quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

CORREÇÃO: "É um menino!"

(thanks Lullys pela foto kkk)


Coragem, meu povo. Coragem!


Anotem este dia em seus calendários, circulem, sublinhem. Lembrem que foi neste: 22 de dezembro de 2010, o dia que aconteceu algo inusitado. Erro médico, equívoco, como me justificaram no hospital. Em novembro fiz uma ecografia pra descobrir o sexo. O médico olhou, olhou e a história toda está contada neste post.


Depois disso tudo teve: espalhar pra família, espalhar pros amigos, espalhar pra todo mundo, ganhar roupinhas de menina, e minha mãe comprar um cercadinho rosa Pink, kit de berço, tudo rosa. E o nome, pobre criança, sendo chamada de Bebel. Ainda bem que o bebê está começando a escutar faz pouco, abapha, meu filho.


Então hoje, lá vou eu para uma ecografia de rotina, a morfológica. Pra conferir os órgãos e pápápá. Leo vai comigo pela primeira vez. Lá estamos nós, vendo nosso bebê se mexendo nervoso, e o médico pergunta se eu já sei o sexo. Digo “menina”. Ele ainda faz um “uhum”. Daí olha mais, olha mais, olha mais, e... “Espera um pouquinho que eu vou chamar outro médico, ta? Só pra confirmar tudo”.


Ok. Fomos ali esperar. Chega o outro médico, ele refaz o exame. “Tu disse que era menina?” eu “Sim”. Ele “Mas é um menino, ali o pinto dele”. O_____________O


O Leo de repente se tornou a pessoa mais feliz desse universo. Eu comecei a rir sem parar porque eu também tinha um feeling de que seria menino. Lá no início. Daí quando me disseram que era menina, deixei pra lá. ONTEM disse pro Leo “Imagina se nos dizem que é um menino?”. Alguma coisa dentro de mim estava apitando.


Tai. Não sou louca. É um menino. Dessa vez, tudo confirmado, com fotinho e tudo. O médico tirou uma fotinho do pinto dele pra gente espalhar pelo Brasil. Kkkkkkkkkkkk

Gente, HEAIUHAUIHEIAEHUIAEHUIAHEUIAHEUIHEUEHUAHEAUHEUIHEI
Vou ficar dias rindo disso. Meu filho nem nasceu e já está sendo alvo de piadinhas das amigas. Vai nascer escutando que um dia foi menina. OH SHIT.
Estou in shock e apavorada com as coisas que compramos e precisamos trocar. De jeito nenhum filho meu vai dormir em coisas rosas. Ou eu troco tudo ou eu vendo. Já avisei minha mãe que ela dê jeito de trocar o que comprou. Dai ela diz que o pimpolho já começou a aprontar desde cedo. NÉ?! Se isso for um gostinho do quando esse meu filho vai me dar trabalho, ACODE essa pessoa que vos escreve.

Vamos de novo:
É UM MENINO!
Reformular tudo, repensar o quarto, repensar as cores, reavisar a família, as amigas...
AHEUAIHEUIEAHUEAIEHIAUEUIAEUIAEHIUH
Viva o Lucas! (acho que será esse o nome – ainda estou digerindo a situação)

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Queda livre


Vidas que a gente não escolhe. Não temos o direito de colocar o dedo na cara de ninguém, de dizer como as coisas deveriam ser, de querer tudo de certa maneira, estipulando certos e errados. Não temos direito a nada disso se formar parar para pensar. A gente não escolhe a vida que tem, a vida que vai ter, a gente só segue o barco torcendo pra que não tenha uma cachoeira no meio do caminho, ondas muitos fortes, rochar perigosas. A única coisa que a gente pode fazer realmente é torcer.

E a gente torce com mais vontade a cada curva, a cada bater de remos. A gente torce sabendo que podemos tentar mudar o rumo, mas mudar realmente ninguém nunca consegue. É um direito que temos de tentar, mas não é direito nosso conseguir. E a mega e enorme cachoeira vai te carregar montanha abaixo, você no seu barquinho surrado e gastado pelo tempo. Quem disse que você vai sair vivo dessa queda livre? Ninguém te diz nada. Porque ninguém sabe, ninguém nunca precisou saber de nada. É só deixar-se levar.

Todo mundo se deixa levar pela vida como se ela já soubesse seu próprio trajeto. Como se destino fosse realmente concreto, e nossos caminhos determinados na maternidade, já diria Cazuza. Quem disse? A não ser Cazuza, e os esperançosos/românticos de plantão? Ninguém te disse. Ninguém vai te dizer nada disso. Pelo contrário, vão dizer "lute" "corra atrás". Todo mundo atirando osso pra todo o resto ir pegar. Bando de animais adestrados. Quem disse que o osso que você me oferece é aquele que eu quero?

E se eu quiser alguma coisa extraordinariamente diferente? E se eu quiser outra coisa que não aquela que eu busquei a vida inteira? E se eu quiser correr atrás do osso do vizinho, qual o problema? Eu quero e vou. Nem que eu seja patética fazendo isso. Nem que todos riam da minha cara, me chamem de louca, de ingênua. Eu quero, eu vou tentar. Eu posso. Simples assim. Eu posso tentar pois ninguém está aí pra me impedir disso. Sim, talvez eu não consiga.

Talvez não seja mesmo pra mim. Mas ninguém, nunca, jamais, pode me impedir de tentar alguma coisa. De todos os direitos que nos são dados, nos são retirados, de todas as coisas que não são predeterminadas, não existem regras contra o tentar. Então danem-se os outros, eu, a menina que nunca fez nada diferente do que esperavam que ela fizesse, vai chutar o pé da barraca, vai mandar todo mundo à merda, e vai fazer pela primeira vez na vida alguma coisa que ela realmente quer. Vai se jogar de barquinho e tudo naquela maldita cachoeira e vai despencar. Vai arriscar tudo o que tem, ou pensa que tem, mas ela vai. Porque o que ela quer está lá embaixo. Ela vai tentar. O resto é puramente o resto.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

No 5º mês

As últimas três semanas foram de altas emoções. Bebel já vivendo aventuras na barriga da mãe. Semana passada eu peguei uma gripe forte, e da gripe veio a bronquite que me rendeu uma crise asmática nessa última segunda-feira. Acordei e não conseguia respirar, mesma coisa que já me aconteceu esse ano, em julho.

Mas vamos pelo começo. Já na sexta entrei em contato com minha GO, porque fiquei preocupada com a possibilidade da gripe piorar e eu não poder tomar medicação. A doutora me indicou um spray nasal fraquinho, nada de sorine. E dipirona. Tomei o remédio no final de semana com a maior culpa do mundo. Embora ela tenha dito que não iria afetar a Bebel, fiquei meio sentida de ter que engolir medicamento. Maaaas, melhor tomar do que piorar e eu precisar de algo mais forte ainda, não?

Bem, até aí tudo okay. Até começar a sentir falta de ar no domingo. Foda. Pra dormir? Mais foda ainda. Segunda-feira: eu sem ar. Lá fui eu pro pronto socorro fazer nebulização e tomar agulhada. O obstetra de plantão no hospital recomendou que eu passasse o dia repousando e ligasse pra minha GO. Não sem antes escutar o coraçãozinho da minha filha pra me tranqüilizar hehehehe

É forte minha guria, eu lá atirada na maca e ela dando cambalhota dentro de mim. Ainda bem =)

Liguei pra doutora quando cheguei em casa, e no mesmo dia ela me atendeu. Depois de um exame rápido na Bebel, ela foi bem direta: preciso e precisarei durante toda a gestação do acompanhamento de um pneumologista. De agora em diante, devo me considerar uma gestante asmática, o que pode reduzir minhas chances de ter um parto normal.

Fiquei bem chateada com essa informação =/ A médica disse que preciso me tratar, ou não terei capacidade respiratória pra aguentar um parto, podendo ter uma crise no meio. Imagina, que horror! O_O Maaaas, de novo, vamos com calma. Na terça mesmo consegui ser atendida por uma pneumologista – que foi super atenciosa comigo, aliás – e já estou me cuidando. Vamos enfrentar essa e quem sabe, eu terei condições daqui uns meses de ter minha filhinha de parto normal.

No momento, descanso em casa, pois a pneumologista me recomendou repouso o resto da semana. Além disso, comecei a usar bombinha três vezes ao dia, e a tomar dois remédios diferentes pros meus pulmões, um duas vezes ao dia, o outro de 6h em 6h. Mais o spray nasal fraquinho pra gripe que ainda persiste. Mais o ferro e ácido fólico que tomo duas vezes ao dia. Farmácia ambulante SOU EU. HEAHAHAE

Só rindo, viu? Preciso ajustar os horários dos diversos remédios no meu celular senão me perco nas contas. Em janeiro faço uma espirometria, ou teste do sopro, pra ver minha capacidade respiratória.

Quanta coisa, não? E não contei tudo. Não contei a melhor parte destas últimas semanas. ENCONTREI CEREJA MANOLOO!!!! EAHIUEHAIHAEHAIHEIAHIAUHIAUH Imagine a pessoa mais feliz do mundo: eu, quando encontrei cereja no supermercado. É época, coisa linda! Nem preciso dizer que Bebel não terá cara de cereja porque eu já devo ter comido 1kg da fruta, né? Pois é.

Amanhã vou pra Pelotinhas (colo de mãe, sabe como é). Tenho formatura da sobrinha linda e amigo secreto com as melhores amigas do universo. Só isso já vai dar uma boa melhorada na minha saúde, certeza.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Uma carta para minha filha




Não vejo a hora de te conhecer. De estudar o teu rosto, as tuas mãos. De saber qual é a cor dos teus olhos. Não vejo a hora de te ter ao meu lado, todos os dias, e escutar o som da tua respiração. Te ver ensaiar movimentos e gestos, nos imitando instintivamente. Não vejo a hora de conhecer o teu sorriso.

Eu vivo aguardando o momento que vamos ser apresentadas uma a outra. O dia em que tu entrares na minha vida definitivamente. Eu fico esperando e me preparando pra te receber. Pensando nas milhares de coisas que eu posso fazer pra te deixar confortável e feliz. Eu aguardo com amor, tanto amor, que eu já sinto por ti. E eu sonho contigo, e tudo o que eu faço, desde que descobri que você viria, é cuidadosamente pensado. Pensado em você.

Não vejo a hora de mostrar que sou merecedora de ti. De te cuidar como precisas. De te ajudar a crescer alegre e inteligente. Quero ser não apenas tua mãe, mas tua amiga, tua parceira. Você já é, pra mim, minha mais nova fiel escudeira. Minha mina de ouro. Um presente que eu nunca esperei ganhar da vida, mas ganhei.

Antes que eu comece a chorar feito uma pateta, só queria deixar registrado que eu estou te esperando com a maior felicidade do mundo. Pronta pra te ver nascer, crescer e se desenvolver como ser humano. Te ver ser criança, menina, e um dia mulher. Nunca se esqueça de ter caráter e juízo. Ser uma mulher interessante é muito mais do que maquiagem na cara. É sabedoria e bondade.

E eu vou estar lá, em todos os momentos da tua vida, pois eu sei que minha vida será eternamente ligada a tua daqui em diante. Tu és o meu pedacinho de céu estrelado, da noite de lua cheia mais linda e brilhante que já se viu. E ao mesmo tempo tu és o meu sol em um céu limpo e azul. Tu és o meu bebê. Minha filha, minha fortuna.
Te amo,
Mamãe.

Bicho Papão





Eu ainda tenho medo daquele monstro voltar. Tremo só de pensar na possibilidade dele me encontrar novamente. Preciso que ele continue a me perder de rumo, cada vez mais. Preciso que ele procure outras criancinhas indefesas para traumatizar. Eu ainda temo, em cada fibra do meu ser, que aquele monstro retorne por qualquer motivo que seja. Preciso que ele fique longe, sem meu endereço ou telefone.


O monstro pode voltar, é o que eu fico pensando mentalmente. Ele pode um dia voltar, como já fez antes, e querer me assustar de novo. Ele pode querer me aterrorizar novamente só pra saber se ainda consegue. A pergunta é: ele conseguiria? Eu não sei responder, pois não consigo pensar nem na possibilidade de enxergar o monstro de novo, que dirá enfrentá-lo.


Sou uma criancinha inocente que pensa que cresceu. Mas se eu cresci mesmo, não sei. Fico devendo a mim mesma a resposta. Ainda tenho medo. Ainda tremo e sinto calafrios. Ainda olho embaixo da cama todas as noites pra me certificar que o monstro não está ali para puxar o meu pé. Ainda sou pequena comparada a tanta monstruosidade.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Nas 18 semanas de gestação

Hoje foi mais um dia de pré-natal com a médica aqui de Lajeado, dra Ana Paula.


Eu fazia dieta pra engordar na adolescência, devido minha magreza, e aparentemente nem grávida consigo ganhar peso direito. Em uma gestação ideal a grávida deve engordar 9 ou 10 kg, no mínimo. Estava com 50kg quando descobri a gravidez. Passei pra 51kg em setembro, dai fui pros 52kg no início de outubro. No final do mês já estava com 50kg de novo. Apavorei! Preciso engordar não emagrecer, hello. Agora, em novembro estou com 53kg, graças a Inri e aos panelões de milho. Abapha. Mas eu deveria mesmo estar com 54kg U_U

A médica tinha me receitado o Conbiron Fólico pra tomar todos os dias, ferro puro pra anêmica aqui. Dai eu passava mal até não poder mais. Perigando desenvolver uma gastrite, como contei em outro post já, minha médica de Pelotas (sou chique, tenho duas) me receitou Natele. Só que como nesse remédio o ferro é em bem menor quantidade, dra Ana Paula me receitou outro ferro que não vai me deixar mal, e terei que tomar duas vezes ao dia: Neutrofer Fólico.

Gostei horrores quando ela mimicou o tamanho da pílula, -not. Quase do tamanho do meu dedo mindinho. Anyway... o que a gente não faz pelos filhos =P Fora isso, tudo perfeitamente normal e tranquilo. Coisa boa. O coração da Bebelzinha está batendo lindamente e ela não para quieta. Sinto todos os dias os cutucões dela agora.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

"É uma menina!"


Havia marcado a ecografia de hoje na semana passada. Passei contando os dias na expectativa, pois a curiosidade de saber logo o sexo do meu amado baby estava me acabando. Já sou curiosa por natureza, e não saber se a pessoinha crescendo dentro de mim era menino ou menina foi um período looongo haha.

Finalmente, o dia da eco. Ontem tive a noite mais mal dormida do mundo. Passei sonhando com o exame, e quando o médico ia dizer o que era eu acordava. E assim foi a noite inteira. Teeeeeeeeeeeeeeeeenso, minha gente. Quando cheguei no hospital disse pro baby: "não vai se esconder de mim!".

Em cinco segundos da ecografia já desconfiava que era menina. Simplesmente porque o médico recém tava começando o exame e já largou "Tens um palpite? Eu já tenho o meu!". Ó pai. Então ele olhou, olhou e me mostrou: "Tá vendo aqui? É a bexiga... E aqui mais embaixo? Não tem nada né? É uma menina!". HEHEAHAEHHAEH

Na mesma hora meus olhos encheram d'água, quase pedi pro médico dar um pause no exame pra eu ir ali chorar rapidinho. Tá, eu chorei. Sou mãe de uma menina! Que não para quieta! hahaha Vi ela ali, chutando, mexendo as mãozinhas, de cabeça pra baixo na minha barriga, escondendo o rostinho. O médico cutucava minha barriga pra ver se ela virava o rosto, mas não teve jeito. Ele cutucava e ela colocava as mãos lá na cabeça, tivemos que rir. HEHEAHAEAEHEAH

É isso, gente.

Maria Isabel vem aí!!

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Vou deixar bem claro e deixar postado. Quase um Leia-me pra geral.

Ok, acho ridículo ter que me explicar, mas enfim. Parece que muita gente não compreende que, OI, eu escrevo sobre várias coisas aqui.
Comecei há pouco tempo a escrever sobre minha gravidez, mas quando criei esse blog era pra eu ter um cantinho pra deixar minhas crônicas. É eu gosto de escrever, não sou ótima, mas também ninguém é obrigado a entrar aqui, certo?
A maioria dos meus textos é sobre relacionamentos, sim. Alguns do passado, alguns inventados e ocasionalmente falo sobre o presente. OCASIONALMENTE.
Como eu sempre digo, aqui é o espaço das minhas neuroses, de eu jogar algumas coisas no ar, aleatoriamente.
Eu amo meu namorado, eu amo meu bebê, e também não vou falar horrores sobre isso porque não quero olho gordo pra cima de mim. Se falo do passado é porque ele pouco interessa mesmo, então... Se invento, cara, uma pessoa que gosta de escrever tem que exercer seu lado criativo às vezes, não?
Pra deixar claro praquelas pessoas que entram aqui e acham que EVERY SINGLE TEXT é sobre minha vida atual: tem nada a ver, criatura.
Eu escrevo sobre o que eu quiser escrever e posto na hora que bem entender. Tenho textos antigos, de anos, que ainda não postei e pretendo um dia. E daí? O canto é meu.
Agora deixem de fazer fofoca da vida alheia, abs.

Aquele antigo


Meu amor por você foi se derramando aos poucos, pelas vielas da vida, escorrendo pelos bueiros dos meus cantos escuros. Nossos abraços foram ficando escassos, distantes, ligeiros. Sem muita emoção. A vida pareceu desmoronar por todos os lados, paredes, tijolos, concreto. Tudo abaixo.

Aos poucos fomos terminando o que havia começado, fomos desistindo, abrindo mão um do outro, do que tivemos e de tudo o que poderíamos ainda ser. Fomos, aos poucos, diluindo nossos sentimentos em ácido, fazendo experimentos, descobrindo que eles não eram eternos. Fomos terminando, e quando acabou cada um foi para o seu lado. Sem brigas, sem adeus, apenas fomos.

E nos deixamos.

Meu amor por você foi diminuindo, até não existir mais. Acabou. Nunca mais.

sábado, 30 de outubro de 2010

Abraçando a maternidade

Resolvi ter o bebê em Pelotas. Assim, fico perto da família e das amigas. Ficar longe já é difícil, seria muito mais se não pudesse ter as pessoas que amo ao meu lado, e ao lado do bebê, logo no início. Decidido o local do parto a mãe entrou em contato com minha antiga ginecologista, que também foi obstetra da minha irmã durante a gravidez. Hoje de manhã ela me recebeu para começarmos um pré natal.

Sim, vou fazer acompanhamento em Lajeado e em Pelotas, pois a dr. Maira ( de Pelotas) pode fazer o parto já sabendo tudo da minha gestação. Aliás, ela disse que tudo está perfeitamente normal. Só preciso mesmo talvez trocar o remédio que tomo (ferro) por outro, pra não correr o risco de desenvolver uma gastrite. Tenho sofrido de enjoos e náuseas por causa do remédio, pelo visto ele é muito forte para o meu estômago.

Fora isso, tudo okay. Escutei o coraçãozinho do baby de novo *.* Minha mãe estava junto e quase se desmancha em lágrimas hahaha

Depois da médica, fui na Feira do Livro e fiz umas comprinhas de futura mamãe. Comprei dois livros para mergulhar nesse mundo chamado maternidade: o Quem Ama Cuida e o O Que Esperar Quando Você Está Esperando.


Mamys me presenteou com dois livros com dicas e espaço pra eu ir anotando tudo o que acontece:

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Meu bebê!!

Dia 10 de outubro fiz três meses de gestação. E com isso veio a barriguinha. O mais engraçado é que ela cresce do nada! Tu dorme, e quando acorda, surpresa! hahaha
O "carocinho" na barriga parece crescer um pouquinho cada vez mais, e cansei de contar os dias que meu namorado me olha e diz espantado "que barriga grande". Só não leva um tapa porque ele tem razão. E já tirei o piercing pra não atrapalhar.

Hoje, com 13 semanas e 3 dias corretinhos, fiz meu segundo ultra.
E lá está o baby, firme e forte, ainda bem pequeno. Coração batendo, perninhas e mãozinhas se mexendo, feições do rosto formadas. Uma coisa linda da mamãe!
Olha como ele/ela é cabeçudo(a)! Olha o narizinhoooooo! hahahahaha cada dia mais apaixonada por essa criança.

É, ainda não deu pra saber o sexo. Bem na hora do ultra o danado se virou de costas, todo blasé. Mas no próximo ele vai estar maiorzinho e vai dar pra enxergar com certeza. Não vejo a horaaa!

terça-feira, 28 de setembro de 2010

2 meses e meio já :D


Tá, demorei pra contar. Mas é que esse mês a coisa andava agitada demais no serviço.

Vamos ao fato: quinta-feira, dia 16, fiz meu primeiro ultrassom. Como boa neurótica que sou estava apavorada! Não com medo do exame, claro que não. Mas com medo de o baby não estar bem. Já comecei a pensar que poderia não escutar o coração dele, meu deus, louca neurótica!

Mas graças a Deus, não só escutei o coração do meu filho ou da minha filha batendo a mil por hora, como também vi ele ali, crescendo e se desenvolvendo dentro de mim! Ficava neurando com uma cena de Friends também. Que a Rachel vai fazer o ultrassom e não consegue enxergar a Emma. HEAIUHAIUH

Gente, que medo de não conseguir ver nada também! Só borrão! Mas não tinha como. O bebê tava ali bem visível! Encolhidinho, cabeçudo e com os “raminhos” dos braços e das pernas crescendo! Lindo!

Fiquei feito pateta rindo pra tela, sem conseguir pensar em nada além de “como ele é lindo!”

Escala de emoção? 1621584436468541364248763 mil, multiplicado por 184548725487

Deixei os exames na médica, e semana passada ela ligou pra avisar que está tudo ok, mas preciso me cuidar. Principalmente cuidar minha anemia. Agora é manter uma boa alimentação e seguir cuidando desse brotinho.

Dia 05, semana que vem, tenho mais um consulta com a médica. Hoje o baby faz 10 semanas e 2 dias, e já deve estar todo formadinho. *.*
E rumo ao final do primeiro trimestre!

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Pré-Natal

Ontem tive minha primeira consulta com a obstetra. Foi tudo tranquilo.

Escolhi a dra. Ana Paula da Motta pra me acompanhar nestes próximos meses, e gostei muito dela. Se Deus quiser vai dar tudo certo, e será ela quem vai acompanhar o crescimento do bebê em consultas mensais.
Tenho alguns cuidados pra manter e uma longa lista de exames pra se certificar que o baby está bem. Aparentemente, está tudo okay, mas os exames vão esclarecer melhor. Segundo a médica, ele tem aproximadamente 7 semanas, o ultrasom vai descobrir direitinho.

Já marquei todos os exames. Amanhã faço os de laboratório e o ultrasom ficou pra quinta-feira que vem, dia 16. Só esperar! To louca pra "ver" ele heiauehiuhiuh e, se ele tiver 7 semanas mesmo, vou poder escutar o coraçãozinho *o*

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

A confirmação

A suspeita já rondava nossas vidas faziam algumas semanas. Fui esperando, esperando, deixando rolar. Até que parei no consultório de um obstetra pra fazer uma matéria pro jornal e enquanto esperava folheei um "Guia da Mulher Grávida". É, tava na hora de tirar essa dúvida da cabeça.

Dia 27/08 foi o dia que isso aconteceu. Dia que cheguei em casa e fiz o teste de farmácia. Dia, aliás, aniversário de minha querida amiga Jú (não, se for menina não vai se chamar Maria Juliana!). E deu positivo, né minha gente. "Duas linhas, positivo. Duas linhas, positivo", como ficou repetindo o meu namorado, inshock.

Segunda-feira, dia 30, fiz o exame de sangue pra confirmar, mas eu já sentindo milhares de sintomas. 45 minutos depois o segundo positivo. E a razão de taaaaaanto enjoo é um BABY. Eu to, ou melhor, estamos, felizes, nervosos, ansiosos, felizes de novo e cheios de expectativas!

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Ch-ch-ch-ch-changes


Saí de casa faz uns cinco meses. Por aí. Deixei a casa dos pais, deixei a cidade natal. Fui morar com o namorado, moderna que eu sou. Primeiro fui pra Porto Alegre, capital maluca. Lá eu trabalhei, conheci pessoas legais e pessoas babacas, renovei amizade e desfiz algumas. Mas Porto Alegre foi meu lar por míseros 2 meses. Daí eu me mudei de novo, cigana que eu sou também. Fomos eu e o namorado pra Lajeado, interior do estado. Cidade pequena. Pequena mesmo. Bem pequena. Tá, vocês entenderam. É pequena pra caramba! Mas eu gosto. Eu que falava tão mal de Pelotinhas, que morava no fim do mundo. Vim pra um lugar menor ainda. Enfim. It’s life. Mas aqui é legal, tem shopping (eu sempre digo isso). Só não tem Renner nem C&A (eu sempre reclamo disso).

Anyway, minha vida deu umas duas ou três – ou até quatro – reviravoltas em menos de um ano. Tudo parecia tão empacado, de repente minha vida colocou uma 5ª e se fooooooooooi. Muito rápido. De namoro pra morar junto em pouco tempo. De preguiçosa pra moça que trabalha sem parar em pouco tempo. De preguiçosa ao quadrado por moça que faz faxina na casa e criou tara por produtos de limpeza em pouco tempo. De eu, só eu, por eu com um zigotinho na minha barriga. Tudo em muito pouco tempo. Alguns devem me chamar de louca por aí, devem se apavorar. Mas ó, to muito feliz, e é o que importa. Tenho o cara que mais amo nesse mundo do meu lado, tenho um emprego bom, tenho um lar só meu, uma cachorra que faz festa quando eu chego, e um baby crescendo dentro de mim. Pra mim ta ótimo.

Sabe do que mais eu sinto falta? Das amigas. Das junções e das eternas risadas. Das bobagens que a gente ia dizendo, de como eu chevaga a chorar de tanto rir. De como a gente falava mal dos outros e de como, quase sempre, tudo terminava em várias fotos bizarras. Ah, como eu sinto falta da minha Trupe! Ainda mais nessa hora, sinto tanta tanta falta de compartilhar coisas. A gente ainda compartilha, mas com um pouco mais de demora! O único recurso é a internet, e falta tempo. Minhas idas pra Pelotinhas são rápidas demais.

Sinto falta da família, da mãe, da irmã, da sobrinha, do pai. Sinto falta da casa cheia e eu reclamando que eles não calam a boca. Sinto falta de me trancar no quarto e escutar música a toda altura. Agora, raramente tenho esses momentos. Quando chego em casa tenho coisas pra fazer ou, às vezes, to simplesmente muito cansada pra fazer qualquer coisa.

Sinto muita falta. E sinto por estar tão longe de todo mundo nessa fase da minha vida. Quem sabe um dia a gente não volte pra perto das pessoas que a gente ama, vai saber. Por enquanto, nossa vida é aqui. Nós quatro (eu, ele, a pet e o baby). Trabalhando, construindo alicerces ainda, fazendo pé de meia.


Se a vida me levou pra dois lugares em menos de 5 meses, e mudou radicalmente, sabe lá Deus o que mais me aguarda por aí.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Tirando o blogspot do mofo.



Depois de um ano dedicado ao Fator46 resolvi voltar com esse simples espaço só meu.

Primeiro, porque minha vida mudou tanto que assim fica mais fácil ir contando as novidades prazamiga.

Segundo, porque a felicidade também é tanta que eu quero mesmo é contar pra todo mundo. hahaha

Fora meus posts aleatórios sobre a minha vidinha, alguns textinhos que eu tiver na gaveta irão sendo postados por aqui. Textos antigos é só ir catando, no blog não faltam!

Pra conferir meu trabalho com algumas amigas, no Fator46, blog de cultura pop onde a gente fala de tudo um pouco, é só acessar http://www.fator46.com/ ;)


Paciência com esta neurótica que vos escreve, e até a próxima!