sábado, 28 de fevereiro de 2009

O amor existe e eu acredito nele.


Amo. Essa vida toda e tudo o que ela me proporciona. Todas as filosofias, mitologias, amo olhar e pensar. Como se eu precisasse absorver cada detalhe para respirar melhor. Como olhava Kant para o seu campanário. Amo.

Amo esse amor descabido de sentidos e palavras, transbordando alegrias e arco-íris. Amor sofrido ou amor fácil, não interessa o tipo. Amo.

Amo tanto que posso me declarar mil vezes sem medo de parecer que amo demais. Porque quem ama de verdade não ama de mais nem de menos. Se é amor é sempre na medida em que tem que ser. Então eu amo, amo, amo, amo e amo. Ao cubo, ao quadrado, amo multiplicado pela raiz quadrada de 20.

Quem não acredita em amor deve ser uma pessoa pra lá de triste. Porque eu enxergo amor em tanta coisa que eu vivo feliz e rindo sozinha pelos cantos. Minha sobrinha é amor. Puro amor. Tudo nela me aquece por dentro. Minha família é amor. Meus amigos. Meus amigos são um dilúvio de amor! Até minha cachorrinha se aninhando no meu colo pra dormir é amor.

É amor a saudade, o carinho, aqueles olhares de canto de olho... É amor até aquela vontade de xingar o mundo quando aquela pessoa não te liga. Tudo o que te causa maremotos é amor.

E eu amo. Cada pedacinho do meu dia, cada indecisão, cada idéia. Todas as emoções que circulam dentro de mim, até aquelas que nadam contra a maré. Eu amo. Amo. Amo. Amo.

E eu me declaro pro mundo. Finalmente saí de cima do muro, subi no telhado e gritei com coragem explodindo na minha garganta, “amor, meu amor, eu te amo!”.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

É, eu pulei carnaval!

Lá se foi o carnaval. Depois de curtir o feriadão na praia do Cassino com minha amiga Jamila, retorno para Pelotinhas toda feliz.

Na real eu nunca gostei de carnaval. Odeio, na verdade. Sou meio ET nesse quesito e não tenho problemas em admitir, não. Simplesmente não me atrai essa coisa toda que envolve o feriado: desfiles com gente besta e seminua passando na TV, mais gente besta e alcoolizada nas ruas, beijando loucamente como se suas bocas fossem desentupidores de privadas. Bando de gente sem noção e besta.

Sim, tenho total abominação por estes tipos de comportamentos, me chamem do que quiser. Nunca fui assim, obrigada.

Apesar disso, aprendi a curtir o carnaval de uma forma que me agrade. Pra não ficar em casa de cara amarrada tocando algum CD a todo volume pra abafar os sambas vizinhos, comecei a me unir a amigas que também preferem uma curtição mais saudável, e aí passei a gostar do feriado, finalmente.

Hoje eu adoro um carnaval de rua, a santa corrompida pelo espírito carnavalesco.

Mas me mantenho longe da fanfarra tosca, eu aproveito por estar na companhia das amigas, dando risada dos garotos malas com suas cantadas ridículas e das putinhas de plantão com suas saias que mais parecem cintos de tão curtas.

E esse carnaval ainda por cima, eu e Jamila curtimos um sol, pegamos uma praia... Tudo certo! Foi divertido passar uns dias com essa minha amiga que eu amo e matar a saudade, já que fazia séculos que não passávamos um tempo juntas.

Foi divertido ler e trocar livros, encharcar as toalhas na areia molhada e grudenta, se meter no meio de um bloco sem saber o nome só porque era do grêmio – nós, garotas gremistas. Foi divertido ficar na nossa cabana e no nosso “orfanato” (o apelido que demos pro nosso meigo quarto), e imaginar nosso apê nos EUA que dividiremos um dia. Foi divertido nosso “bloco de duas”, as Diabinhas Cor-de-rosa. Tirar fotos e ter nossa foto tirada por gentis PMs de Bagé (ô, belos PMs aqueles!). Divertido sair pra fazer compras, e divertido também nossos altos olhares trocados com dois estrangeiros (de onde mesmo?!), em um posto.

Foi bom demais. Claro, faltaram determinadas companhias. Outra amiga minha, Miúcha, me disse várias vezes quando estava partindo pra minha viagem de carnaval, “vai rolar surpresinha”. Bom, amiga, a única surpresinha que eu tive é que a gente nem sempre tem o que quer. Mas eu comprei um DVD do Blondie ontem, de um show de 1978, então volto pra casa com In The Flesh tocando na cabeça e feliz. E essa felicidade ninguém me tira. E tenho dito.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

[o que rola no messenger]



(23:41) Jamila:
era só o q me faltava
(23:41) Jamila:
eu fui uma única vez no cinema com ele
(23:41) Jamila:
e ele nem pagou pra mim
(00:02) Denny - \O:
HEAAHEAEHAEHAEHHAEHAEHAHAEHAHEHEAAHEAEHAEHEAH

essa guria não dá moleza pra ninguém.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

E as coisas voltam ao normal por aqui. (pelo menos por aqui)

Chega de silêncio.
Embora não tenha muita coisa pra dizer no momento.
Hoje passei só pra tirar esse blog de suas férias temporárias. Foi mais uma folga, né?

Ando mascarando vontades por causa de um desespero contido de não me decepcionar. Sou medrosa mesmo, disso não tenho dúvidas. Tenho um medo danado de me machucar, e quem não tem? Eu era daquelas que se jogava de cabeça nos sentimentos, abrindo o coração rápido demais, o que apenas me trazia de brinde sofrimentos rápidos demais. Ser assim, como agora, bancando uma pose blasé, requer tanto esforço que eu acordo todo dia cansada. Me canso só de pensar que vou ter que passar o resto do dia segurando o freio de mão.

Cansa ser medrosa.

Ando me sentindo uma chata que não sabe olhar pra ele sem esquecer como é que se respira e sem sorrir feito uma idiota. Não gosto de me sentir vulnerável. Nem um pouco. Sintoma de minha personalidade medrosa.

E eu não tenho mesmo nada mais pra dizer a não ser que eu sou uma medrosa cansada de sentir tanto medo. Alguém me explica porque eu tenho que sentir tanto, pensar tanto, ser tão exageradamente demais que dá medo?

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009