar pro seu próprio umbigo, meu amigo, vá por mim.

Não pra falta de criatividade, pra falta de vontade, não pra falta absurda que algumas coisas fazem. Sentir falta é uma merda e também merece meu não. Chega de lamentar passados, passos em falso, chega de desejar coisas além do nosso alcance.

Um não bem grande pras pessoas sem noção, pros idiotas de plantão, não pra todos aqueles que me causam vergonha alheia. E não pra todos aqueles que me fazem perder tempo. Odeio perder tempo. Inutilidades me frustram; não pra tudo isso também.

Não pros chatos, pras pessoas invisíveis, pra quem escreve errado, porque erros de ortografia me irritam. Sabe aqueles que escrevem ‘justissa’ e ‘oço’ achando que ta super certo? Não, caramba!

Se eu seguir dizendo não me verei negando metade do mundo. Parei por aqui. Embora isso não signifique muita coisa mesmo. Seguirei negando metade do mundo, admitindo ou não. E eu sofro com isso. Mas prefiro negar do que fazer parte da palhaçada toda que eu listei.

Enfim, não. Eu disse não, meu filho! Seja bonzinho e não insista.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Dai-me paciência!





Passei três dias mal humorada. De cara com a vida. De cara com as pessoas. Tudo parecia três vezes mais absurdo. Três vezes mais ridículo. Mas foi o terceiro dia de mau humor que realmente me tirou do sério. Eu odeio - odeeeeio - quando você está caminhando na rua e passa um pervertido pra falar alguma merda.

Sério. Isso me irrita profundamente. E me irrita porque nunca é um homem lindo, alto, gostoso te passando um xaveco manjado do tipo "que linda" ou "que olhos bonitos". Brega, mas passável. Mas é sempre um velho zoado e nojento falando uma merda do tipo "gostosa" ou "que peitinho", seguido por um som que só pode ser comparado ao som de alguém chupando o último restinho do milk-shake com o canudinho.

Então, visualize: eu, com meu bom humor tremendo (ironia detected) caminhando na rua, quando um infeliz motoqueiro fala uma dessas merdas pra mim. Visualize então, agora, eu puuuuuta de raiva, mandando o motoqueiro tomar no cu.

Quase fiz um cara que estava na calçada se engasgar ccom a água que tomava porque se matou rindo da minha reação. Por pouco não ri junto, não fosse a velha do lado dele que largou um "que boca suja", toda recriminadora. Ah, vovó, vá pra casa ser Sessão da Tarde! A pessoa não pode nem falar palavrão em paz agora? Odeio puritanismo. Eu falo palavrão quando estou de cara, e daí?!

Pra fechar o ciclo, chovia. Loucamente.

Mas a noite me salvou. Reuni umas amigas, comemos pizza, bebemos vinho e demos muitas risadas. Incrível, não existe remédio melhor pra quando se está mal humorada: amigos. Aliás, amizades verdadeiras curam muitas coisas nos nossos corações cansados. E eu ando muito cansada ultimamente, viu? Taí a razão de tanto mau humor. Meu coração, coitado, está parecendo bola murcha. Não consigo encontrar a danada da bomba de ar... Daqui a pouco apelarei para o eBay.

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Meu cantinho. Meu desabafo. Nada mais justo.


Antes de qualquer coisa responderei a pergunta inevitável:

- Por que você parou de postar no blog?

Não parei, foi um hiato. Sabe quando você sente que não tem nada que preste a dizer? Ou quando você acha que o que você quer dizer gerará um único e solene comentário: “grande merda”?

Então, foi isso aí. Mas cá estou eu. Não posso viver muito tempo longe. Gosto desse meu cantinho, gosto de saber que ele me reflete, gosto de saber que alguém lê, gosto dos comentários.

Sabe de uma coisa? Gosto até mesmo de saber que existem pessoas que não gostam do meu cantinho, que reclamam dos meus textos, que se enxergam neles, mesmo quando eles não lhe dizem absolutamente nenhum respeito (oi, Garoto Estranho. Sentiu a alfinetada?). É, na verdade é uma pessoa só, e eu acho até engraçado.

Falando em engraçado, e mudando de assunto - e de pessoa -, acho divertido quando as pessoas não sabem lidar com divergências. Ninguém é igual a ninguém, até nas melhores amizades existirão diferenças - salientes. Acho engraçado alguém nos acusar de hipócritas quando ela mesma age na hipocrisia. Falar de barraco do morro quando se já viveu em uma mansão?

Existe uma coisa chamada amizade, que ao se estabelecer e ao se cultivar, vai aos poucos se fortalecendo. Os vínculos se tornam mais fortes, não porque apenas estamos ali, mas porque nos dedicamos a fortalecê-los. E se essa amizade não se estabeleceu, e se ao contrário o que vingou foi o afastamento, não venha apontar dedos. Não existem culpados. Simplesmente não rolou.

Eu provavelmente nem deveria me pronunciar a respeito, mas precisei desabafar um pouquinho pelo menos. Um pouco sobre um garoto, um pouco sobre uma garota. Sendo que a única coisa em comum entre eles é que eles habitam minha vida fingindo interesse. Agora desculpem, mas encerrarei por aqui, porque tenho que ir ali fingir que me importo.

sexta-feira, 17 de abril de 2009

O que rola no messenger


É o que dá comer muito chocolate o dia inteiro...


Jamila: amiga, eu tenho um vizinho chileno tb

Dennyzinha.poxinha.: como assim ‘tb’?

Dennyzinha.poxinha.: HEAUIHHEIAUH

Dennyzinha.poxinha.: eu não sou chinela

Jamila: quis dizer que o prédio é internacionaaal

Dennyzinha.poxinha.: HEAIUEHAUIHEAUHEUIAEHUAHEAUHUHEUAHEUHEUAE
Dennyzinha.poxinha.: to disléxica, lendo tudo errado...

Dennyzinha.poxinha.: chocolate ta afetando meu cérebro

Jamila: Dennyzinha.poxinha.: eu não sou chinela

Jamila: Dennyzinha.poxinha.: eu não sou chinela

Jamila: Dennyzinha.poxinha.: eu não sou chinela

Jamila: HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA

Dennyzinha.poxinha.: HEAIUHEIAUHEUAHEIUAHEUAHHEIAHEEAHUAHHIAAHEUAHAUH

Dennyzinha.poxinha.: poxinha.

Jamila: kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Dennyzinha.poxinha.: estou com problemas

Jamila: ISSO FOI MTO ENGRAÇAAADOOOOOOO

terça-feira, 14 de abril de 2009

It takes two to love...



Ultimamente tenho acompanhado as experiências completamente opostas de duas amigas. Uma, recém solteira, que resolveu que o negócio é ser “macho” e tratar os homens na mesma moeda. Outra, que está redescobrindo o amor e todo aquele “estar apaixonada”.

Enquanto a primeira chuta o pau da barraca e resolve ser de pedra pra não se machucar mais, a outra se derrete com as declarações apaixonadas do seu mais novo amor. Eu, que fico sabendo de tudo o que acontece com estas duas, acabo achando divertido. Uma que diz “trepada” e outra que diz “fazer amor”.

Aliás, eu super prefiro o segundo termo ao primeiro. Embora o segundo seja meio brega, o outro é vulgar, mas tudo bem. Meu amor por vocês continua incondicional, tá?

Aí vem a primeira e me diz que se homem fala, se homem faz, ela também pode fazer. Que ela está cansada de ser tratada como objeto e resolveu virar o jogo: agora é ela quem faz os caras de objeto. Faz o que quer fazer e manda pra casa. O coração dessa minha amiga virou central de disque-pizza, onde as pizzas são os homens , e ela a cliente VIP.

E vem a segunda amiga e diz que está se sentindo tão nas nuvens que ela tem até medo de contar como anda a relação nova, pra não parecer chata. Foi tudo tão rápido, tão avassalador, que está batendo até uma sensação de “isso está acontecendo mesmo ou é sonho?”. Paixonite aguda daquelas bem melosas. No meio de um assunto totalmente não relacionado ela acaba largando, “ai, to amando”.

No meio de tudo isso, desses dois momentos tão distintos, eu fico me pergunto onde será que eu me encontro? Qual o meu momento?

Não, definitivamente eu não estou “macho”. Sei lá, vai ver até deveria, mas não estou. E também não estou suspirando sozinha pelos cantos. Pelo menos não com essa intensidade toda. Ai, que triste, odeio ficar no meio termo.

Odeio meio termos, gente. Odeio coisas mornas. E vejam só, cá estou eu: morninha. Eu sempre fui muito intensa, mas chega um ponto em que não dá pra manter a chama acesa sozinha. A outra pessoa também tem de estar disposta pra coisa. E eu não quero disque-pizza, eu quero me perguntar “isso está mesmo acontecendo ou é sonho?”.

Das duas, uma: ou o negócio esfria de vez ou... Alguém me joga um balde de água quente na cabeça, faz o favor?

domingo, 12 de abril de 2009

Sexta-feira Santa foi dia de... Festa!



Dia de reunir as amigas, beber, jogar conversa fora e rir até doer a barriga. Dia de falar mal dos homens, e concluir que eis aí um mal necessário. A gente se arruma, se perfuma e depois de duas garrafas de vinho resolve que legal mesmo seria ir naquele Pub que toca rock a noite inteira. Pega bolsa, pega dinheiro, retoca o batom. E lá vamos nós badalar e beber mais um pouco, e rir ainda mais.

Normal de Pub bom é fila pra entrar então lá vamos nós pra fila. E minha amiga flerta com o carinha que fica na porta só porque ela não tem nada pra fazer enquanto espera. Quando entramos, a música está boa e a noite parece promissora: nem muito cheio, nem vazio, dá pra caminhar sem ter que se espremer entre as pessoas. O que é sempre ótimo pra nós que precisamos ir ao banheiro com certa frequência depois de algumas cervejas no corpo.

E a cerveja rolou solta, e o papo seguiu solto. Várias fotos e risadas. E a gente flertou com o garçom porque não tínhamos nada pra fazer mesmo, e a gente já o conhecia mesmo, dá nada. Diz que ele tem a bunda bonitinha e pede pra dar uma voltinha. Mas ó, já avisei as meninas: nada de dar em cima de verdade. O garçom é ex ficante meu, e eu não libero meu restinho fácil. Só se rolar intenção séria.

Cerveja ainda rolando solta e olha lá minha outra amiga em altos papos com um cara. E mais outra com outro. Éramos cinco, restou eu mais duas na rodinha. Bora sentar um pouco então enquanto as outras duas se arranjam. E no que a gente senta opa, olha ali, tem carinha cuidando. Tá olhando pra quem? “Pra ti, amiga”. “Não, acho que é pra ti, ein?”. Era pra mim.

Papo vai papo vem. Ele é legal, e o amigo a tiracolo também. Olha, dá até pra considerar. Se bem que nessa luz não dá pra ver direito, muita calma nessa hora. E como eu não gosto de ficar com gente que nunca vi na vida antes, vamos ficar só no papo, quem sabe não sai daí uma amizade. Festa acaba e uma amiga some com seu ficante, a outra volta de sua ficada, e restam nós quatro e os dois carinhas na festa.

Vambora? Vamos. Olha que fofo, eles oferecem carona. E nós, meninas não motorizadas que somos, aceitamos. E nos deixam em casa direitinho, olha que fofo de novo. Taí um rapaz que merece meu telefone. Engraçado que durante todo o tempo que conversamos até o momento em que gravava o número dele no meu celular, aquele desgraçado do Estranho (melhor manter no codinome) pipocava na minha cabeça sem parar.

Daí eu penso: mas eu to solteira, não devo nada a ninguém, que mal tem? Mal mesmo não tem. Tem é esse coração ridículo que se apega a algo que nem palpável é. E depois ainda acha que tem razão. Desgraçado (do coração).

sexta-feira, 27 de março de 2009

Fator 46. 17 meninas, 1 blog só.


Era uma vez uma comunidade no Orkut onde fãs de um cantor chamado David Cook se reuniam para conversar sobre ele, sobre ele, sobre ele. Então surgiram algumas meninas que ao conversarem sobre ele, sobre ele, sobre ele, foram aos poucos interagindo mais, trocando outras ideias, e quando viram estavam falando sobre ele, sobre outros, sobre elas.

E ao conversaram sobre ele, sobre outros, sobre elas, a afinidade foi surgindo, a diversão era certa, então elas resolveram criar outra comunidade no Orkut. Um lugar onde poderiam falar sobre elas, sobre elas, sobre elas, e porque não também sobre outros e sobre ele. Esta comunidade foi batizada carinhosamente de Cafofo. E as meninas, carinhosamente chamadas de Cafofas.

Nós, meninas Cafofas, nos tornamos amigas de verdade. Amigas pra todas as horas, amigas pro riso, pro choro, amigas que mesmo distantes nunca se abandonam. Permanecem umas nos corações das outras diariamente. E diariamente estamos lá, no Cafofo, nem que seja pra deixa um ‘bom dia, um ‘boa noite’. Lá é nosso lugar. Nosso canto. Onde nossos corações se encontram. Onde as distâncias inexistem.

Desta amizade verdadeira e honesta, surgiu uma ideia. No começo, um pouco distante, difícil de colocar em prática, já que não somos em um número pequeno. Mas com o passar do tempo, foi ficando mais madura, fomos planejando, sintetizando, e ela se tornou finalmente concreta.
A ideia? Um blog.

Pensamos, ‘o Cafofo é tão divertido, movimentado... Por que não fazer uma versão blog do que falamos por lá?’. Claro, nem tudo o que rola na comunidade rolará no blog. Prometemos que ninguém postará algo do tipo ‘oi, quebrei a unha, comofas?’.

Batizamos nosso blog de Fator 46, por motivos de PI (piada interna). Falaremos de tudo um pouco. Afinal, somos 17 mulheres. Se uma mulher já tem assunto, imaginem 17? Entramos no ar dia 25, e daqui pra frente visualizamos muitas conquistas como blogueiras.

Quem quiser dar um pulinho por lá pra conferir... Ficarei muito contente!

http://www.fator46.com/

E se gostarem do blog, criamos uma comunidade no Orkut para ele, fique a vontade pra fazer parte!


Beijos (17 deles).

quarta-feira, 18 de março de 2009

Eu vim pra perturbar.


Eu cheguei pra arrombar as portas, escancarar as janelas e deixar entrar o sol nestas tuas dependências sombrias. Sai da frente que é hoje que eu arranco todas as maçanetas e escondo todas as chaves pra você nunca mais tentar se trancar no próprio quarto. Chega de marasmo, eu cheguei pra sacudir tua vida e esparramar alegria pra todos os lados.

Vim pra cutucar, provocar, te levar a loucura. Mas uma loucura boa, gostosa, aquela loucura de criança travessa. Eu vim mesmo pra apertar a campainha e sair correndo. Eu chego e me escondo só pra te ver me procurar, aflito, impaciente. Eu vim pra te mostrar que você me tem, mas pode perder, e eu quero que essa possibilidade te faça reagir de alguma forma.

Eu estou aqui mesmo é pra te ver reagir a mim. Não vim pra que você me entenda. Isso eu não peço, já que às vezes nem eu posso me compreender. Vim apenas pra que você me beije, me toque, me afague. Quero que você se mostre pra mim como nunca se mostrou pra ninguém, quero te enxergar como nenhuma outra enxergou. E só então eu vou conseguir deixar que você faça o mesmo comigo. Eu quero me mostrar pra você, por completo, mas nunca darei o primeiro passo.

Porque no fundo eu vim mesmo é pra perturbar tuas ideias, teus conceitos, tua cabeça. Cheguei mesmo foi pra encher as mãos com todas as coisas que você pensou que já tinha entendido da vida e atira-las ao vento pra tudo se misturar e você ficar completamente perdido de novo. No fundo, eu adoro te ver sem rumo. Adoro te ver perdido, porque na verdade tudo o que quero quando te procuro é que você se perca em mim.

selos \o/

Os dois últimos selos que ganhei. Obrigada KGeo pelo selo "olha que blog maneiro!" e Diego pelo selo "vale a pena acompanhar este blog!"
Adorei ;}


Regras do Prêmio:
1. Exibir a imagem;
2. Linkar o Blog do qual recebeu o prêmio;
3. Escolher 15 Blogs para entregar os prêmios e avisá-los.

sexta-feira, 6 de março de 2009

Se for pra dançar, que o sol seja meu par


Meu Deus, quanto hipocrisia, quanta falta do que sonhar. Que mundo é esse que pisoteia teus pés ao invés de te ensinar a dançar? Esse mundo onde falta sensibilidade, compreensão, onde falta amor nos cantinhos escuros, nas esquinas sujas de peitos amargos. Falta tanta coisa que deixa um buraco.

Meu Deus, quanta falta do que fazer e do que cultivar. Pra quê reclamar se tudo o que tens está exatamente onde deveria estar? Esse mundo estranho de gente insatisfeita e desleal me força a desertá-lo, porque o amor que cultivo tornou-se banal.

Eu que cultivo cata-ventos e pipas pra brincar com o vento de encontrar os caminhos certos nesse céu coberto de nuvens. Encontrar o meu pedacinho de céu. E eu busco meu sol.

Aquele que vai brilhar e me aquecer, e que vai brilhar mesmo nas noites frias, pra mostrar que não precisa de motivos pra ser meu. Ele é. E ele é meu nos dias e nas noites, preenchendo de amor os cantinhos do meu mundo, preenchendo até buracos de feridas antigas.

O meu sol que brilha é ele. E ele me ensinou a curar os pés pisados e a novamente dançar. Nas pontas dos pés, girando e girando, ao som da sua voz e seus risos, os sons mais lindos, como melodias clássicas arranhando meus ouvidos.

Meu Deus, quanto tempo eu demorei pra entender, demorei tanto pra enxergar. Quanto tempo será que ainda tenho? Antes que ele me veja dançando feliz e fuja pra brilhar outras meninas que ainda não sabem dançar.

sábado, 28 de fevereiro de 2009

O amor existe e eu acredito nele.


Amo. Essa vida toda e tudo o que ela me proporciona. Todas as filosofias, mitologias, amo olhar e pensar. Como se eu precisasse absorver cada detalhe para respirar melhor. Como olhava Kant para o seu campanário. Amo.

Amo esse amor descabido de sentidos e palavras, transbordando alegrias e arco-íris. Amor sofrido ou amor fácil, não interessa o tipo. Amo.

Amo tanto que posso me declarar mil vezes sem medo de parecer que amo demais. Porque quem ama de verdade não ama de mais nem de menos. Se é amor é sempre na medida em que tem que ser. Então eu amo, amo, amo, amo e amo. Ao cubo, ao quadrado, amo multiplicado pela raiz quadrada de 20.

Quem não acredita em amor deve ser uma pessoa pra lá de triste. Porque eu enxergo amor em tanta coisa que eu vivo feliz e rindo sozinha pelos cantos. Minha sobrinha é amor. Puro amor. Tudo nela me aquece por dentro. Minha família é amor. Meus amigos. Meus amigos são um dilúvio de amor! Até minha cachorrinha se aninhando no meu colo pra dormir é amor.

É amor a saudade, o carinho, aqueles olhares de canto de olho... É amor até aquela vontade de xingar o mundo quando aquela pessoa não te liga. Tudo o que te causa maremotos é amor.

E eu amo. Cada pedacinho do meu dia, cada indecisão, cada idéia. Todas as emoções que circulam dentro de mim, até aquelas que nadam contra a maré. Eu amo. Amo. Amo. Amo.

E eu me declaro pro mundo. Finalmente saí de cima do muro, subi no telhado e gritei com coragem explodindo na minha garganta, “amor, meu amor, eu te amo!”.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

É, eu pulei carnaval!

Lá se foi o carnaval. Depois de curtir o feriadão na praia do Cassino com minha amiga Jamila, retorno para Pelotinhas toda feliz.

Na real eu nunca gostei de carnaval. Odeio, na verdade. Sou meio ET nesse quesito e não tenho problemas em admitir, não. Simplesmente não me atrai essa coisa toda que envolve o feriado: desfiles com gente besta e seminua passando na TV, mais gente besta e alcoolizada nas ruas, beijando loucamente como se suas bocas fossem desentupidores de privadas. Bando de gente sem noção e besta.

Sim, tenho total abominação por estes tipos de comportamentos, me chamem do que quiser. Nunca fui assim, obrigada.

Apesar disso, aprendi a curtir o carnaval de uma forma que me agrade. Pra não ficar em casa de cara amarrada tocando algum CD a todo volume pra abafar os sambas vizinhos, comecei a me unir a amigas que também preferem uma curtição mais saudável, e aí passei a gostar do feriado, finalmente.

Hoje eu adoro um carnaval de rua, a santa corrompida pelo espírito carnavalesco.

Mas me mantenho longe da fanfarra tosca, eu aproveito por estar na companhia das amigas, dando risada dos garotos malas com suas cantadas ridículas e das putinhas de plantão com suas saias que mais parecem cintos de tão curtas.

E esse carnaval ainda por cima, eu e Jamila curtimos um sol, pegamos uma praia... Tudo certo! Foi divertido passar uns dias com essa minha amiga que eu amo e matar a saudade, já que fazia séculos que não passávamos um tempo juntas.

Foi divertido ler e trocar livros, encharcar as toalhas na areia molhada e grudenta, se meter no meio de um bloco sem saber o nome só porque era do grêmio – nós, garotas gremistas. Foi divertido ficar na nossa cabana e no nosso “orfanato” (o apelido que demos pro nosso meigo quarto), e imaginar nosso apê nos EUA que dividiremos um dia. Foi divertido nosso “bloco de duas”, as Diabinhas Cor-de-rosa. Tirar fotos e ter nossa foto tirada por gentis PMs de Bagé (ô, belos PMs aqueles!). Divertido sair pra fazer compras, e divertido também nossos altos olhares trocados com dois estrangeiros (de onde mesmo?!), em um posto.

Foi bom demais. Claro, faltaram determinadas companhias. Outra amiga minha, Miúcha, me disse várias vezes quando estava partindo pra minha viagem de carnaval, “vai rolar surpresinha”. Bom, amiga, a única surpresinha que eu tive é que a gente nem sempre tem o que quer. Mas eu comprei um DVD do Blondie ontem, de um show de 1978, então volto pra casa com In The Flesh tocando na cabeça e feliz. E essa felicidade ninguém me tira. E tenho dito.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

[o que rola no messenger]



(23:41) Jamila:
era só o q me faltava
(23:41) Jamila:
eu fui uma única vez no cinema com ele
(23:41) Jamila:
e ele nem pagou pra mim
(00:02) Denny - \O:
HEAAHEAEHAEHAEHHAEHAEHAHAEHAHEHEAAHEAEHAEHEAH

essa guria não dá moleza pra ninguém.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

E as coisas voltam ao normal por aqui. (pelo menos por aqui)

Chega de silêncio.
Embora não tenha muita coisa pra dizer no momento.
Hoje passei só pra tirar esse blog de suas férias temporárias. Foi mais uma folga, né?

Ando mascarando vontades por causa de um desespero contido de não me decepcionar. Sou medrosa mesmo, disso não tenho dúvidas. Tenho um medo danado de me machucar, e quem não tem? Eu era daquelas que se jogava de cabeça nos sentimentos, abrindo o coração rápido demais, o que apenas me trazia de brinde sofrimentos rápidos demais. Ser assim, como agora, bancando uma pose blasé, requer tanto esforço que eu acordo todo dia cansada. Me canso só de pensar que vou ter que passar o resto do dia segurando o freio de mão.

Cansa ser medrosa.

Ando me sentindo uma chata que não sabe olhar pra ele sem esquecer como é que se respira e sem sorrir feito uma idiota. Não gosto de me sentir vulnerável. Nem um pouco. Sintoma de minha personalidade medrosa.

E eu não tenho mesmo nada mais pra dizer a não ser que eu sou uma medrosa cansada de sentir tanto medo. Alguém me explica porque eu tenho que sentir tanto, pensar tanto, ser tão exageradamente demais que dá medo?

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

eu sigo mascando coisas doces pra esconder que você me deixou azeda por dentro


Dessa vez não é tão doloroso. Embora doa pra cacete. Não é tão exageradamente triste. Tão fim de mundo. Dessa vez não existirão sessões deprê com músicas de cortar os pulsos tocando a todo volume. Nem noites em claro em pleno escuro. O fim será iminente, claro e curto. Será mais um fim entre tantos outros.

Pensar que este fim é diferente porque é com você pode até afetar algumas partes já dormentes do meu corpo, mas eu limito pensamentos, faço média na frente do espelho. E esse fim passa rasante, impune, com o mesmo gosto azedo dos outros, mas com uma única diferença: dessa vez eu estou pouco me lixando.

Chega de remoer a amargura dos términos de coisas que nem mesmo tiveram um começo. De coisas que não sei definir. Prefiro me entupir de Mentos de frutas vermelhas. E sai o amargo real, entra o doce artificial. Quase igual ao que era você antes desse fim previsível. Tão previsível que nem deu tempo de chorar.

Dessa vez o fim foi tão, mas tão previsível que não dá nem pra te odiar. E eu não odeio. Eu só odeio a mim mesma porque eu sabia que não daria certo. Eu sabia. E agora embora doa um pouquinho eu me recuso a sofrer. E me recuso porque sofrer por você seria banal demais. Não que você não mereça ter alguém que sofra por você. Só não merece a mim. Não eu.

Achei que tinha começado o ano tão bem, tão centrada e feliz. E agora caminho a esmo tentando lembrar onde eu enfiei toda essa alegria que era tão alegre que explodia. Já nem sei. E caminho passos lentos e sem vontade. Nem sei pra onde. Sei apenas que é o fim. Aquele, previsível. O fim que eu sabia que chegaria, só não sabia que seria tão cedo.

E eu sigo mascando coisas doces pra esconder que você me deixou azeda por dentro. Até repunar.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Selo “Olha Que Blog Maneiro”


Para agradecer Érika por me premiar com este selo aí, e também o segundo selo do meme, vou repassar a brincadeira do primeiro.

Antes de mais nada, aí vai o blog dela pro pessoal conferir:
http://atitudeirevir.blogspot.com/


Já teve curiosidade de ver sua caricatura?


1- Exiba a imagem do selo “Olha Que Blog Maneiro” Que vc acabou de ganhar!!!

2- Poste o link do blog que te indicou.(muito importante!!!)

3- Indique 10 blogs de sua preferência.

4- Avise seus indicados.

5- Publique as regras.

6- Confira se os blogs indicados repassaram o selo e as regras.

7- Envie sua foto ou de um(a) amigo(a) para olhaquemaneiro@gmail.com juntamente com os 10 links dos blogs indicados para vericação. Caso os blogs tenham repassado o selo e as regras corretamente, dentro de alguns dias você receberá 1 caricatura em P&B.



Como tenho que indicar 10 blogs, ai vai uma lista:











sábado, 17 de janeiro de 2009

Eterna Turma C


Algumas coisas são eternas. Alguns laços nunca se desfazem completamente. Várias pessoas passam por nossa vida deixando marcas. Algumas ficam. Algumas se vão. E algumas vão, mas nunca realmente nos deixam. São vidas que se cruzam, que se entrelaçam de tal forma que é quase impossível ficar muito tempo longe. Pessoas que fazem falta.

E existe essa turma. Uma turma sem igual, única, forte, indescritivelmente unida. Uma turma que desde o início mostrou-se diferente das outras. Peculiar e de personalidade forte, assim como todas as pessoas que dela fazem parte. Uma turma que se define por uma única letra: C. A Eterna Turma C.

Juntos desde os primórdios tempos do colégio. Uns juntos desde os 4 anos, outros que foram aos poucos entrando, mas todos igualmente importantes. Foi no nosso querido Colégio Municipal Pelotense que nossas vidas se cruzaram, amizades foram feitas, desfeitas, refeitas, e onde grupinhos foram criados.Muitas foram as brigas, rixas, discussões. Muitos foram os desentendimentos, as gozações e diferenças. Mas, ao mesmo tempo, desenvolvemos um sentimento de complacência, nos apoiamos – “ninguém deda ninguém” -, todo mundo está junto. E caminhamos junto a jornada escolar.
Já faz tempo, mas em nossas memórias a turma C é sempre lembrada com carinho. Qualquer outra turma se dispersaria com o passar do tempo. Cada um vai tomando um caminho diferente, o contado diminui até não existir mais. Nós não. Cada um foi em busca de seus sonhos, mas o carinho pela turma fez com que o contato nunca morresse.
Nossas reuniões são sempre cheias de história pra contar. Risadas, fotografias, quando estamos juntos tudo é alegria! Nós somos quem somos, cheios de semelhanças, cheios de diferenças. E é isso que nos completa, que nos torna a bela turma que fomos e sempre seremos. A gente pode até tentar explicar essa relação que temos, mas quem é de fora nunca entende nosso elo, mas nós nos entendemos, e isto basta.
E dedico este post hoje a eles. Eternos Gatos Pelados. A turma que nunca deixará de ser turma. Estaremos sempre juntos, desde reuniões em pizzarias, aqui em casa, ou invadindo o colégio às duas da manhã para tirar fotos – foi como essa foto foi tirada.

meme

Como fui indicada nessa brincadeirinha duas vezes, uma por Mali e outra por Loli, resolvi fazer hehehe

As regras são:

1. Linkar a pessoa que te indicou;

2. Escrever as regras do meme em seu blog;

3. Contar 6 coisas aleatórias sobre você;

4. Indique mais 6 pessoas e coloque os links no final do post;

5. Deixe a pessoa saber que você o indicou, deixando um comentário para ela;

6. Deixe os indicados saberem quando você publicar seu post.

--

6 coisas aleatórias sobre mim.

1- Tenho aracnofobia.

2- Tenho também uma paixão louca por livros, a primeira coisa que faço quando abro um é cheirá-lo. Coisa boa cheirinho de livro novo!

3- Tocava violão, mas faz anos que não toco no coitado.

4- Não tenho aptidão alguma para esportes. No colégio, educação física era para mim o mesmo que tortura. E eu não estou exagerando. Eu amava era o Ballet. Dancei dez anos.

5- Eu penso demais. Analiso demais. Para tudo que acontece eu tenho que elaborar razões, tentar decifrar seus significados. Eu tenho uma constante necessidade de entender tudo que acontece ao meu redor. Obviamente, eu normalmente falho.

6- Estou começando a achar que talvez eu esteja me apaixonando.

--

Minhas indicações:

Minha Marida, a mujer da minha vida hehe, Ari.
Minha BFF, Jamila.
Luh, pra ver se ela atualiza aquele blog de uma vez.
A querida Gerlaine que sempre passa por aqui. E Leire também.
E na falta de um sexto blog vai o fotolog da Kita mermo. ehaehaehaeh

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

feito louca querendo como se querer adiantasse alguma coisa


Eu quero um homem interessante. Alguém que tenha algo a dizer. E que fale – cansei daqueles que só sabem latir.

Quero um homem que me faça rir. Mas que não seja idiota. Eu quero alguém com um humor inteligente, quase sagaz. Mas que saiba a hora de fazer piada e a hora de ser sério. Não tem nada mais broxante do que aqueles caras sem noção que levam tudo constantemente na brincadeira.

Eu quero um homem que me olhe nos olhos e que coloque mão na minha nuca quando me beija. Quero alguém que consiga me arrepiar os pelinhos do braço.

E eu quero um homem que não tenha medo de ser carinhoso comigo na frente dos seus amigos. E que aguente e leve na esportiva as piadinhas que disso resultarão.

Quero alguém que roube beijos, carinhos, que roube o meu coração. E eu quero que ele saiba fazer isso de mansinho e da forma mais sutil possível.

Eu quero alguém que me desafie, que me complete e que seja aquele pedacinho que faltava do quebra-cabeça que é o meu peito.

Eu quero alguém que abra um sorriso quando me vê e que sinta minha falta.

Eu quero um homem que me provoque, mas que nunca, nunca me ridicularize. Eu quero um homem que não se sinta menos homem por me amar.

Quero alguém que me ame. Sem muitas racionalizações, sem medos. Que me ame apenas. E que seja meu sem ser metade. Eu quero alguém que se sinta inteiro ao lado de uma mulher inteira, somando dois. Dois que se amam, se encaixam que nem pecinhas de quebra-cabeça. E que a figura que elas formem seja a mesma.