quinta-feira, 14 de maio de 2009

Negativo, capitão.


Não.

É a palavra do dia.

Não pra essa burrice generalizada do mundo, essa cegueira coletiva. Não pra todos esses babacas que não tem mais o que fazer e ficam bisbilhotando a vida alheia. Nessas horas é legal olhar pro seu próprio umbigo, meu amigo, vá por mim.

Não pra falta de criatividade, pra falta de vontade, não pra falta absurda que algumas coisas fazem. Sentir falta é uma merda e também merece meu não. Chega de lamentar passados, passos em falso, chega de desejar coisas além do nosso alcance.

Um não bem grande pras pessoas sem noção, pros idiotas de plantão, não pra todos aqueles que me causam vergonha alheia. E não pra todos aqueles que me fazem perder tempo. Odeio perder tempo. Inutilidades me frustram; não pra tudo isso também.

Não pros chatos, pras pessoas invisíveis, pra quem escreve errado, porque erros de ortografia me irritam. Sabe aqueles que escrevem ‘justissa’ e ‘oço’ achando que ta super certo? Não, caramba!

Se eu seguir dizendo não me verei negando metade do mundo. Parei por aqui. Embora isso não signifique muita coisa mesmo. Seguirei negando metade do mundo, admitindo ou não. E eu sofro com isso. Mas prefiro negar do que fazer parte da palhaçada toda que eu listei.

Enfim, não. Eu disse não, meu filho! Seja bonzinho e não insista.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Dai-me paciência!





Passei três dias mal humorada. De cara com a vida. De cara com as pessoas. Tudo parecia três vezes mais absurdo. Três vezes mais ridículo. Mas foi o terceiro dia de mau humor que realmente me tirou do sério. Eu odeio - odeeeeio - quando você está caminhando na rua e passa um pervertido pra falar alguma merda.

Sério. Isso me irrita profundamente. E me irrita porque nunca é um homem lindo, alto, gostoso te passando um xaveco manjado do tipo "que linda" ou "que olhos bonitos". Brega, mas passável. Mas é sempre um velho zoado e nojento falando uma merda do tipo "gostosa" ou "que peitinho", seguido por um som que só pode ser comparado ao som de alguém chupando o último restinho do milk-shake com o canudinho.

Então, visualize: eu, com meu bom humor tremendo (ironia detected) caminhando na rua, quando um infeliz motoqueiro fala uma dessas merdas pra mim. Visualize então, agora, eu puuuuuta de raiva, mandando o motoqueiro tomar no cu.

Quase fiz um cara que estava na calçada se engasgar ccom a água que tomava porque se matou rindo da minha reação. Por pouco não ri junto, não fosse a velha do lado dele que largou um "que boca suja", toda recriminadora. Ah, vovó, vá pra casa ser Sessão da Tarde! A pessoa não pode nem falar palavrão em paz agora? Odeio puritanismo. Eu falo palavrão quando estou de cara, e daí?!

Pra fechar o ciclo, chovia. Loucamente.

Mas a noite me salvou. Reuni umas amigas, comemos pizza, bebemos vinho e demos muitas risadas. Incrível, não existe remédio melhor pra quando se está mal humorada: amigos. Aliás, amizades verdadeiras curam muitas coisas nos nossos corações cansados. E eu ando muito cansada ultimamente, viu? Taí a razão de tanto mau humor. Meu coração, coitado, está parecendo bola murcha. Não consigo encontrar a danada da bomba de ar... Daqui a pouco apelarei para o eBay.

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Meu cantinho. Meu desabafo. Nada mais justo.


Antes de qualquer coisa responderei a pergunta inevitável:

- Por que você parou de postar no blog?

Não parei, foi um hiato. Sabe quando você sente que não tem nada que preste a dizer? Ou quando você acha que o que você quer dizer gerará um único e solene comentário: “grande merda”?

Então, foi isso aí. Mas cá estou eu. Não posso viver muito tempo longe. Gosto desse meu cantinho, gosto de saber que ele me reflete, gosto de saber que alguém lê, gosto dos comentários.

Sabe de uma coisa? Gosto até mesmo de saber que existem pessoas que não gostam do meu cantinho, que reclamam dos meus textos, que se enxergam neles, mesmo quando eles não lhe dizem absolutamente nenhum respeito (oi, Garoto Estranho. Sentiu a alfinetada?). É, na verdade é uma pessoa só, e eu acho até engraçado.

Falando em engraçado, e mudando de assunto - e de pessoa -, acho divertido quando as pessoas não sabem lidar com divergências. Ninguém é igual a ninguém, até nas melhores amizades existirão diferenças - salientes. Acho engraçado alguém nos acusar de hipócritas quando ela mesma age na hipocrisia. Falar de barraco do morro quando se já viveu em uma mansão?

Existe uma coisa chamada amizade, que ao se estabelecer e ao se cultivar, vai aos poucos se fortalecendo. Os vínculos se tornam mais fortes, não porque apenas estamos ali, mas porque nos dedicamos a fortalecê-los. E se essa amizade não se estabeleceu, e se ao contrário o que vingou foi o afastamento, não venha apontar dedos. Não existem culpados. Simplesmente não rolou.

Eu provavelmente nem deveria me pronunciar a respeito, mas precisei desabafar um pouquinho pelo menos. Um pouco sobre um garoto, um pouco sobre uma garota. Sendo que a única coisa em comum entre eles é que eles habitam minha vida fingindo interesse. Agora desculpem, mas encerrarei por aqui, porque tenho que ir ali fingir que me importo.